segunda, 20 de novembro de 2017
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Sindicato recua da greve

A Lei da Greve (7.783/89), em sua artigo 13, estabelece: “Na greve, em serviços ou atividades essenciais, ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores, conforme o caso, obrigados a comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas da paralisação”.

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22/04/2013 às 23h09

A greve dos servidores municipais de Jaú, decidida em assembleia nesta segunda-feira(22) não vai se transformar em assembleias setoriais, com manifestações e possíveis paralisações dos funcionários do determinado setor por uma ou duas horas. A informação foi dada no final da tarde de ontem pela presidente do Sindicato dos Funcionários da Prefeitura de Jaú, Eliana Contarini. A postura foi adotada por temor de que já de pronto a greve seja declarada ilegal devido ao prazo de comunicação antes da sua realização.

“Por cautela e em respeito à lei 7.783, de 1.989, e havendo divergência em relação a 72 horas do estado de greve, buscando orientação jurídica e a melhor foi realizar as assembleias setores. As repartições serão estrategicamente escolhidas e nelas haverá paralisação e protesto.”, explicou Contarini.

A Lei da Greve, em sua artigo 13, estabelece: “Na greve, em serviços ou atividades essenciais, ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores, conforme o caso, obrigados a comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas da paralisação”.

O sindicato protocolou o resultado da assembleia de segunda-feira na Prefeitura, no Saemja e no Ministério do Trabalho. “Estamos chamando uma assembleia  para esta quinta-feira (25. Só falta definir o local. Estamos aguardando uma nova manifestação do Executivo e ganhamos dois dias para isso”, completou a sindicalista.

Está previsto que hoje pela manhã dirigentes do sindicato parem um setor da Prefeitura, por duas horas, com protesto.

O Sindicato iniciou as negociações reivindicação aumento salarial de 12,1% que compreendia os 6,7% da inflação mais ganho real. Depois de quatro rodadas de negoc iação com a Prefeitura, surgiram duas contrapropostas.Na primeira, o Executivo ofereceu aumento de R$ 100,00 no tíquete de compras, que passaria de R$ 311,00 para R$ 411,00 e nenhuma reposição da inflação diretamente nos salários., A segunda proposta foi de 4% de reposição da inflação e nenhum aumento no valor do tíquete. Ambas foram recusadas na assembleia da ultima segunda-feira quando foi aprovada a greve.

 

 

Greve foi decretada na segunda-feira

Os servidores municipais de Jaú decidiram decretar greve no início da noite desta segunda-feira (22) em assembleia que rejeitou as duas contrapropostas apresentadas pelo prefeito Rafael Agostini (PT) às suas reivindicações. O transformação do “estado de greve”, que eles haviam aprovado na terça-feira da semana passada, em greve, que deve ser iniciada a partir desta quarta-feira foi, no entanto, parcial.  Nem todos levantaram os braços na hora da votação da proposta. Segundo membro da Federação dos Funcionários Públicos Municipais do Estado de São Paulo presente ao ato, cerca de 650 servidores participaram da assembleia de ontem na praça Barão do Rio Branco, em frente do Paço Municipal.

Não é a primeira vez que os funcionários municipais optam por greve. Em uma oportunidade isso já ocorreu e em outra ficou na tentativa. No mandato do ex-prefeito Sigefredo Griso houve uma ameaça de paralisação e dois líderes do movimento – Edmilson Mizael Pincelli e Leda Sichieri – foram demitidos. No primeiro mandato do prefeito João Sanzovo Neto, quando Edenilson de Almeida presidia o sindicato, houve uma paralisação que terminou no terceiro dia.

A presidente do Sindicato dos Funcionários Municipais, Eliana Contarini, com diretores da entidade, esteve reunida na manhã de ontem no salão nobre da Prefeitura com o prefeito Agostini e secretários.Foram apresentadas aos sindicalistas duas contrapropostas, uma que já havia sido apresentada na terça-feira passadas, que dá R$ 100,00 de aumento no tíquete de compras, incluindo o valor no 13º salário, sem nenhuma reposição da inflação. Essa proposta prevê, ainda, equiparação de salários em algumas funções, seguro de vida por morte natural, licença gestante de 180 dias e revisão do Estatuto do Magistério.

