domingo, 24 de setembro de 2017
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Aprovado o abono

O fato de não ter sido dada aos servidores a reposição da inflação do período, de 6,7% e também o abono não ter sido incorporado aos salários, deu margem a muitas manifestações dos oposicionistas. Mas, apesar disso, os vereadores votaram a favor do projeto.

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30/04/2013 às 05h39
Sessão da Câmara desta  segunda-feira que aprovou o abono ao funcionalismo

Sessão da Câmara desta segunda-feira que aprovou o abono ao funcionalismo

Com 15 votos favoráveis e uma ausência do plenário (do vereador Tito Coló Neto, do PSDB) a Câmara aprovou ontem o projeto do prefeito Rafael Agostini que concede abono de R$ 70,00 e  aumento de R$ 50,00 no tíquete de compra aos servidores municípios retroativos a 1º de março. Na quinta-feira passada, em assembleia de seu sindicato, os funcionários haviam aprovado a contraproposta da Prefeitura. Só que na ocasião foi dito que o abono seria incorporado aos salários e o projeto que foi aprovado ontem não prevê essa incorporação.

O fato de não ter sido dada aos servidores a reposição da inflação do período, de 6,7% e também o abono não ter sido incorporado aos salários, deu margem a muitas manifestações dos oposicionistas. Mas, apesar disso, os vereadores votaram a favor do projeto, exceção a Coló que se ausentou. O argumento de Fernando Frederico de Almeida Junior (PMDB) foi o que os convenceu: “Ou aprovamos o que está sendo oferecido, ou os funcionários ficam sem nada”.

“Na assembleia no Balneário foi falado que os R$ 70,00 seriam incorporados ao salário. Hoje vem projeto aqui que não incorpora. Eu não concordo com esse tipo de aumento, teria que ser um percentual. E o prefeito que não fique falando que os professores tiveram 30% de aumento no ano passado porque não é verdade”, disse o vereador Carlos Lampião Magon (PV).

“Realmente isso é bom para o funcionalismo? Por que não se repassa os 6,7% da inflação? Com o abono, o funcionário vai perder no 13º salário, nas férias e na aposentadoria. Cadê os funcionários aqui na Câmara? Cadê os que não concordam com esse aumento?”, questionou o vereador Tito Coló.  Ao perguntar para o vereador Gilberto Vicente (PP), que preside o Sindicato dos Metalúrgicos quanto os trabalhadores da categoria tiveram de aumento e ouvir que foi 8%, Coló ficou ainda mais exaltado. “Esta Casa votou R$ 19 mil para o prefeito e R$ 11 mil para o vice-prefeito. Vamos encaminhar isso ao Ministério Público e  ver se não é necessário pelo menos repor a inflação”, disse.

Fernando Frederico observou que embora nem sempre concordasse, votou a favor dos quatro reajustes dados pela administração passada aos servidores. Observou que se não fosse aprovado o projeto do prefeito os funcionários não teriam reajuste algum. “É claro que Frederico votou a favor dos quatro reajustes dados pelo governo passado. Foram todos acima da inflação”, reagiu o vereador Ronaldo Formigão (DEM).

O vereador José Aparecido Segura Ruiz (PTB) foi mais pragmático:  “Vou votar a favor do projeto do prefeito porque o sindicato concordou com o que aí está. Só espero que nos próximos reajustes não tenhamos mais que usar a expressão ‘é isso ou nada’ e que seja dado um aumento real aos servidores”.

Colocado o projeto em votação, os vereadores Ronaldo Formigão e Carlos Lampião, que iriam votar contra, mudaram seu posicionamento e foram favoráveis, por conta da manifestação de Frederico de que ou é isso ou nada. Tito Coló ausentou-se do plenário.

 

3 Comentários(Deixe o seu)

  • Afonso

    Novamente assistimos a um triste espetáculo de ludíbrio político - um conluio de forças (escusas) que joga a própria sorte os servidores municipais, sem respaldo do Sindicato (dúbio) e sem a defesa dos vereadores (a priori nossos representantes). Jogo de empurra, falta de transparência, esvaziamento político.

  • carlos

    como agir contra um prefeito e seus pupilos ..................
    um prefeito que quando indagado pelos professores manda beijinhos.
    pena que a maioria é mulher.
    se eu fosse professor mandava um bom recado pra ele no ato.
    muito se falou sr frederico mas vcs aprovaram.

  • JOSEP CADURA

    A CULPA MAIOR EM TUDO ISSO É DO SINDICATO. FICA CLARO O AMADORISMO DO MESMO NA CONDUÇÃO DAS NEGOCIAÇÕES E NO PELEGUISMO.
    COMO PODE O PRÓPRIO SINDICATO DECLARAR A GREVE E DEPOIS NÃO APOIÁ-LA?
    E AGORA? NÃO FOI ISSO O PROMETIDO NA ASSEMBLEIA. O FUNCIONÁRIO FICA SEM A INCORPORAÇÃO DOS 70 REAIS?
    VAMOS ESPERAR QUAIS SERÃO AS ATITUDES DO SINDICATO.

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