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Serra quer pedir cadeiras de dois vereadores

Antonio Aparecido Serra disse que vai acionar a executiva estadual do PSDB para que sejam solicitadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) as cadeiras dos dois vereadores que estão indo para o Pros.

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04/10/2013 às 08h02

Termina amanhã o prazo para mudança de partido para aqueles que pretendem concorrer às eleições gerais do ano que vem. Para ser candidato, o interessado precisa estar filiado a um partido há um ano do pleito. Em Jaú, candidatos ou não em 2014, vários políticos estão trocando de partido aproveitando essa janela dada pela legislação eleitoral que, inclusive, não puniria com infidelidade partidária os que tem mandato e deixam as agremiações pelas quais foram eleitos.

O presidente da executiva do PSDB de Jaú, Antonio Aparecido Serra,  cujo partido tem sofrido as maiores baixas, inclusive de dois vereadores, acredita que há sim infidelidade. Estão deixando o partido os vereadores Paulo Gambarini e Fábio Dornelles, mudando para o novo PROS (Partido Republicano da Ordem Social). Dos três parlamentares eleitos em 2012 os tucanos ficarão apenas com Tito Coló Neto. Outros dois que não tem mandato também já saíram: o ex-candidato a prefeito, Luiz Fernando Bassan César, o Zuca, foi para o PR; enquanto que o ex-vereador José Mineiro de Camargo migrou para o PTB. Ambos dizem que são pré-candidatos a deputado em 2014.

Também deixou o DEM pelo Pros o vereador Wagner Brasil de Barros. Outro vereador, Gilberto Vicente, trocou o PP pelo Solidariedade, o novo partido fundado por Paulinho da Força Sindical. Vicente também diz que pretende concorrer a deputado.

Serra disse que vai acionar a executiva estadual do PSDB para que sejam solicitadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) as cadeiras dos dois vereadores que estão indo para o Pros. “Existem políticos que usam e abusam de uma sigla partidária, são eleitos com recursos do partido e depois mudam. Não sei para onde vão porque no Cartório Eleitoral só consta a desfiliação dos dois. Falei com o advogado do PSDB em São Paulo e ele entende que a vaga é do partido, não importa se o detentor do mandato foi para um partido novo ou não. Se o vereador quiser deixar o partido, mas que entregue o mandato que não é dele”, disse Serra.

Conforme o presidente local dos “tucanos”, serão tomadas “todas as medidas cabíveis, pedindo as certidões necessárias para entrar com ações pedindo os mandatos desses dois vereadores”.

Gambarini preferiu ainda não se manifestar sobre as declarações de Serra e disse que vai falar nesta sexta-feira. Ele está no quinto mandato como vereador, quatro deles eleito pelo PSDB e no próximo ano faria 20 anos no partido. Fábio Dornelles, no primeiro mandato, também não se manifestou por enquanto.  Os dois, no entanto, embora estejam mudando de partido, não mencionaram disposição de se lançarem candidatos a deputado no ano que vem.

Precedentes

Quanto a perda de mandato por mudança de partido, Jaú registrou na legislatura passada dois casos de vereadores que saíram dos partidos pelos quais foram eleitos e continuaram com seus mandatos. Fernando Frederico de Almeida Junior, eleito pelo PV, foi para o PMDB. José Carlos Zanatto, cuja eleição se deu pelo PP, migrou para o PTB. Almeida Junior teve garantido o seu mandato pelo TRE  em abril de 2012.

Mais sobre: Partidos políticos, PSDB, PROS

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