A segunda contraproposta, esta apresentada ontem de manhã, prevê reajuste de 4% a todos os servidores (contra uma inflação do período de 6,7%), sem nenhum aumento no tíquete e também sem equiparação salarial.

Os servidores rejeitaram as duas contrapropostas, aprovando em seguida a greve. Mas, mesmo após ter sido aprovada a proposta de cruzar os braços, diversos servidores foram à frente do carro de som onde estavam os dirigentes do sindicato argumentando que esta não era a melhor opção. Eliana Contarini falou que se até quarta-feira uma nova contraproposta for apresentada pela administração, a decisão poderá ser revista em nova assembleia da categoria.

Conforme o secretário de Economia e Finanças da Prefeitura, Luíz Vicente Federice, a Prefeitura não tem condições de atender o que os servidores estão reivindicando.  “Para dar os 6,7% da inflação teríamos um impacto no orçamento de R$ 7 milhões até o final do ano. Com toda a economia de guerra que estamos fazendo vamos chegar ao final do ano com um superávit previsto de R$ 11 milhões, que será para pagar as contas e asfaltar o Residencial Frei Galvão, senão as casas não são entregues. Não tivemos a reposição da inflação no orçamento deste ano, muito pelo contrário, perdemos R$ 12 milhões no orçamento com a queda da arrecadação.De onde tirar R$ 7 milhões para dar aos funcionários?”,  questionou o  secretário.

O que ficou definido após a aprovação da greve, conforme Eliana Contarini, é que a Prefeitura e o Ministério do Trabalho serão comunicados hoje  sobre a decisão e a partir de quarta-feira os funcionários param. “Greve não para ficar em casa. É para vir aqui em frente, fazer piquete, se organizar para que 30% dos serviços essenciais sejam atendidos”, falou a presidente do sindicato.

Embora tenham optado pela greve, os servidores não podem deixar a população sem os serviços essenciais de saúde, coleta de lixo e abastecimento de água. Nessas áreas, os funcionários terão que se revezar para garantir a presença de um terço deles no expediente.

Com a decretação da greve, a questão será decidida pela Justiça do Trabalho, que poderá dar a inflação do período(6,7%) ou menos, mas sem atender a nenhuma quesito quanto a tíquete de compras ou equiparação salarial.

 

OUÇA EM PODCAST O SECRETÁRIO DE FINANÇAS, LUÍS VICENTE FEDERICE FALANDO SOBRE A GREVE...

 

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8 Comentários(Deixe o seu)

  • Afonso

    "Nem todos levantaram os braços na hora da votação da proposta" - ora, o que será que o jornalista quis dizer com essa frase? Quem esteve presente ontem na assembleia pôde observar que a grande maioria não teve outra opção senão optar pela paralisação. E isso foi uma demonstração democrática. Poucos foram os que ergueram os braços para a 1ª proposta. A segunda foi rejeitada de imediato. Restou tão-somente a paralisação, que não é uma opção fácil ou agradável. Isso sempre acaba sendo prejudicial ao servidor, bem porque tal medida não conta com a simpatia da população tampouco dos meios de comunicação ou de certos setores da mídia, além das dificuldades do sindicato diante da pressão do poder. A verdade é que a situação vem se arrastando há várias administrações e não é mais possível conviver com tal negligência, com tal arrocho salarial. Pede-se bom senso do executivo (e menos oportunismo do legislativo).

