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Saemja quer aumentar produção de água e prefeito reduzir as perdas

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23/12/2011 às 08h10
J.H. Teixeira
Maria Luiza IV pode ter reservatório exclusivo

Maria Luiza IV pode ter reservatório exclusivo

Alguns bairros de Jaú sofrem uma falta crônica de água . Todo dia tem morador reclamando. É o caso do Jardim Maria Luiza IV. Mesmo que não haja quebra de adutora, de bomba de poço ou qualquer outra situação imprevisível, há falta d’água. A superintendente do Saemja, Claudia Baccaro, disse que a produção da ETA da autarquia não vem sendo suficiente para abastecer toda a margem esquerda do rio Jaú. Para a Maria Luiza IV, será construído um reservatório exclusivo, com verba de emenda federal. “Há necessidade de perfurar poços - diz a superintendente -, mas não há verba”. Já o prefeito Osvaldo Franceschi Junior diz que o desperdício na rede é que faz faltar água.

O prefeito Franceschi, em entrevista coletiva à tarde, disse que não há falta de água e nem necessidade de perfurar poços. “O problema é na distribuição. Temos hoje uma péssima distribuição da água que é produzida. Temos uma perda de 59% na distribuição, sendo 25% nos hidrômetros. Precisa trocar quase a totalidade dos hidrômetros. Sem contar aqueles que usam de artifícios para que o hidrômetro não marque a água efetivamente consumida, colocando imã, palitinho ou usando outro meio. Se não tivéssemos isso, o que produzimos hoje dá e sobra para a nossa cidade. É preciso melhorar a distribuição e acabar com essa perda”, disse Franceschi.

Além de considerar que a água produzida é insuficiente para atender a demanda, Claudia Baccaro diz que no caso do Maria Luiza IV outro agravante é que a maioria das casas não tem caixa d’água. “Algumas vezes é preciso parar o sistema para recuperar o reservatório e ter água nos horários de maior pico. Esse pessoal que não tem caixa d’água fica sem abastecimento de imediato”, observa. A superintendente do Saemja diz que a lei não obriga a autarquia a fornecer água 24 horas por dia, mas obriga o morador a ter reservatório (caixa), com um mínimo de 200 litros/dia por pessoa na casa.

O município, conforme Claudia Baccaro, tem um Plano de Saneamento que vai discutir os investimentos no setor, a possibilidade de ampliação da produção da água da ETA, a captação de águas superficiais e até o combate ao desperdício na rede. “Mas isso ainda vai demorar um pouco para ser viabilizado”, acrescenta. De imediato, segundo ela, o que existe é a possibilidade de instalar um reservatório exclusivo para o Jardim Maria Luiza IV.

“Temos uma verba da deputada estadual Regina Gonçalves, que é do PV, que mandou para a gente R$ 300 mil, para colocar um reservatório exclusivo para o Maria Luiza IV. Até o ano que vem vamos colocar. A emenda já está liberada. Esse reservatório vai atender nos momentos que tem que parar para recuperar reservatórios. Seria uma reserva de contingência”, explica Claudia Baccaro.

Enquanto o prefeito fala que combatendo o desperdício não há necessidade de perfurar poços, a superintendente do Saemja diz que existem três poços a sere, perfurados, autorizados pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado). “O que precisamos é de recursos para isso, porque cada poço custa em torno de R$ 2,5 milhões para ser perfurado. Colocamos os projetos no Ministério da Integração Nacional na expectativa de liberação de verba pelo PAC”, disse.
O reservatório exclusivo para o Maria Luiza IV, conforme Claudia Baccaro deve ser instalado ainda no primeiro semestre de 2012. “Já está sendo finalizado o projeto, a emenda já está liberada. Pelo menos estamos correndo para que isso aconteça o mais rápido possível”, completa.

O prefeito Franceschi disse que não faria jamais o que foi feito nos anos passados quando o município deu a concessão de uma estação de tratamento de água e uma de tratamento de esgoto para a iniciativa privada. “Ficamos com o pior para nós, que é a distribuição da água”, falou.
 

Um comentário(Deixe o seu)

  • Airton Troijo

    A população esta pagando a conta de agua mais o dobro (acrescido do esgoto).Quer dizer que para o povo não tem perda, pagamos tudo.Em outras cidades,por exemplo Ourinhos , o Orgão local responsável,SAE,não cobra os 100% do esgoto e ainda é o responsável pela coleta de lixo e entulhos da cidade.Talvez esteje na hora de copiarmos um modelo que funcione e que a população pague menos.Do jeito que esta indo,logo logo vão aumentar ainda mais a conta de água em Jaú(é mais fácil resolver o problema).

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