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Aprovada incorporação do abono aos servidores

“A Prefeitura e o sindicato (Sindicato dos Funcionários Municipais de Jaú) não sabem o que estão fazendo. Se soubessem já teria vindo o projeto certo aqui na semana passada. Não pode incorporar. Onde é que fica a isonomia?", questionou o vereador Carlos Lampião Magon (PV).

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07/05/2013 às 07h53

Na sessão desta segunda-feira (6/5) da Câmara de Jaú foi aprovado por 13 a quatro, depois de longo debate, projeto do prefeito Rafael Agostini (PT) que altera a lei aprovada na semana anterior sobre o abono concedido aos servidores municipais.O novo projeto diz que o abono de R$ 70,00 será incorporado às férias e 13º salário dos servidores. Já estava estabelecido antes que ele valia para fim de aposentadoria. O abono, no entanto, não vale para efeito de base de cálculo para futuros reajustes.

“A Prefeitura e o sindicato (Sindicato dos Funcionários Municipais de Jaú) não sabem o que estão fazendo. Se soubessem já teria vindo o projeto cerco aqui na semana passada.  Não pode incorporar. Onde é que fica a isonomia?  Já sei de gente que está indo à Justiça”, disse o vereador Carlos Lampião (PV), que votou contrário.

Para o vereador Ronaldo Formigão (DEM), o Executivo tinha condições de dar ao menos a reposição de inflação, de 6,7%.  “No primeiro momento o sindicato disse que o abono seria incorporado ao salário. Ai veio o projeto  e não foi incorporado. Agora vem esse projeto e diz que incorpora mas não serve de base para efeito de cálculo remuneratório. Voto contra”, disse.

 “Não vejo aqui incorporação do abono ao salário, mas o que dá para dizer é que estão aqui os efeitos da incorporação, ou seja, os R$ 70,00 serão pagos sobre as férias e o 13º. Votar conra é dizer que o funcionário não vai receber os R$ 70,00 a mais no 13º e nas férias”, disse Fernando Frederico de Almeida Junior (PMDB).

“Vocês querem defender o indefensável”, reagiu Tito Coló (PSDB). “Vereador tem que dizer não a esse aumento vergonhoso proposto pelo prefeito. Será que o acordo  do sindicato com a Prefeitura fala que ia ser incorporado. Chamei a presidente do sindicato para vir aqui e quero ouvir isso dela”, prosseguiu. Coló ainda sugeriu o caminho da Justiça do Trabalho:  “Se o funcionário está se sentindo prejudicado o caminhão não seria a Justilça? Até que ponto é  tão difícil para esta administração reconhecer uma inflação. Muita gente deu carta branca ao senhor, prefeito, e está esperando”, concluiu Coló.

Para o líder do prefeito, Charles Sartori, toda a discussão dos oposicionistas é porque “existe um racha entre alguns vereadores e o sindicato dos funcionários”. Sartori disse que ninguém fala do orçamento aprovado no ano passado pela Câmara, “que não permite dar o aumento que pretendem”. E concluiu: “O prefeito não vai entrar nessa briga de vereadores e sindicato”.

Ao final o projeto foi aprovado  com os votos contrários dos vereadores Coló, Lampião, Formigão e Paulo Gambarini.

Outro projeto do prefeito Agostini, este aprovado por unanimidade, foi o que estende a licença-maternidade para 180 dias para as funcionárias municipais. Ele também prevê a forma de pagamento da licença-prêmio.

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Um comentário(Deixe o seu)

  • Afonso

    Pode-se dizer que se começou muito mal (principalmente para os servidores públicos) - e este episódio só evidencia o oportunismo (senão desrespeito) nas manobras de negociação ( tanto do Executivo, quanto do Sindicato) e aprovação de uma pseudo-incorporação (já que é pela metade, por assim dizer) de bônus aos salários dos servidores. Parece que as 'ambições' e os interesses pessoais andaram atropelando os direitos coletivos, a continuar nesse ritmo vão acabar por atropelar as próprias ambições políticas.

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