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Equiparar a professor não!

O mesmo vereador, Fernando Frederico, apresentou idêntico projeto no mandato passado, em 2011, mas ele foi rejeitado quando submetido a votação em 2012. Na época, 11 dos atuais vereadores não estavam na Câmara.

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14/05/2013 às 00h12
Vereadores na sessão desta segunda-feira, 13 de maio.

Vereadores na sessão desta segunda-feira, 13 de maio.

O projeto do vereador Fernando Frederico de Almeida Junior (PMDB) com sete assinaturas, que foi reapresentado por ele na sessão de ontem na Câmara, visando equiparar os salários dos vereadores aos dos professores do ensino infantil da rede municipal, não teve boa acolhida pela base do prefeito Rafael Agostini (PT). A propositura, se aprovada, reduziria os vencimentos dos parlamentares a 36% do que eles ganham atualmente. Passaria dos atuais R$ 4,3 mil para R$ 1,6 mil. A medida valeria para os que assumem em 2017.

O mesmo vereador apresentou idêntico projeto no mandato passado, em 2011, mas ele foi rejeitado quando submetido a votação em 2012. Na época, 11 dos atuais vereadores não estavam na Câmara.

Tanto o projeto não foi bem aceito pela base situacionista que o vereador Fernando Barbieri (PT) apresentou uma proposta alternativa. Sugeriu que os colegas doassem, a partir de agora, R$ 1.500,00  de seus salários para entidades assistenciais da cidade. Assinou a sua proposta na tribuna e anexou o seu cheque, passando-a ao vereador José Aparecido Segura Ruiz (PTB), que seria quem cuidaria da arrecadação entre os colegas. Instou-o os colegas, especialmente os sete que assinaram o projeto de Fernando Frederico, a aderirem a essa proposta. Só Tito Coló Neto (PSDB) devolveu a folha assinada. A tal folha é uma declaração concordando em doar parte dos vencimentos. Barbieri foi bem claro:  “A proposta só entra em vigor se os oito assinarem (ele e os sete que assinaram o projeto para equiparar vencimentos aos dos professores)”.

Em vez de obter as adesões à sua proposta, Barbieri teve foi um puxão de orelhas de seu colega da base situacionista e autor do projeto da equiparação, Fernando Frederico. “O que o Fernando Barbieri colocou aqui é típico de quem não entendeu o meu projeto. A sua proposta é ridícula, Fernando Barbieri”, disse.  E completou:  “O projeto que tem a co-autoria de sete vereadores desta Casa cria um teto para o subsídio dos vereadores, vinculado à valorização dos professores. Sete tiveram a coragem e estão tentando, de verdade, melhorar a Educação. A verdade é que quando se fala em mexer com salário de vereador todo mundo arrepia.Tenham a coragem de dizer que são contra porque não querem diminuir os seus salários”.

Gilberto Vicente (PP) disse o que Frederico sugeriu.  “Sou contra a diminuição dos subsídios sim. Temos que discutir aquilo que a cidade precisa e não salário de vereador.Vamos aumentar para o professor e não diminuir o nosso. Eu não preciso do salário de vereador, mas quero receber porque faço juz a ele”, falou o vereador que também é sindicalista.

Caso o projeto fosse submetido à votação na sessão de ontem não deveria ser aprovado. Dificilmente teria os votos dos 10 que não assinaram o requerimento para que ele pudesse ser apresentado no expediente.

Projetos

Outros projetos de vereadores entraram no expediente da sessão de ontem.  Um do vereador Paulo Gambarini (PSDB) proíbe contratos da Prefeitura ou da Câmara com pessoas que tenham parentesco  com membros da administração. Outro, do mesmo vereador, cria programa de apoio a projetos culturais. O vereador Carlos Lampião Magon (PV) apresentou dois projetos: num deles pede que as agências bancárias ofereçam cadeiras de rodas para quem delas necessita; no outro obriga os loteadores e fazerem e instalarem as placas com os nomes das ruas.Entrou também  o projeto de resolução que estabelece normas de avaliação e desempenho para os funcionários concursados da Câmara.

Também deu entrada um projeto do Executivo que altera lei que instituiu o Conselho Municipal de Cultura.

4 Comentários(Deixe o seu)

  • Afonso

    "Demagogia (do grego demagogía): Opinião ou política que favorece as paixões populares e que promete, sem poder cumprir. Excitação das paixões populares por promessas vãs ou irrealizáveis. (Dicionário Michaelis)" - apenas para se ter uma ideia sobre duas das acepções dessa preciosa palavra. E bem que a casa Legislativa podia nos poupar (cidadãos) de tais encenações. E se fosse para agir em nome da Educação, os nobres vereadores poderiam, por exemplo, ter contestado a proposta de reajuste salarial dos servidores municipais (incluídos aí os professores), embora esse seja um capítulo repleto de 'distorções' , para não se dizer más intenções, com toda a celeuma sobre a bonificação e incorporação. Mas voltando ao papel dos legisladores (tão preocupados com os rumos da Educação) poder-se-ia dizer que um pouquinho mais de empenho na fiscalização dos recursos (gastos na compra de tecnologias digitais a preços exorbitantes, para citar apenas um exemplo), dos projetos relativos à Educação já faria uma diferença enorme. Que tal a propositura da equiparação dos salários dos professores aos dos vereadores?!

  • Cecilia

    Boa tarde.

    É um absurdo o valor dos salários dos vereadores. Eu acho que deveriam fazer diferente. Os vereadores ganhariam igual a um professor de Ed. Infantil,e os professores um salário igual ao de vereador. Estaria PERFEITO!

  • Silvia

    Jaú já foi uma cidade revolucionária quando o Brasil ainda era uma monarquia. Por que agora não mantém esta veia revolucionária e paga um professor com a remuneração de um vereador que é de 4.400,00 mensais? Respondo: porque revolução só é feita quando é para ganhar voto ou beneficiar alguma classe social em evidência. Agora pergunto: algum vereador já experimentou lecionar em uma das salas de aula de uma escola pública? É claro que não! Nenhum deles quer conviver com a falta de interesse de grande parte dos pais com o desenvolvimento de seus filhos, com a falta de educação (que vem da falta de orientação familiar) e com o abandono desta classe profissional (principalmente por parte da demagogia não "barata", porque propaganda eleitoral custa muito caro - de nossos políticos). Mas bem que por hora ou outra tem político pedindo favor para matricular amigos em nossas escolas! Parem de serem patéticos e tratem de fazer algo realmente relevante ou nem percam tempo discutir para fazer bonito diante da população , pois este tipo de politicagem não engana mais ninguém!

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