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Soave aguarda abertura de processo de transição

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19/10/2012 às 07h56
José Carlos Soave, prefeito eleito

José Carlos Soave, prefeito eleito

Plínio Teixeira Jr.
 
Há quase 27 anos atuando como médico em Bocaina, José Carlos Soave (PSB) foi eleito no último dia 7 prefeito da cidade com 3.142 votos, batendo na disputa outros três adversários. Foi a segunda vez que ele disputou o cargo. Na primeira, há quatro anos, foi derrotado pelo atual prefeito João Francisco Bertoncello Danieletto (PV) por diferença de pouco mais de duzentos votos. Agora, bateu o atual vice prefeito, Marco Antônio Giro, o Pipoca (PT), também por pequena margem – 53 votos. A candidata do PSDB, Silmara Gimenez, ficou na terceira colocação, com 541 votos, seguida do candidato do PC do B, Gisberto Marcos Antunes, o Betinho, com 238 votos.
Soave atribuí a pequena diferença da sua votação para a de seu principal adversário a dois fatores: a presença de quatro candidatos na disputa e o maior poder financeiro da campanha do atual vice-prefeito.
“O meu eleitorado aumentou em comparação com quatro anos atrás. Vencemos por pequena diferença em relação ao segundo colocado, mas isso de forma alguma tira o brilho da nossa vitória, porque fizemos uma campanha limpa, honesta, sem muitos recursos, mas uma campanha verdadeira e franca com os moradores de Bocaina”, afirma Soave.
Ele lamentou declaração dada por Danieletto ao jornal “Comércio do Jaú” dizendo que não abrirá processo de transição de governo na Prefeitura por não reconhecer a vitória do adversário. “Se não existe nada a ser escondido, acho que o atual prefeito deveria seguir o exemplo de seus colegas da região e realizar uma transição pacífica e transparente. Portanto, vamos continuar aguardando uma posição mais clara, mais conciliadora da atual administração no sentido de permitir o acesso às informações que necessitamos para que, com base nessas informações, a gente possa se preparar melhor para iniciar o nosso trabalho na Prefeitura a partir do ano que vem”.
Procurando evitar o termo revanchismo, o prefeito eleito classificou a recusa do atual prefeito em iniciar o processo de transição de governo mais como uma atitude de cunho pessoal do que político. “O que não deveria existir. Porque quem perde com isso é a população. Quanto mais transparente for esse processo, quanto mais informações tivermos desde já, mais teremos condições de atender bem os moradores no início do nosso mandato”, afirma Soave.
O prefeito eleito disse não acreditar em problemas de relacionamento com a futura Câmara de Vereadores da cidade, que terá apenas um representante eleito pela sua coligação. “Já conversamos com os vereadores eleitos e encontramos em todos eles grande disposição de colaborar com o trabalho da futura administração. Até porque, todos esses vereadores sabem que, assim como nós, eles foram eleitos com o compromisso de trabalhar pela cidade. E eu não tenho dúvida de que será isso que eles farão. Da nossa parte vamos estar o tempo todo abertos para dialogar com esses vereadores e para encaminhar projetos vindos da Câmara que sejam do interesse dos moradores. Não tem que haver disputa mais agora. O que tem de haver é entendimento entre os dois poderes para que tanto a Prefeitura como a Câmara possam oferecer o melhor trabalho possível à nossa população”.
Soave comentou ainda projeto de lei enviado à Câmara por Danieletto declarando extintos a partir de 31 de dezembro os 58 cargos em comissão atualmente existentes na Prefeitura.
“Entendo isso como uma tentativa de criar um fato político negativo para o nosso início de mandato. Esses cargos foram mantidos durante oito anos e deixarão de existir no último dia de mandato do atual prefeito. Com isso, eles vão querer argumentar em janeiro que recriamos cargos de confiança que criticávamos e que eles haviam extinguido. Mas a população não é boba, e lembra muito bem que dissemos nos nossos programas de rádio e colocamos no nosso plano de governo que está na casa de todos os moradores que a nossa proposta era a redução drástica dos cargos de confiança na Prefeitura de Bocaina. Teremos uma quantidade muito inferior de cargos em comissão na nossa administração do que os que existem atualmente. E a escolha das pessoas que ocuparão esses cargos será feita por critérios de capacidade para a função, e não por critério político como foi a escolha de muitos dos atuais cargos de confiança”.

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