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Sessão esvaziada impede exame de contas de Franceschi

Mesmo não havendo sessão, porque só estavam em plenário oito vereadores, a presidente Cleonice Furquim (PMDB) abriu a palavra para os que compareceram.

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23/12/2015 às 08h21
Só oito vereadores estavam em plenário e quorum era de 12 parlamentares

Só oito vereadores estavam em plenário e quorum era de 12 parlamentares

Com a ausência de nove vereadores, inclusive de integrantes da base aliada do Paço Municipal, não aconteceu a sessão extraordinária da Câmara de Jaú, marcada para às 11h30 de segunda-feira, que iria apreciar parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre as contas de 2012, último ano da administração do prefeito Osvaldo Franceschi  Junior (PV). O Tribunal deu parecer contra a aprovação das contas.  Para que a sessão acontecesse era necessário a presença de dois terços, ou 12 vereadores.

Mesmo não havendo sessão, porque só estavam em plenário oito vereadores, a presidente Cleonice Furquim (PMDB) abriu a palavra para os que compareceram. Estes criticaram os colegas ausentes e as suas manifestações foram transmitidas ao vivo pela TV Câmara. Os oposicionistas ausentes não concordaram com isso e falam em adotar medidas. O vereador José Aparecido Segura Ruiz, presidente do Conselho de Ética, disse que irá se manifestar caso seja provocado.

Além de quatro vereadores reconhecidamente de oposição, como Carlos Lampião Magon (PV), Tito Coló Neto, Ronaldo Formigão e Paulo Gambarini, estes do PSDB, outros dois tidos como independentes, José Aparecido Segura Ruiz (PTB) e Gilberto Vicente (SD), também se ausentaram. O que causou estranheza foi o não comparecimento de outros três da base aliada: Fernando Henrique da Silva (PT), João Carlos de Toledo (PT) e Wagner Brasil (Pros). Dois deles disseram que estavam viajando (Toledo e Brasil) e o outro (Fernandão) teve que levar a filha ao médico.

A base aliada ficou frustrada porque pretendia nessa sessão extraordinária manter o parecer do TCE contra as contas do ex-prefeito Osvaldo Franceschi Junior. Agora, nova sessão para a votação sobre o parecer só deve ocorrer em 2016. Como não puderam votar desta vez, os oito que compareceram criticaram até mesmo os ausentes da base aliada.

“O parecer está na Câmara desde agosto. Por que não puseram antes em votação?  Precisavam deixar para uma sessão extraordinária no final do ano”,  comentou  o vereador Carlos Lampião Magon (PV). Além disso, Lampião criticou o fato de a base aliada ter  tirado da Lei Orgânica o prazo de dois meses para votar parecer do Tribunal sobre contas de prefeitos e ex-prefeitos. “Antes tinha que votar em dois meses após dar entrada na Câmara, caso contrário trancava a pauta. Eles retiraram esse dispositivo. O tiro saiu pela culatra”, completou.

Os vereadores que compareceram, além da presidente Cleonice Furquim, foram Charles Sartori (PMDB), Lucas Flores, Roberto Carlos Vanucci, Fernando Barbieri, estes do PT,  Fernando Frederico de Almeida Junior (Rede), João Carlos de Lourenço (PSC) e Fábio Dornelles (Pros).

A não realização da sessão extraordinária por falta de quórum representou uma derrota para a base aliada e uma vitória para Franceschi, que exatamente queixava-se da falta de tempo para preparar a sua defesa.

 

Um comentário(Deixe o seu)

  • Jose Pires de Oliveira

    Porque os tribunais de contas do estado só descobre o erro depois da caca feita? porque só os prefeitos são responsabilizados? vereador tem que fiscalizar os atos do prefeito não é? então que todos sejam responsabilizados e punidos, vai segurar esse BO sózinho prefeito?

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