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Por 10 a 0, Câmara rejeita multa para desperdício de água

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11/10/2011 às 06h17
J.H. Teixeira

 

Desde 2009 na Câmara, foi novamente rejeitado na sessão desta segunda-feira, por unanimidade, projeto do prefeito Osvaldo Franceschi Junior (PV) que prevê multa para o desperdício de água. O projeto foi sugerido pelo Saemja (Serviço de Água e Esgoto do Município de Jaú) visando coibir principalmente o uso da água para lavar calçadas e carros
 
“Esse projeto é importante ainda mais quando estamos numa situação de racionamento e andando pela cidade vemos as pessoas com mangueiras lavando as calçadas”, disse a superintendente do Saemja, Claudia Baccaro, antes de saber do resultado da votação e esperando que a propositura fosse aprovada. Mas não foi. O projeto foi rejeitado por 10 votos a zero.
 
“É preciso saber o que está por trás desse projeto. A proposta seria o combate ao desperdício de água, mas para isso querem multar as pessoas e conseguir mais recursos para o Saemja, que assume divida alta e na hora de fazer caixa quer multar todo mundo”, disse o vereador Carlos Alexandre Ramos, o Kakai (PPL).
 
Claudia Baccaro diz que a intenção não é simplesmente multar todo mundo. “Será feita uma divulgação ampla da lei, depois as pessoas serão primeiro advertidas e, na reincidência, podem ser multadas. Não é simplesmente multar por multar”, disse a superintendente do Saemja.
 
Para o vereador Ademar Pereira da Silva (PSD) a população deveria ser orientada a economizar água através de campanha educativa, “sem que seja necessário no primeiro momento a penallidade da multa”.
 
Fernando Frederico de Almeida Junior (PMDB justificou seu voto contrário dizendo que é necessário economizar água, “mas o consumidor não pode ser mais uma vez penalizado”.
 
Depois de ter mostrado recentemente na Câmara vídeo sobre a falta de água por conta de adutora estourada, o vereador Atílio Durval Gasparotto (DEM) criticou o Saemja “que não executa os trabalhos nos locais de vazamento e depois quer cobrar da população pelo desperdício”.
 
Tito Coló Neto (PSDB) lembrou que na Piscina Municipal existe um dos maiores vazamentos de água em Jaú. Disse que o exemplo tem que vir de cima e que o Saemja “tem primeiro que cuidar do seu despedício, para depois cobrar dos outros”.
 
Quando o projeto foi rejeitado por 10 a 0, o presidente Carlos Alberto Lampião Bigliazzi Magon (PV) deixou escapar: “Deus do céu, Claudia Bacaro”. Ele estranhou a unanimidade na rejeição, como a tempo não se via no Legislativo.
 
Como o projeto foi rejeitado, agora ele só pode ser reapresentado pelo Executivo no ano que vem.
 

 

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