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Finanças municipais dominam debates na primeira sessão da Câmara

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05/02/2013 às 08h08
Vereadores na sessão desta segunda-feira

Vereadores na sessão desta segunda-feira

 

A situação financeira da Prefeitura, já exaustivamente divulgada pelo prefeito Rafael Agostini (PT) e pelo secretário de Economia e Finanças, Luís Vicente Federice, foi o pano de fundo da primeira sessão da Câmara de Jaú no atual mandato, realizada ontem à tarde. A discussão se estendeu por grande parte do expediente com os membros da bancada situacionista apresentando os seus argumentos para cada cobrança feita por oposicionistas.
 
Tudo começou quando foi lido o requerimento do vereador Tito Coló Neto (PSDB) que questiona o prefeito Agostini sobre quanto ficou no caixa da Prefeitura no final da administração passada. Pede que sejam enviadas à Câmara cópias dos extratos bancários; qual o valor total gasto com a folha de pagamento dos funcionários e se existem contratos ou convênios em atraso por falta de recursos financeiros.
 
Logo após a leitura do seu requerimento Coló foi a tribuna e fez essas cobranças de forma mais acalorada. “Qual a dívida que o governo passado deixou? Qual o saldo em caixa? O salário do funcionário é sagrado e tem que ser pago”, enfatizou.
 
O líder do PT, Lucas Flores, deu a primeira resposta a Coló. Segundo ele, no dia 1º de janeiro deste ano a Prefeitura tinha em caixa R$ 2.008.434,86. Flores questionou porque os vereadores da legislatura passada,que votaram o orçamento para este ano, não cobraram o rombo nas contas. O líder do prefeito, Charles Sartori (PMDB) foi pelo mesmo caminho: “A Prefeitura teve queda em seus ativos por quatro anos seguidos. Isso poderia ser cobrado antes”.
 
O vereador Gilberto Vicente (PP) também disse que a Câmara anterior poderia ter adotado providências. “A Câmara anterior deveria te fiscalizado. Nós vamos fiscalizar o atual prefeito”, disse.
 
“Nós fizemos cinco CEIs (Comissões Especiais de Inquérito) contra o governo passado e algumas delas estão sendo decididas na Justiça. Vamos fazer mais uma CEI, uma auditoria”, reagiu Tito Coló. O vereador Carlos Lampião Magon (PV), outro reeleito, completou: “Nunca se fiscalizou tanto uma administração como fizemos com o governo passado e o vereador Fernando Frederico (de Almeida Junior) que agora é da base do governo, sabe muito bem o que fizemos e ele mesmo encabeçou diversas denúncias contra o governo anterior”.
 
Para Lampião, a prova maior do que o governo passado estava ruim “foi o resultado das urnas”. Para ele, “a Justiça agora vai decidir e não adianta o pessoal agora ficar dois ou três meses falando a mesma coisa. Tem que por no papel”, encerrou, sem dar o aparte pedido pelo líder do PT, Flores. O próprio Lampião também apresentou requerimento pedindo informações sobre vários itens da situação das finanças municipais.
 
“Temos nos computadores aqui da Casa o registro de tudo o que foi feito no mandato passado e isso pode ser verificado a qualquer tempo. E duro ter que ouvir aqui que a gente não fez nada”, disse Paulo Gambarini (PSDB).
Ressonância
 
Outra cobrança feita na primeira sessão foi a demora e a fila de espera para ser fazer em Jaú, pelo SUS (Sistema Único de Saúde) um exame de ressonância magnética.
 
O vereador Lampião apresentou requerimento endereçado ao deputado federal José Luiz de França Penna (PV-SP), solicitando-lhe a possibilidade de elaborar proposta de emenda ao Orçamento da União a fim de destinar verba para a aquisição de um aparelho de ressonância magnética para Jaú. “Pelo SUS sõ são feitos dois exames por mês”, disse.
 
O vereador e médico José Aparecido Segura Ruiz (PTB) argumentou que é mais fácil a Prefeitura estabelecer convênio com as clínicas que tem o aparelho de ressonância – e são dois em Jaú- para aumentar o número de exames. Tito Coló disse que se o município ganhar um aparelho “vai atender também a região que nada ajuda a Santa Casa de Jaú. Uma parceria com as clínicas que já tem o aparelho só atenderia aos jauenses”, observou.
 
Ceprom
 
O vereador Fernando Frederico, quando falava da crise financeira herdada pela administração petista, acrescentou que 70% dos pedidos feitos pelos vereadores ontem em indicações seriam atendidos se o Ceprom tivesse uma máquina funcionando. “Estive no Ceprom e dá vontade de chorar quando se constata que bens públicos simplesmente desapareceram. Um veículo que sofreu só um raspão e estava lá para serviço de funilaria, está sem o motor. Veículo que iria custar R$ 8 mil para consertar, agora foi consertado por R$ 680,00. Teve um carro que trocou o kit de embreagem em agosto,setembro e outubro do ano passado. Que embreagem é essa que troca uma vez por mês?”, questionou o peemedebista

 

Um comentário(Deixe o seu)

  • PEPE

    VEICULO TROCANDO KIT DE EMBREAGEM AGOSTO, SETEMBRO E OUTUBRO. SÓ POR DEUS .
    CADE DR. OSWALDO E CIA . TITO COLÓ, ONDE VOCE ESTAVA, FISCALIZANDO ..

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