segunda, 26 de junho de 2017
Início » Política » Sobrou pra quem não pode se defender

Sobrou pra quem não pode se defender

Depois de ter transformado o velório de Marisa Letícia em comício, Lula agora faz da própria esposa bode expiatório de crimes pelos quais é investigado em Curitiba

Gravatar
11/05/2017 às 18h22

Instituto Teotônio Vilela

Um simples procedimento da Justiça, por mais graves que sejam as acusações ou por mais notório que seja o réu envolvido, não é motivo para ser transformado em palanque político nem em ato de campanha. Foi, no entanto, o que fizeram os petistas nesta quarta-feira, em função do depoimento de Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sergio Moro, em Curitiba.

Que fique claro que a transformação do interrogatório de Lula em circo não foi culpa do juiz, que, aliás, pediu para ninguém se mobilizar ou comparecer a um "ato normal do processo" que apura o recebimento de quase R$ 4 milhões em propina paga pela OAS ao ex-presidente em troca de favores nos governos do PT.

Quem transformou o interrogatório em ato de campanha foram apenas os petistas. Nenhuma novidade. Eles vivem assim há 37 anos, ou seja, desde que a sigla foi criada no ABC Paulista. O que menos interessa ao petismo são os problemas do país. A legenda confirma-se ensimesmada numa única coisa: recuperar, obter e manter o poder. Sua clássica estratégia de guerra de dividir e conquistar.

A presença de alguns parlamentares petistas em Curitiba ontem - pagos para estar naquela mesma hora cumprindo seus deveres no Congresso, a milhares de quilômetros dali - ladeados por magra militância retrata o vazio de poder em torno do partido.

O PT é hoje muito mais um happening (ainda barulhento e incômodo, é certo) do que um movimento que expresse de fato parcela expressiva dos brasileiros - a presença de Dilma Rousseff num palanque depois de ter levado o Brasil à ruína encarna isso à perfeição. O PT esperneia para mostrar-se maior do que é, para tentar sobreviver.

Lula e o PT já tiveram, lícito admitir, importância para a história e a democracia brasileiras. Hoje são um atraso. Insuflam sua militância a resistir às mudanças necessárias para corrigir os estragos que seus governos causaram. Contaminam o debate político e envenenam o convívio social.

Lula cumpre papel de protagonista neste enredo tóxico. Mantém-se em campanha eleitoral permanente, a despeito de ter patrocinado os governos mais corruptos e ruinosos da história. Naquilo que diz respeito às investigações de que é alvo, sua desfaçatez não tem limites.

Réu em cinco processos, ele já havia transformado o velório da esposa, morta em fevereiro, em comício. Agora, diante do momento de esclarecer as suspeitas que lhe pesam sobre os ombros, transformou a própria Marisa Letícia em bode expiatório e imputou-lhe os principais atos e decisões sobre o tríplex que ganhou de presente como propina. Nada mais previsível do que o enredo de culpar quem já não pode se defender, típico de quem tem contas a acertar e não tem argumentos a apresentar.

Lula, mais uma vez, disse que nada viu, nada sabia. Mais uma vez, apresentou-se como vítima - embora tenha encontrado do outro lado um juiz técnico, frio e objetivo que não se sujeitou a servir-lhe de escada, tampouco em permitir que um ato corriqueiro da Justiça virasse palanque. Novamente, novidade alguma nisso. Minutos depois o petista estava num comício de fato, como a corroborar os reais objetivos da passagem de sua caravana pelo Paraná.

O líder dos petistas age mesmo, e sempre, para usar sua militância como joguete e para tentar paralisar a nação, como marionete de seus desejos. Que a Justiça se cumpra e que esse anacrônico modo de agir na arena política seja apenas um eco de um passado que não se repetirá.

Instituto Teotônio Vilela

Um simples procedimento da Justiça, por mais graves que sejam as acusações ou por mais notório que seja o réu envolvido, não é motivo para ser transformado em palanque político nem em ato de campanha. Foi, no entanto, o que fizeram os petistas nesta quarta-feira, em função do depoimento de Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sergio Moro, em Curitiba.

Que fique claro que a transformação do interrogatório de Lula em circo não foi culpa do juiz, que, aliás, pediu para ninguém se mobilizar ou comparecer a um "ato normal do processo" que apura o recebimento de quase R$ 4 milhões em propina paga pela OAS ao ex-presidente em troca de favores nos governos do PT.

Quem transformou o interrogatório em ato de campanha foram apenas os petistas. Nenhuma novidade. Eles vivem assim há 37 anos, ou seja, desde que a sigla foi criada no ABC Paulista. O que menos interessa ao petismo são os problemas do país. A legenda confirma-se ensimesmada numa única coisa: recuperar, obter e manter o poder. Sua clássica estratégia de guerra de dividir e conquistar.

A presença de alguns parlamentares petistas em Curitiba ontem - pagos para estar naquela mesma hora cumprindo seus deveres no Congresso, a milhares de quilômetros dali - ladeados por magra militância retrata o vazio de poder em torno do partido.

O PT é hoje muito mais um happening (ainda barulhento e incômodo, é certo) do que um movimento que expresse de fato parcela expressiva dos brasileiros - a presença de Dilma Rousseff num palanque depois de ter levado o Brasil à ruína encarna isso à perfeição. O PT esperneia para mostrar-se maior do que é, para tentar sobreviver.

Lula e o PT já tiveram, lícito admitir, importância para a história e a democracia brasileiras. Hoje são um atraso. Insuflam sua militância a resistir às mudanças necessárias para corrigir os estragos que seus governos causaram. Contaminam o debate político e envenenam o convívio social.

Lula cumpre papel de protagonista neste enredo tóxico. Mantém-se em campanha eleitoral permanente, a despeito de ter patrocinado os governos mais corruptos e ruinosos da história. Naquilo que diz respeito às investigações de que é alvo, sua desfaçatez não tem limites.

Réu em cinco processos, ele já havia transformado o velório da esposa, morta em fevereiro, em comício. Agora, diante do momento de esclarecer as suspeitas que lhe pesam sobre os ombros, transformou a própria Marisa Letícia em bode expiatório e imputou-lhe os principais atos e decisões sobre o tríplex que ganhou de presente como propina. Nada mais previsível do que o enredo de culpar quem já não pode se defender, típico de quem tem contas a acertar e não tem argumentos a apresentar.

Lula, mais uma vez, disse que nada viu, nada sabia. Mais uma vez, apresentou-se como vítima - embora tenha encontrado do outro lado um juiz técnico, frio e objetivo que não se sujeitou a servir-lhe de escada, tampouco em permitir que um ato corriqueiro da Justiça virasse palanque. Novamente, novidade alguma nisso. Minutos depois o petista estava num comício de fato, como a corroborar os reais objetivos da passagem de sua caravana pelo Paraná.

O líder dos petistas age mesmo, e sempre, para usar sua militância como joguete e para tentar paralisar a nação, como marionete de seus desejos. Que a Justiça se cumpra e que esse anacrônico modo de agir na arena política seja apenas um eco de um passado que não se repetirá.

 

Mais sobre: Lula, Lava JATO

Nenhum comentário(Deixe o seu)

Deixar Comentário

Digite as letras e/ou números que você vê na imagem abaixo:

Leia | Política de Comentários.

Versão Móvel | Contato | Anuncie

Primeiro site de notícias de Jaú.
Jornalista responsável: José Henrique Teixeira MTb 20.061
Jaunews © 1999 - 2017. Todos os direitos reservados