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Pouca adesão às lutas

Ao longo do percurso, vários dirigentes sindicais utilizaram o microfone de um dos carros de som para pedir o apoio da população ao movimento e chamar os empresários a participar também. Não houve fechamento de lojas e nenhum incidente foi verificado.

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11/07/2013 às 23h05

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A manifestação pelo Dia de Luta, nesta quinta-feira (11) em Jaú, ficou abaixo da expectativa dos próprios organizadores, Cerca de 100 pessoas participaram de uma passeata que saiu da praça do Centenário, com atraso de quase uma hora, subiu a rua Major Prado, depois a Quintino Bocaiúva e foi até a avenida Ana Claudina. Dirigentes sindicais, funcionários dos sindicatos, alguns associados e ainda poucos membros do movimento “Vem pra Rua”, fizeram parte do protesto, que foi acompanhado por dois carros de som.

Entre as faixas e cartazes carregados pelos participantes liam-se “Queremos uma saúde padrão Fifa”, “O povo acordou”, “Trabalhadores da saúde unidos pelas 30 horas”, “Duplica Já”, “Mais investimentos na saúde, educação e segurança” e “Fiscalização do trabalho e menos impostos”.  Além dos temas nacionais, o movimento em Jaú encampou também a campanha que pede a duplicação da rodovia SP-255 (Jaú-Barra Bonita-São Manuel) onde muitos acidentes e mortes acontecem.

Ao longo do percurso, vários dirigentes sindicais utilizaram o microfone de um dos carros de som para pedir o apoio da população ao movimento e chamar os empresários a participar também. Não houve fechamento de lojas e nenhum incidente foi verificado. A Polícia Militar apenas acompanhou a manifestação.

Um dos organizadores do movimento de ontem, através do Sindicato dos Metalúrgicos que preside e da Força Sindical a qual está vinculado, o vereador Gilberto Vicente não escondia o seu desapontamento com a pequena participação no ato. “Nós estamos tristes de ver isso na nossa cidade. Os empresários, eu convoquei, telefonei nas empresas, pedi que mandassem os funcionários para ajudar a gente. Acho que para eles está tudo bom, só que na hora da negociação salarial dizem que está ruim. Na próxima campanha salarial vamos pegar firme contra eles. Isso tudo é interesse deles também”, disse.

Vicente lamentou que o comércio deveria ter fechado as portas e não o fez. “Infelizmente em Jaú é complicado”, falou. Agradeceu aos sindicatos que compareceram e lamentou, mais uma vez, a falta de consciência dos ausentes. Vicente disse que o objetivo era fazer a mobilização de manhã, antes do expediente de trabalho e não depois, explicando porque o movimento não foi marcado para o final da tarde.

Em Bauru, dezenas de manifestantes ocuparam o prédio da Prefeitura por volta das 9h de ontem. Depois de mais uma assembleia realizada no inicio da noite decidiram dormir no prédio da prefeitura, no primeiro andar, já que não conseguiram sua principal reivindicação junto ao prefeito de Bauru: a suspensão do último aumento nas tarifas do circular na cidade.

Pelo Brasil, manifestantes bloquearam rodovias em pelo menos 11 Estados na manhã desta quinta-feira (11). Os atos fazem parte do "Dia Nacional de Lutas", organizado por centrais sindicais.

Em São Paulo, a rodovia Anhanguera ficou interditada em dois pontos no sentido da capital. A rodovia Cônego Domênico Rangoni, que faz parte do sistema Anchieta-Imigrantes e liga São Paulo ao litoral sul, também teve dois pontos de interdição.

Milhares de manifestantes ocuparam a avenida Paulista, em São Paulo, durante protesto convocado pelas centrais sindicais, nesta quinta-feira. A avenida foi liberada nos dois sentidos às 16h, após quase quatro horas de interdição, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

 

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