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Defendendo o Informatibola

A entidade apresentou na semana passada uma proposta de redução de cerca de 40% no valor do valor convênio que mantinha com o município e está esperando uma posição da prefeitura para que aprove e renove esse convênio. Nao deve ocorrer a renovação.

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30/04/2013 às 00h24
Crianças seguram cartazes defendendo a ONG na sessão da Câmara desta segunda-feira

Crianças seguram cartazes defendendo a ONG na sessão da Câmara desta segunda-feira

A sessão da Câmara de Jaú, ontem, que começou com o uso da Tribuna Cidadã,  teve manifestação de crianças ligadas ao Informatibola, do Jardim Pedro Ometto.  Dezenas delas ocuparam as cadeiras e exibindo cartazes pediam a manutenção do convênio da Prefeitura com a entidade. O convênio será encerrado hoje, conforme anunciado desde o início do mandato pelo prefeito Rafael Agostini (PT). Pelo convênio, no ano passado o Informatibola recebeu R$ 295 mil da Prefeitura para oferecer cursos gratuitos e prática de futebol aos menores. A ONG propôs redução de 40% desse valor repassado pela Prefeitura, mas não obteve resposta (leia ao lado).

Na tribuna falou em nome da entidade o professor de Educação Física Ademir Testa Junior. Disse que o Informatibola atende a sete bairros com diversas atividades e apresentou abaixo-assinado com 1.300 assinaturas pedindo a manutenção das atividades da ONG. As crianças seguravam cartazes onde se lia “Aqui não e ONG de vereador. É entidade de  serviço de proteção social básica. Aqui não tem assistencialismo”,  “Na rua não. No Informatibola sim” ou, “Nossos pais votaram em vocês e no prefeito Rafael”.

Depois da Tribuna Cidadão, a sessão foi retomada às 16h59, com a leitura de indicações e requerimentos. Na palavra livre no expediente, o vereador Ronaldo Formigão (DEM) foi o primeiro a se manifestar. Fundador do Informatibola. “Chego até a chorar quando uma ONG que tem 12 anos é tida como uma ONG de vereador e que faz farra com o dinheiro público. Falem o que quiserem. Eu ando de cabeça erguida na rua. Vou continuar lutando. Vou nas empresas e buscar apoio para continuar esse trabalho. Tenho certeza de que empresários não se furtarão  em ajudar o Informatibola”, disse.

O líder do PSDB, Tito Coló Neto, também se manifestou. “Quero pedir ao líder do PT , ao líder do prefeito e ao presidente desta Casa, que intercedam junto ao prefeito. As crianças estão pedindo a chance de ter uma vida melhor amanhã. Vamos esquecer o lado político. Se fosse um projeto apenas político o vereador Formigão teria feito cinco mil votos”, disse.

O líder do PT, vereador Lucas Flores, disse que as crianças estavam sendo usadas como massa de manobra. “É uma pena ver crianças sendo usadas dessa forma muito feia para agredir a quem não merece. A Prefeitura já abriu 1.300 vagas nas escolinhas de iniciação esportiva; o Viva Vôlei mais de 100 vagas. Estamos preocupados em restabelecer a iniciação esportiva, mas gastando 11 vezes menos do que se gastava com ONGs políticas”, falou.

Enquanto Flores falava, as crianças viraram os cartazes que carregavam e no verso deles estava escrito o “uuuuuuuuu”  de  vaia. Pessoas da plateia começaram a se manifestar e o presidente, Roberto Carlos Vanucci (PT) suspendeu a sessão por 10 minutos, enquanto as crianças deixavam o recinto.

No reinicio  dos trabalhos, após 18 minutos de interrupção, o presidente Vanucci foi à tribuna  e disse ter ficado preocupado com o que aconteceu na sessão. Segundo ele, as crianças, “de forma orquestrada, erguiam cartazes a mando do sobrinho do vereador Formigão”, que hoje faz parte do Informatibola.

Ao anunciar o fim dos convênios com três ONGs (Informatibola, Dollar e Jaubac) e também com o Aristocrata Clube, em 20 de fevereiro último, o prefeito Rafael Agostini disse que isso representaria uma economia de R$ 2,1 milhões/ano para o município. Eram R$ 623 mil com as três ONGs  e R$ 1,5 milhão com o Aristocrata.

ONG propôs redução da subvenção

O trabalho desenvolvido pela Associação é um instrumento coadjuvante do poder público na educação. Se considerarmos que o município ainda não tem estrutura e infelizmente ainda não oferece educação em período integral em toda as escolas públicas da cidade, fica evidente a dificuldade da administração municipal de absorver o excedente de crianças e adolescentes que ficam expostos à situações de vulnerabilidade social e é ai que entra o trabalho do Informatibola.

A entidade encerrou o ano de 2012 com mais de 700 crianças e adolescentes que foram atendidoas em 7 bairros: Jd. Pedro Ometto (abrange o Rosa Branca); Jd. Orlando Ometto (abrange o Orlando Ometto 2 e Chácara Ferreira dias); Jd. Nova Jaú (abrange o Padre Augusto Sani); Jd. São José (abrange o São José 2); Jd. Santo Onofre, (abrange o Novo Horizonte e Cila Bauab) e Jd. Santo Ivo (abrange a Vila Nunes) e Maria Luiza 4.

Apesar de todo esse trabalho executado pela entidade, para cortar gastos, a administração municipal pretende não renovar convênio com algumas entidades e incluiu o Informatibola neste corte e isso pode ocasionar de a entidade deixar de atender todas essas crianças e deixar de levar suas atividades em bairros onde não existem atividades.

Porém a entidade, alinhados a essa postura do poder executivo, apresentou na semana passada uma proposta de redução de cerca de  40% no valor do valor convênio que mantinha com o município e está esperando uma posição da prefeitura para que aprove e renove esse convênio para que a entidade possa dar continuidade as suas atividades. Junto a esta proposta, foi apresentado também um abaixo assinado, com assinaturas dos pais dos atendidos pela entidade, da diretoria da associação e demais moradores da cidade de Jaú, que apóiam a iniciativa e o trabalho social que o Informatibola desenvolve.

 

 

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