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Protesto foca transporte, salários de políticos e saúde

Segundo os organizadores, o movimento espera dois dias para ter algum posicionamento de vereadores e Prefeitura sobre as reivindicações apresentadas. “Se não houver uma resposta rápida a gente começa a mobilizar mais um protesto", disse um deles..

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25/06/2013 às 01h30

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Os números quanto a participação divergiram mas a segunda manifestação do movimento “Vem pra rua”, realizada ontem em Jaú, teve resultados bem mais práticos do que a primeira, realizada na quinta-feira passada. Desta vez teriam sido dois mil participantes, que saíram do Parque do Rio Jaú, na avenida Dr. Quinzinho e após meia hora de caminhada chegaram à Prefeitura. Lá foram ouvidos por alguns vereadores e até por secretário municipal que receberam documento com as duas principais reivindicações e se comprometeram a agendar audiência com os seus líderes.

Numa atitude inusitada, os líderes do movimento fizeram  cinco vereadores que os esperaram no saguão em frente ao Legislativo, a sentarem-se com eles no chão. Conversaram  e a assinaram no verso do rol de reivindicações, com o compromisso de uma reunião futura. Depois, os líderes subiram até a sala do secretário de Economia e Finanças,Luís Vicente Federice, que tirou cópia para si e também assinou no verso do documento.

Neste documento, os manifestantes colocam três pontos que consideram podem ser cumpridos de imediato: redução da tarifa do ônibus circular de R$ 2,40 para R$ 2,00 e agilidade na licitação para o transporte coletivo; redução imediata dos salários do prefeito, vice-prefeito, vereadores e presidente da Câmara para os valores vigentes em 2012, “porque os valores atuais ultrapassam o limite moralmente aceitável sendo maiores do que na maior parte das capitais brasileiras”; e formulação e posterior fiscalização de leis que agilizem a reabertura do Pronto-Socorro Municipal, construção de Unidade Básica de Saúde no Pires I, médicos plantonistas para os postos até às 22h e manutenção de estoques de medicamentos básicos e de alto custo.

Diante da Prefeitura e na frente dos cinco vereadores que ficaram para recebe-los, os manifestantes gritavam palavras de ordem como “quem não trabalha não precisa de assessor”, referindo-se aos dois assessores que cada vereador tem direito. Na subida da rua Marechal Bittencourt, o refrão era outro: “O povo acordou/O povo decidiu/Ou para a roubalheira/Ou paramos o Brasil”.

“Eu vejo tudo isso como uma grande manifestação da insatisfação  do povo brasileiro, principalmente em relação a saúde, a educação e  a corrupção. Nós temos corrupção hoje no Brasil de ponta a ponta.”, disse o vereador José Aparecido Segura Ruiz (PTB). O parlamentar acrescentou que sempre votou a favor da redução do número de vereadores  bem como do salário do vereador.

Lucas Flores, líder do PT na Câmara, disse que concorda com as reivindicações do movimento. “Como hoje o foco é mais voltado para a cidade, estou aqui para dar um pouco de atenção que eles merecem”, disse, completando que não nomeou para si um segundo assessor.

O secretário municipal de Economia e Finanças, Luiz Vicente Federice, também assinou um documento entregue pelos manifestantes com as suas reivindicações. “Recebemos a pauta de reivindicações deles  e agora vamos analisar. Gostariamos que eles formassem uma comissão e a Prefeitura está de portas abertas para recebe-los. Vamos fazer todos os esforços para esse pauta seja contemplada”, disse.

Depois de deixar a Prefeitura os manifestantes foram para a praça Siqueira Campos, onde ficaram em volta do monumento ao aviador João Ribeiro de Barros. Ali, os líderes falaram sobre o resultado e sobraram até críticas para a mídia. “A mídia chega a dizer que não temos um foco no nosso movimento. Nos temos sim. Está no papel e ninguém pode dizer que não sabe porque está havendo protestos na cidade”, disse um dos líderes.

Segundo os organizadores, o movimento espera dois dias para ter algum posicionamento de vereadores e Prefeitura sobre as reivindicações apresentadas. “Os temas escolhidos são coisas que dá para fazer imediatamente. Se não houver uma resposta rápida a gente começa a mobilizar mais um protesto. Não está descartada uma terceira mobilização”, completou.

O protesto foi acompanhado por policiais militares durante todo o tempo mas nenhum incidente foi registrado. Os próprios participantes se organizam de modo a garantir a ordem. Ao chegar na Prefeitura, por exemplo, formaram eles mesmos um cordão de isolamento para evitar que o saguão todo fosse invadido. Os participantes sentaram-se no chão do lado de fora.

 

 

 

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