domingo, 17 de dezembro de 2017
Início » Política » TJ absolve Griso e outros da acusação de superfaturar asfalto

TJ absolve Griso e outros da acusação de superfaturar asfalto

Gravatar
06/03/2013 às 21h36

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em decisão dada na tarde desta quarta-feira (6/3) absolveu o ex-prefeito Sigefredo Griso, atual vice-prefeito, ex-secretários municipais e a empresa Jaupavi Terraplenagem e Pavimentação na ação civil pública em que eram acusados de superfaturamento de pavimentação asfáltica em Jaú na gestão do prefeito Griso (1989-1992). A ação, impetrada pelo ex-prefeito Waldemar Bauab, que sucedeu Griso no mandato 1993-1996), tramitava desde 1994 e, em meados de agosto de 2011 teve decisão de primeira instância em Jaú condenando os seis acusados.

 
Além de Griso e da Jaupavi, foram absolvidos na ação os ex-secretários municipais Adilson Roberto Batochio, José Acacio Carinhato e Geraldo Grizzo, Luiz Antonio Di Giácomo e Carlos Roberto de Souza Gomes, este que já é falecido e era engenheiro da Secretaria de Obras da Prefeitura.
 
Os réus na ação tiveram como advogado Adelino Morelli, que fez sustentação oral da defesa no Tribunal. “O nosso recurso foi aceito integralmente, por unanimidade e, por esse decisão, dificilmente haverá alguma mudança mesmo que haja recursos ao Superior Tribunal de Justiça”, disse Adilson Batochio.
 
A decisão também eliminou a possibilidade de uma situação política complicada em Jaú. No julgamento em primeira instância os réus foram condenados a ressarcir os valores gastos com 34 contratos de recape asfáltico, além de multa, e no caso de Griso, também a perda dos direitos políticos por cinco anos. Se a decisão de Jaú fosse mantida pelo TJ ele perderia o cargo de vice-prefeito da atual administração.
 
Logo após assumir a Prefeitura em 1993 e contratar o recape de ruas da cidade, o ex-prefeito Waldemar Bauab denunciou o suposto superfaturamento do asfalto na administração de seu antecessor. O promotor Celso Élio Vanuzzini entrou com a ação civil pública e a Prefeitura figurou como litisconsorte.
  
Depois da condenação em Jaú, em agosto de 2011, os réus já se manifestaram dizendo que iriam recorrer. “Para mim é uma surpresa. Não sei do teor da sentença. Primeiro preciso ler e ver bem o que está escrito ali. Acho tudo muito estranho, até porque não houve nem perícia no asfalto para atestar sobre a sua qualidade. De qualquer maneira, assim que tomar ciência da decisão pretendo entregar a meu advogado e recorrer ao Tribunal de Justiça”, disse na época o ex-prefeito Sigefredo Griso (PMDB).
 
O ex-secretário de Finanças da administração Griso, que depois foi secretário Jurídico da administração de João Sanzovo Neto,  advogado Adilson Batochio, também se surpreendeu. “Essa ação era para ter sido extinta, por abandono processual, por desinteresse”, disse ele. Conforme Batochio, não houve perícia para apurar a qualidade do asfalto porque ficaria muito caro e o Tribunal de Justiça não se dispôs a pagar. Ele garantiu também que dentro do prazo apresentaria recursos da decisão em primeira instância.
 

 

2 Comentários(Deixe o seu)

Deixar Comentário

Digite as letras e/ou números que você vê na imagem abaixo:

Leia | Política de Comentários.

Versão Móvel | Contato | Anuncie

Primeiro site de notícias de Jaú.
Jornalista responsável: José Henrique Teixeira MTb 20.061
Jaunews © 1999 - 2017. Todos os direitos reservados