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Polícia apreende computadores e documentos da Câmara.

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10/06/2011 às 21h43

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J.H. Teixeira

Num trabalho de busca e apreensão, que durou cerca de quatro horas, com a participação de 12 policiais civis, comandados pelo delegado Seccional de Jaú, Roberto Tucunduva, teve início na tarde desta sexta-feira (10) o trabalho de investigação de suposto desvio de mais R$ 161 mil da Câmara. Diversos computadores e farta documentação foi apreendida e servirão para embasar o inquérito que será presidido pelo delegado Luciano Prado de Almeida Pacheco.

O presidente da Câmara, Carlos Alberto Lampião Bigliassi Magon (PV) disse que ele e o ex-presidente, Paulo de Tarso Nuñes Chiode (PV) é que tiveram a iniciativa de levar a suspeita à Polícia e por isso a Justiça deu o mandado de busca e apreensão que agora se consumava. As suspeitas, admitidas por Lampião, são de que o desvio seria no Imposto de Renda Retido na Fonte de funcionários do Legislativo. "É meio isso aí mesmo", disse.

O gerente jurídico da Câmara, advogado Rogério Piccino Braga, disse que ainda não se pode falar em valor e nem no mérito da suspeita. "Essa questão de R$ 161 mil nós ficamos sabendo pela imprensa. O que existe são confrontos de documentos que não batem entre a Câmara e a Prefeitura", falou.

O ex-presidente do Legislativo, Paulo de Tarso, acrescentou que a iniciativa de levar as suspeitas à Polícia foi "para que nossa ansiedade pela apuração de tudo não viesse a atrapalhar". Ele disse que todos estão embuídos em apurar tudo. Negou que tivesse alguma suspeita de irregularidade enquanto esteve na presidência, de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2010. "Se houvesse alguma coisa apontada naquela época, já estaria apurado desde então", completou.

"Em princípio configura-se um crime de peculato. Por enquanto, a atribuição de investigar o caso é da Polícia Civil. Vamos ver depois, se houver desvio de tributo federal, se haverá alguma competência da Polícia Federal", disse o delegado Roberto Tucunduva.

Como delegado que vai presidir o inquérito, Luciano Pacheco disse queo andamento dos trabalhos é que vai definir se haverá necessidade de pedir a quebra de sigilo bancário, telefônico ou mesmo fiscal de pessoas suspeitas. "Vamos começar a ouvir os depoimentos a partir da próxima semana. Acredito que em 30 dias não dará tempo de concluir o inquérito e o prazo deverá ser prorrogado", observou. Pacheco disse que os peritos em informática e em contabilidade da Polícia Cientifica serão requisitados da Deinter-4 (Delegacia Regional) de Bauru, porque Jaú não tem esses especalistas na Seccional.
 

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4 Comentários(Deixe o seu)

  • luciano battochio

    COMO NINGUÉM PERCEBEU. E A PREFEITURA, TAMBÉM NÃO SABIA, JÁ QUE ERA A DESTINATÁRIA DO CHEQUE(S). RESTA A APURAÇÃO POLICIAL PARA DESVENDAR MAIS ESSE ESCANDALO.

  • luiz

    CAIU A CASA KKKKK......

  • Andre Martins

    Espero que após a apuraçao do caso o responsavel por essa palhaçada va pra cadeia, porque se não for ai vai virar bagunça,ai toda cidade vai ter o direito de sair roubando.
    Cadeia neles!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • RITA DE CASSIA

    COMO DIZIA NOSSO AMIGO BORIS CASÓI...ISSO É UMA VERGONHAAAA!!!!!!!!!!PURUNGA NELES!!!!!!!

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