  • Fábio

    Se estivéssemos em uma situação clara de que o Executivo não tem o menor interesse em melhorar as condições salariais e de carreira dos servidores municipais, estaria de acordo com a greve.
    No entanto, estamos entrando no quinto mês da administração e os servidores optaram pelo contexto nada solidário em relação a péssima situação econômica e fiscal da prefeitura.
    A decisão de paralisar foi uma lição para a população jauense de que o sindicato e seus filiados estão preocupados com interesses meramente corporativistas, desonrando a história da luta sindical brasileira, a qual se pautou pela preocupação com os problemas mais amplos da sociedade, especialmente a questão da legislação trabalhista e dos direitos políticos.
    Se o sindicato não se dedicar a convencer a população de que os servidores estão há décadas desprezados pelos governos conservadores que por aqui passaram, nunca conseguirá uma sustentação confiável para que suas ações tenham fôlego suficiente para obter o consenso e a legitimidade de suas reivindicações.
    Na verdade, muito me estranha o fato de que ninguém se manifestou em relação a roubalheira promovida pela administração passada (pelo contrário, vimos cartazes afirmando que não tínhamos nada que ver com isso). Parecendo, inclusive, que são coniventes com tudo que foi realizado.
    Ou vocês acham que o rombo financeiro que a atual gestão encontrou é apenas uma invencionice do Rafael Agostini e do Frederici para se promoverem?
    Se sim, me poupem! Só resta o lamento por tamanha indiferença e profundo apreço pelo utilitarismo!

  • Afonso

    Talvez nem o próprio Sindicato esperasse tamanha rejeição às contrapropostas apresentadas pela Prefeitura - e a "cautela" observada deve-se ao cumprimento da Lei 7.783/89, e a um certo amadorismo na condução das negociações e da Assembleia. O fato é que o descontentamento é geral entre os servidores, ainda que os 'discursos oficiais' digam que a adesão ao movimento de paralisação seria mínima. A pressão (nos bastidores) é grande - e ao funcionalismo público não deve ser imposta mais essa penalização com arrocho salarial. Se a situação da Administração Pública é falimentar não é por culpa dos servidores, senão de seguidas más administrações. Por que não se cumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal? Demais, ninguém se lembrou de mencionar qual o impacto nas contas públicas dos subsídios (reajustados) para o Prefeito, Vice, Vereadores (com direito a 2 assessores) e Secretários. O resultado de se governar com "arrogância" ou "intransigência" já se conhece pela recente história política em nossa cidade. Espera-se que não se cometam os mesmos erros. As peças estão no tabuleiro... e sabe-se qual o lado mais fraco nesse jogo.

  • carlos

    esse sindicato hem..................nao sei nao..........desinformado

  • Andréa

    O Sindicato, como sempre, arregou para o prefeito. Sindicato fraco, que está tentando descaradamente voltar atras para agradar o prefeito, tentando influenciar os servidores para que concordem com a proposta ridículo que fizeram aos servidores.
    Vergonha!

  • Afonso

    Parece que nem todos os comentários são publicados neste espaço, principalmente os que não se alinham com o discurso oficial.

    • Sr. Afonso,
      aquele seu comentário anterior está publicado, como este aqui também. É que sou eu e unicamente eu que faço o Jaunews e, às vezes, passa dia sem ver os comentários enviados pelos internautas.

      • Afonso

        Sr. Teixeira,
        Compreendo - e agradeço a atenção e o espaço para a livre manifestação de opiniões.

  • JOSEP CADURA

    SINDICATO PELEGO! É UMA VERGONHA A PRESIDENTE DO SINDICATO PRECISA FREQUENTAR AULAS DE FLUÊNCIA EM LEITURA. ELA NÃO CONSEGUIA LER AS PROPOSTAS DO PREFEITO.
    ONDE JÁ SE VIU FALAR EM EXAME DA PRÓSTATA EM UMA NEGOCIAÇÃO SALARIAL. ISSO NÃO CABIA PARA O MOMENTO.
    É NÍTIDA A POSIÇÃO DOS QUE COMANDAM O SINDICATO NO ACEITE DA PROPOSTA QUE ELEVA O TICKET DE COMPRAS.
    AFINAL, DE QUE LADO O SINDICATO ESTÁ?

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