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Por falta de área para expansão, Sorvetes Dubom pode deixar Jaú

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27/01/2012 às 08h05
J.H. Teixeira

Jaú pode perder para uma cidade menor da região uma empresa criada há 34 anos na cidade e que  atualmente oferece 32 empregos diretos, mais 25 outros que trabalham de forma autônoma e tem 800 pontos de vendas em toda a região. Agora está partindo para a franquia de sua marca. A primeira loja nesse sistema funciona na avenida Netinho Prado, perto do Lago do Silvério. É a Sorvetes Dubom, que por falta de área para expandir sua atividade, pode ir para Mineiros do Tietê ou Pederneiras.

O diretor-proprietário da Dubom, Fábio Teixeira de Moura, diz que onde está instalado, numa área de mil metros quadrados, na rua Pedro Merlini, no distrito industrial atrás das torres de televisão, não há mais espaço para expansão. “Faz anos que ouço falar em novo distrito para as empresas que querem se expandir. O 8º Distrito Industrial virou uma lenda. Há quatro ou cinco anos o secretário de Desenvolvimento Econômico da época disse que estava aguardado a liberação da Cetesb. Até hoje não aconteceu nada”, diz Moura.

O empresário revelou que existem duas possibilidades de transferir a Dubom caso não haja nenhuma resposta de Jaú até março. “Eu preciso de quatro mil metros quadrados e de cara vou dobrar a área de produção de mil para dois mil metros quadrados. Jaú ainda não me acena com essa possibilidade. Tenho propostas das prefeituras de Pederneiras e de Mineiros do Tietê que me oferecem cinco mil metros quadrados”, conta Fabio de Moura.

A espera até março, conforme Moura, é porque a mudança da empresa de uma para outra cidade é um tanto complicada. “Definindo em março a nova área há tempo de construir um novo galpão e fazer a mudança do maquinário no meio do ano, época do inverno, quando para o nosso ramo é um período de entressafra”, explica.

O empresário não gostaria de sair de Jaú, onde seu fundou a Sorveteria Dubom há 34 anos e que até 2.000 era só uma sorveteria. “Se acenarem com a possibilidade de liberação de uma área a gente espera mais um pouco”, disse. Junto com a expansão, Moura disse que virá a contratação de mais mão-de-obra direta já que de pronto a área irá dobrar.

8º Distrito

O 8º Distrito Industrial está há mais de 10 anos sem solução. Em julho de 2001 a Prefeitura concluiu a compra da gleba, de 14,7 alqueires por R$ 491.500,00 a serem pagos em  24 parcelas. Naquela época, a única empresa que estava certa para se instalar no local era uma cervejaria. Seria uma parceria da extinta Bebidas Primor com a norte-americana Gold Star. Em 2001, a empresa Leão & Leão, de Ribeirão Preto, usou parte do 8º Distrito como canteiro de obras, quando duplicava a rodovia Jaú-Brotas.

Em 2008 existiam 430 empresas inscritas para se instalar no local. Devido a indefinição, o número caiu para apenas 70 no ano passado.  Em 2009 a Cetesb (Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo) exigiu que a área verde do empreendimento fosse dobrada de 10% para 20% do total da gleba.  Até agora o novo projeto está em fase de adequação.

 

9 Comentários(Deixe o seu)

  • Gustavo

    É assim que Jaú vai crescer mesmo....

  • Rosangela Linares

    Essa cidade ja é um caos em relação a emprego o setor calçadista ja é um problema não entendo o pq Jau é chamado de capital do calçado feminino sendo que as industrias desse porte estão fechando sua portas agora o pouco que tem de firmas que oferecem emprego a população vão embora...não entendo o pq entra prefeito e sai prefeito e ninguem trabalha e luta p/ fazer com que uma industria se instale e permaneça na cidade p/ gerar emprego p/ tantos desempregados na cidade.....absurdo ter que ouvir que mais uma empresa que nasceu na cidade va embora por falta de capacidade dos prefeitos manterem as indstrias na cidade...sera que falta espaço p/ ampliar as indusreias? tenho minhas duvidas...

