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Prefeito: overdose pode matar o paciente !

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19/02/2013 às 08h12

 

José Henrique Teixeira
 
O prefeito anterior é médico e o atual é jornalista.  Vamos dizer que  o prefeito médico deixou o município muito doente, diria até que na UTI, para o seu sucessor. O novo prefeito falou a exaustão sobre a situação caótica em que encontrou a Prefeitura, com R$ 34 milhões de restos a pagar, uma dívida consolidada superior a R$ 80 milhões e até sem dinheiro para fazer o pagamento dos funcionários no mês de janeiro. Isso já é de amplo conhecimento público.
 
O prefeito jornalista e que, portanto, não é médico, está adotando um tratamento de choque para tentar recuperar o paciente. De repente, convênios estão ameaçados, serviços são suprimidos, verbas não são liberadas e fala-se que 150 adolescentes de primeiro emprego vão ficar na rua porque a Prefeitura não pode arcar com tantos menores da Legião Mirim.
 
Pais e mães de crianças e menores estão desesperados do outro lado. Enquanto o prefeito jornalista aplica uma alta dosagem de antídotos contra a doença que acomete todo o corpo municipal, de outro os seus filhos ficam sem nenhuma imunidade. Com o fim de convênios onde vinham praticando esportes ou desenvolvendo atividades culturais, educativas e profissionalizantes; com a dispensa de grande parte dos adolescentes da Legião Mirim, essas crianças e adolescentes ficarão – temem os pais – a mercê do mundo das drogas e da delinquência. E perguntam: Que programa de governo é esse que  em vez de melhorar as condições sociais dos menores, os entrega à própria sorte?
 
Um ex-dirigente de entidade que assiste a crianças e adolescentes de Jaú falou dia desses que essas organizações chegam onde os tentáculos do poder público não alcançam ou os olhos da administração não enxergam, porque exatamente estão lá, nas periferias, ao lado dos problemas. Cortar-lhes os recursos sem que o município tenha condições de absorver todo o atendimento que as entidades oferecem seria, no mínimo, temeroso. E reclamando como está o prefeito da falta de dinheiro, como é que o município vai absorver todos esses serviços?
 
O prefeito fala que o município irá absorver esses menores em programas que virão com a reformulação da Secretaria de Educação. Para dar conta teria que colocar todas as escolas municipais em tempo integral, com atividades diversas no contraturno das aulas das crianças. E não seria só a Educação, mas teria que integrar nesse grande programa o Esporte, a Cultura e a Saúde. Quando virá tudo isso se nem mesmo um projeto de reestruturação das secretarias municipais foi enviado ao Legislativo?
 
E aí vem o inevitável questionamento: não estaria o prefeito jornalista exagerando na dosagem da medicação? É sabido que overdose, mesmo de medicação, também pode matar o paciente. Não seria melhor um tratamento com doses homeopáticas, sem causar calafrios e aflição aos que estão a volta e ao próprio paciente?
 
A todos nós, do lado de cá, resta torcer para que estejamos errados. Resta acreditar que é essa mesma a prescrição para curar de vez a debilitada saúde municipal. Porque se a saúde municipal for recuperada será bom para todos nós. A questão é que se o tratamento demorar muito, as esparsas manifestações de inquietação, de preocupação, que se ouve aqui e ali, tenderão a aumentar. Ai vai ficar cada vez mais difícil para o prefeito jornalista explicar que a enfermidade herdada é bem mais grave do que se supunha. Até porque na campanha ele já sabia que a doença era grave, mas mesmo assim anunciou projetos e programas que fez todos acreditarem que seriam executados a partir do primeiro dia de governo. Agora, com a longa permanência do município na UTI, talvez esses projetos e programas fiquem paa o segundo ou, quem sabe, para o terceiro ano.

 

7 Comentários(Deixe o seu)

  • Valberto Formigão Bruckner

    É bem isso mesmo. E existe muito caroço no angu.

  • Giuseppe Zangara

    É melhor ter um filho ladrão ou um filho drogado?

  • José Henrique Teixeira

    Olha seu Giuseppe, lá pelo seu lado (digo isso por causa do nome) teria mais uma opção: mafioso. Eu não quero ter nem ladrão, nem drogado... nem mafioso. Prefiro um filho cidadão.

  • wendel

    Aquele que é puro de coração e sem pecado que atire a primeira pedra.

  • Joaquim

    Varias ONGS estão com politicos,que se mantém com verba publica ,base de troca politica.
    É melhor a prefeitura assumir logo,vira cabidão de emprego e usam a máquina sem fiscalização.

  • Valberto Formigao Bruckner

    Engano seu "joaquin" ao menos na nossa ONG INFORMATIBOLA não é assim nao, venha nos visitar que mostro a vc.

  • Firmino

    " O Prefeito cortou a verba com o Aristocrata, que faz (fazia) um excelente trabalho, cortou uma porcentagem na legiao mirim. Agora varias crianças e adolescentes na rua onde sera que isso vai dar???? e as promessas na epoca do horario politico????

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