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Santa Casa terá que prestar contas à Câmara

O interessante é que até os cinco vereadores contrários ao projeto na primeira votação acabaram votando a favor, por um equívoco na tramitação.

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18/08/2015 às 08h49

Em segunda votação, por unanimidade, a Câmara de Jaú aprovou na noite desta segunda-feiora (17) projeto do vereador Charles Sartori (PMDB) que obriga a Santa Casa de Jaú a prestar contas também ao Legislativo sobre os recursos públicos que recebe. A sessão foi tumultuada, teve acusação de não cumprimento de acordo feito nos bastidores, mas o interessante é que até os cinco vereadores contrários ao projeto na primeira votação acabaram votando a favor, por  um equívoco deles na tramitação. A Santa Casa questionou a exigência de prestar contas à Câmara porque já o faz para a Secretaria Municipal de Saúde.

A confusão na votação aconteceu porque o próprio autor do projeto apresentou emenda prevendo que além de prestar contas sobre os recursos repassados pela Prefeitura, no total de R$ 1.250.000,00 mensais para a manutenção do Pronto-Socorro, a Santa Casa deveria também fazê-lo sobre os recursos que recebe dos governos federal e estadual. O vereador Fernando Frederico de Almeida Junior (PMDB) pediu destaque na votação para que o projeto original fosse votado separadamente da emenda. Os contrários confundiram e acabaram votando a favor da proposta acreditando que estavam votando na emenda. No caso da emenda, ela acabou aprovada também, mas com seis votos contrários.

O vereador José Aparecido Segura Ruiz (PTB), que também é médico,  contrário a prestar contas ao Legislativo porque a Santa Casa já presta contas à Prefeitura, disse que acordo de bastidores entre os vereadores não foi honrado no plenário.  “Políticos não honram a palavra dada. Acordo celebrado nos bastidores é mudado aqui na hora. O vereador Fernando Barbieri, que é irmão da Irmandandade de Misericórdia de Jaú (Santa Casa), deveria ter vergonha e  pedir renúncia da irmandandade. O que fizeram aqui hoje foi chamar a Santa Casa de ‘ladrona’, um termo chulo, porque ela faz a sua prestação de contas mensalmente e nunca houve nenhum apontamento”, disse, revoltado,  o vereador petebista.

Barbieri foi à tribuna, em seguida, e se defendeu:   “O vereador que me antecedeu está completamente desequilibrado. Nada por impede que esta Casa peça também a prestação de contas. Como irmão da Santa Casa tenho ainda mais obrigação de votar em um projeto pela total transparência. O envio das contas custa R$ 1,00  que é o preço de um C D. O projeto pe legal, constitucional, moral. Se eles acharem que não posso votar pela transparência por hoje estar vereador, eu vou pedir o meu desligamento da irmandade”.

Já o vereador Roberto Carlos Vanucci (PT) aproveitou para tirar uma “casquinha” nos contrários ao projeto e que acabaram votando a favor.  “Debateram, debaterem, e votaram todos a favor.  Tem gente dormindo aqui.  Passaram batido. Isso é vergonhoso.  Um bobear, tudo bem, mas todo mundo passar batido... faça-me um favor”,  ironizou.

O provedor da entidade da Santa Casa, Alcides Bernardi Júnior,  disse que a verba municipal é usada para pagar serviços prestados por médicos e funcionários, além de materiais e medicamentos exclusivos do Pronto-Socorro. “Da forma como foi colocado na sessão da Câmara, deixou dúvidas quanto à transparência da Santa Casa em relação à prestação de contas ao Município”, disse. Ele garantiu que sendo sancionada a lei a Santa Casa irá cumpri-la e enviará a prestação de contas também ao Legislativo.

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