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Lampião pode ir ao MP para manter vaca mecânica

Na justificativa para a desativação das vacas mecânicas, que funcionam há mais de 20 anos na Central de Hidrossolúveis da Merenda Escolar, o prefeito disse que os equipamentos estão sucateados. Lampião não concorda com o sucateamento das máquinas. “Na central estão duas vacas mecânicas que foram inauguradas em agosto de 2011", disse.

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30/08/2013 às 08h15

O vereador Carlos Alberto Lampião Bigliassi Magon (PV) pretende encaminhar ao Ministério Público as respostas que receber da Prefeitura a um requerimento que apresenta na sessão da próxima segunda-feira sobre o anuncio da desativação da vaca mecânica no município. O prefeito Rafael Agostini (PT) declarou que vai desativar a produção própria do leite de soja, servido na merenda escolar e às pessoas com recomendação médica para o produto, para terceirizar a compra do leite (leia nesta edição)

Na justificativa para a desativação das vacas mecânicas, que funcionam há mais de 20 anos na Central de Hidrossolúveis da Merenda Escolar, o prefeito disse que os equipamentos estão sucateados, que tem aparelho dando choque e que o local não oferece condições higiênicas e sanitárias para se produzir o leite de soja.

Lampião não concorda com o sucateamento das máquinas. “Na central estão duas vacas mecânicas que foram inauguradas em agosto de 2011, adquiridas  com recursos repassados através da deputada Rita Passos. Não é possível que em dois anos elas estejam sucateadas”, observou.

Em seu requerimento, o vereador questiona quanto é gasto por mês pela Prefeitura na compra de matéria prima para a produção do leite de soja. Quer saber também quanto se gasta com a manutenção das máquinas. Lampião pergunta também quantas pessoas são atendidas com o leite de soja e quantos litros do produto são utilizados nesse atendimento.

Ao final do requerimento o vereador observa que quer as respostas claras e objetivas porque elas serão encaminhadas ao Ministério Público.

 

Médicos

Em outro requerimento, Lampião quer explicações sobre a recente renovação de contrato entre a Prefeitura e a Comerp (Cooperativa Médica de Ribeirão Preto) para a contratação de médicos destinados ao atendimento na rede municipal de saúde.

O valor do contrato é de R$ 3.603.600,00 no ano e, conforme teria sido noticiado, para o fornecimento de 11 profissionais médicos. Diante desses números, levantou-se a possibilidade que cada profissional iria receber R$ 27.300,00 mensais.  Mesmo que fossem três médicos para cada 24 horas, o salário de cada um seria superior a R$ 9 mil.

Lampião quer saber se esses números se confirmam e quantos médicos foram contratados. Questiona porque o município não realiza concurso para a contratação desses profissionais, aumentando a remuneração dos mesmos.

O secretário de Economia e Finanças da Prefeitura, Luiz Vicente Federice, disse que o contrato com a Comerp prevê não número de médicos, mas horas de atendimento, “A Prefeitura contratou até 2.200 horas por mês, a  R$ 136,50 a hora. Os médicos irão suprir especialmente os plantões 24 horas nos finais de semana no distrito de Potunduva. O contrato prevê que devem ser oferecidas 16 especialidades médicas. Então, teremos muito mais do que apenas 11 profissionais, mas vários de cada especialidade. Assim, a remuneração de cada um será bem menor do que os valores que estão divulgando por aí. Se forem três médicos de cada especialidade, já serão 48 profissionais que irão atuar. Se utilizarmos todas as 2.200 horas/mês, cada profissional faria 45 horas e teria um custo em torno de R$ 6.200,00 incluindo o salário dele e a taxa da cooperativa”, esclareceu Federice.

 

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2 Comentários(Deixe o seu)

  • Augusto Fellipo

    Outras cidades que utilizavam os tais equipamentos chamados vacas mecânicas também optaram pela terceirização do serviço. Até onde eu sei, na região, a firma mais próxima que faz este serviço fica em Ribeirão Preto.

    Para transportar uma máquina de um prédio a outro ela tem de ser desmontada e montada novamente. Não existem mais técnicos habilitados para fazer este processo e, quando se encontra, eles cobram no mínimo R$ 2 mil para fazer o serviço.

    Sai muito mais barato adquirir o produto do que o produzir. As duas vacas que chegaram, lembro que foram até batizadas em agosto/setembro de 2011, mas sei também que logo pararam de funcionar. O que não se pode é deixar os munícipes sem leite; este serviço tem atrelado um papel político e social. Se a lei maior é 'conter gastos', que seja escolhida então a forma menos custosa de realizar o serviço.

  • Gustavo

    Quero parabenizar o Vereador Lampião por essa iniciativa. Em 2011 foi divulgado em toda imprensa sobre a inauguração das vacas mecânicas, inclusive falado na rádio jauense. Agora essa história de que as máquinas são sucatas, isso é demais!!!! Se quer fechar invente outro motivo, pois esse não "cola". Parabéns mesmo e encaminhe no MP!

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