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Câmara vai devolver R$ 1,8 milhão à Prefeitura este ano

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18/12/2012 às 08h00
Presidente Carlos Lampião Magon

Presidente Carlos Lampião Magon

 

O presidente da Câmara de Jaú, vereador Carlos Alberto Bigliassi Magon, o Lampião (PV), irá devolver cerca de R$ 1,8 milhão de recursos do orçamento do Legislativo não utilizados durante o último ano da atual legislatura. O presidente já devolveu ao Executivo R$ 774 mil e pretende fazer, até o final da próxima semana, a devolução de mais R$ 1 milhão. O valor que retornará aos cofres da Prefeitura, caso confirmados os valores, corresponde a 30% do orçamento da Câmara para este ano, estabelecido em R$ 5,982 milhões.
Lampião disse que o valor retornado à Prefeitura poderia ser ainda maior. “Não será maior porque vamos antecipar o pagamento dos salários de dezembro, que seriam pagos em janeiro, e também vamos pagar as empresas que têm contratos com a Câmara com vencimento no começo do ano”, disse o presidente.
No ano passado, a devolução de sobras do orçamento da Câmara a Prefeitura foi de pouco mais de R$ 2,246 milhões. No atual mandato, o Legislativo já devolveu aos cofres do Executivo outros R$ 756,560,33 em 2009 e R$ 597.078,02 em 2010, anos em que esteve sob a presidência do vereador Paulo de Tarso Nuñes Chiode (PV).
“Acho que a economia e a devolução de recursos que estamos fazendo à prefeitura vão entrar para a história da Câmara”, afirma Lampião, prometendo fiscalizar de perto os gastos efetuados pelo próximo presidente do Legislativo, a quem fez questão de deixar uma orientação: “O próximo presidente, ao elaborar o orçamento da Casa, deve fazer isso dento da sua previsão de gastos, porque quando há sobras é porque o orçamento não foi bem elaborado”.
As restrições de determinados tipos de gastos em ano eleitoral impostas pela legislação teria sido uma das responsáveis, segundo Lampião, pela economia registrada este ano pelo Legislativo. “Também fizemos a exoneração dos assessores, assinada hoje (17), além da redução normal de gastos que se tem que fazer em final de mandato”, declara.
A economia obtida pelo presidente durante os últimos dois anos também é reflexo de medidas de contenção de gastos no Legislativo que passaram a ser adotas desde o ano passado. Uma delas foi a readequação de cargos e salários na Casa. O número de comissionados foi reduzido de 17 para 11 e os funcionários concursados subiram de quatro para 15. No início de 2011, os salários dos servidores da Câmara superavam R$ 4 mil, e atualmente estão em torno de 2 mil. Outra medida foi a realização de pregões para a compra de material de consumo.
“Mas também não quero fazer disso um mérito meu. Na verdade, faz parte do trabalho [do presidente da Câmara] utilizar o dinheiro público de um jeito sério”, pontuou Lampião.
 

 

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