  • João Victor

    O poder público deve incentivar de todas as maneiras possíveis as indústrias locais (já instaladas), ainda mais aquelas que desejam se expandir. Sobre o 8º Distrito Industrial: uma vergonha que é a maior prova da incompetência e falta de vontade dos políticos jauenses.
    O jauense quer mais emprego! Quer ter orgulho de ter em Jaú indústrias de grande porte (nacionais e multinacionais)! Enquanto Piracicaba está recusando novas indústrias devido à grande demanda gerada pela instalação da Hyundai, Jaú continua na "mesmice" de sempre. O governo do Estado possui a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade com o intuito de atrair investimentos. Foi através dessa agência que Piracicaba atraiu a Hyundai e Guaratinguetá atraiu a AGC.

  • João Victor

    Fica a pergunta: algum político jauense mantém contato com essa agência e procura atrair grandes indústrias para a cidade? É quase certo que não.
    O governo do Estado também criou o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos para atrair investimentos para o Estado. Várias cidades, inclusive cidades da região (leia-se Botucatu), firmaram parceria com o Estado e em breve terão seus Parques funcionando. Onde está o governo de Jaú?. Não é essa a Jaú que quero para nós jauenses! Jaú pode e merce mais!


  • João Roberto de Castro

    Só queria ressaltar que no 7º. distrito industrial, a prefeitura doou lotes com o intuíto de empresas se estabelecerem..SABE O QUE ACONTECEU? Alguns beneficiados com estes lotes, venderam e nada foi feito, tem um dono de fabrica de calçados que comprou 4 lotes no sétimo distrito industrial...o que seria para beneficiar empresas e criar empregos, acabou viram negócio imobiliaria....cadê a fiscalização...é lógico que este lotes que foram comprador por um dono de fábrica de calçados não está no nome dele, ele não é bobo....


    PARA E PENSE, será que dá para criar emprego dessa forma.....

  • Alexandre Oliveira

    Parabéns Jau, por incentivar seus empresários e proporcionar mais empregos para seu desenvolvimento. É uma pena que essa cidade foi e sempre será de governantes que pensam pequeno. É por isso que estou indo embora desta cidade e não pretendo voltar nunca mais pra cá. Uma cidade que perde boas e promissoras industrias, que seria a oportunidade de crescimento e mais empregos aos seus morados, tenham que deixar a cidade e se instalarem na região. Não que as cidades da região tenham que ficar pra trás, mas Jaú pela idade que tem, já deveria ter passado há muito tempo em população e industrias, cidades como Bauru, Ribeirão Preto, enfim... Essa é a Jaú de todos nós, ops, de todos vocês, porque eu não vejo futuro pra esse cidade nem hoje e nem nunca.

  • JOSÉ SIQUEIRA

    SE A PREFEITURA NÃO FIZER ALGO LOGO FUTURAMENTE ESTAMOS PERDIDOS ...O LIXO ELE DEU JEITO NÉ MANDA LÁ PARA ... AS EMPRESAS TAMBEMVAI MANDAR PARA LÁ DE BAGUIDÁ KKKKK POLITÍCA CAÓTICA

  • marcelo antonio

    Algumas cidades do nosso Estado são conhecidas pelas grandes empresas que abrigam:Tilibra e Sukest em Bauru,Lupo,Kaiser e Cutrale em Araraquara,Caio e Embraer em Botucatu,Melitta em Avaré,Cosan na Barra Bonita,Faber Castel em São Carlos,Ambev em Agudos...só pra ficar nas mais próximas. E Jaú,qual grande empresa,seja daqui ou não,é conhecida nacionalmente?NENHUMA.Essa é a péssima administração que tivemos ao longo da história,de gente que pensa pequeno independente de ideologia ou partido,de gente que é provinciano que pensa que o mundo começa no Sani e termina no Parati.

  • josé siquiera

    VISITE JAU MEUS AMIGOS E GANHE UM PRESENTE
    UMA MULTA KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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