domingo, 23 de setembro de 2018
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O não-candidato Inácio

Os institutos de pesquisas deveriam ser proibidos de incluir nas suas sondagens o nome de um individuo que sabidamente não será candidato, que está preso, que não pode nem votar, quanto mais ser votado.

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25/08/2018 às 19h04

José Henrique Teixeira

Um individuo condenado em segundo instância, por um colegiado,  que está preso desde 7 de abril,  incurso na Lei da Ficha Limpa, portanto Ficha Suja,  pode ser candidato a alguma cargo eletivo?  Se a pergunta fosse feita a um cidadão da imensa maioria dos países democráticos deste mundo a resposta seria um sonoro “NÃO!!!”.   Mas no Brasil não é assim.

Não só acreditam que esse cidadão  pode ser candidato como os nossos institutos de pesquisas colocam  o seu nome entre aqueles que o eleitor poder optar na sua decisão de voto. Na minha opinião, os institutos de pesquisas deveriam ser proibidos de incluir nas suas sondagens o nome de um individuo que sabidamente não será candidato,  que está preso, que não pode nem votar, quanto mais ser votado.

No entanto, o Brasil é o pais onde o Judiciário comporta infinito recursos. Tanto é que para colocar esse cidadão na cadeia deu um trabalho danado. No processo em que ele foi condenado a 12 anos e um mês de prisão – veja bem:  12 anos e um mês!!!! -  seus advogados apresentaram 39 recursos. Agora ficam dizendo que ele é um preso político.  Não é um preso político. Está preso condenado por  corrupção e lavagem de dinheiro.

Faltam poucos dias para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir pelo indeferimento da candidatura de um sujeito que não pode ser candidato. E o Tribunal sabe disso. No meu entender, quando os seus seguidores fizeram uma marcha até o TSE para que fosse dada entrada com o registro de sua candidatura, o que o protocolo do tribunal deveria fazer é rasgar o documento na frente deles,  jogar no chão, e dizer que esse sujeito não pode ser candidato porque está preso. Simples assim.

Mas eles ficam enrolando, empurrando com a barriga como se diz. O tempo vai passando e temo que possa chegar o dia em que esse individuo vai gravar programa do horário eleitoral dentro da cela onde se encontra na Polícia Federal. Vai chegar o dia em que a sua fotografia, cara de bandido, vai aparecer na urna no dia da votação, quando os seus discípulos teclarem o fatídico número de seu partido, aquele mesmo que em pouco mais de uma década quase acabou com o nosso país.

Mas,  ainda tenho a fé a esperança que os capas pretas de todos os tribunais superiores deste país, seja TSE, STJ,  STF, não irão permitir uma aberração desse tamanho. Porque se permitirem será o fim do direito, eles estarão sepultando a si mesmos. Só faltará  rasgar a Constituição. O direito dele de ser candidato não existe. O meu direito de exigir o cumprimento da lei, existe. Vou brigar por ele.  Quero ver essa gente e esse execrável partido, bem como os seus coligados movimentos, serem  banidos da vida deste país.

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