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Diplomado, Agostini diz que salário é problema da Câmara

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14/12/2012 às 18h49

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Em solenidade mais rápida até do que a própria Justiça Eleitoral previa, foram diplomas ontem, em sessão na Câmara, os eleitos em 7 de outubro em Jaú. A própria juíza da 63ª Zona Eleitoral, Paula Maria Castro Ribeiro Bressan, entregou os 19 diplomas, um a um, com direito de posar para foto ao lado dela. Primeiramente receberam os seus diplomas os 17 vereadores eleitores. Depois foram entregues ao vice-prefeito eleito Sigefredo Griso (PMDB) e, sob muitos aplausos e com o público e todos os vereadores eleitos em pé, ao prefeito eleito Rafael Agostini (PT). Prevista para uma hora a solenidade durou pouco mais de 40 minutos.

 

 
Em entrevista após a diplomação,Agostini disse que os salários de R$ 19 mil para ele e de R$ 11.500,00 para o seu vice, Sigefredo Griso,não são de sua responsabilidade. “As explicações tem que ser cobradas de quem teve essa idéia. Eu não posso ser responsabilizado por isso”, disse.
 
Somemte a juíza eleitoral Paula Ribeiro Bressan falou no evento. Destacou as eleições e a sua importância e que elas transcorreram dentro da normalidade em Jaú, salvo alguns excessos. A juíza explicou a sua emoção ao presidir a diplomação dos eleitos; “É uma carga emocional muito grande, porque Jaú é a cidade do meu coração e meu pai (dr. Pedro Barbosa Ribeiro) foi juiz aqui”.
 
A diplomação é o encerramento do trabalho da Justiça Eleitoral em relação ao pleito de 7 de outubro. “É como se fosse a entrega da cidade aos eleitos para o período de quatro anos”, disse a juíza. Ela observou que a posse é competência exclusiva da atual Câmara e dos eleitos, não mais da Justiça Eleitoral. Será a mesa da Câmara que irá marcar, combinando com o prefeito eleito, o horário da solenidade de posse no dia 1º de janeiro.
 
Rafael Agostini disse após ser diplomado que se sentia muito feliz e agradecido “pela honra que me foi concedida pela população e a todos os eleitores que confiaram a mim essa tarefa de administrar Jaú pelos próximos quatro anos”. Agradeceu também aos seus familiares,aos companheiros da coligação, aos vereadores.
 
“Este momento é a vitória de um projeto político de um grupo que representa setores diversificados da sociedade que espera fazer uma administração séria pelos próximos quatro anos”, disse Agostini. E completou: “A gente sabe o que quer, sabe onde quer chegar e sabemos também como chegar e o tempo que demora para isso. Estamos com os pés no chão, muito tranquilos”.
 
Mais uma vez Agostini destacou o nível de sua campanha. “Fizemos uma campanha limpa,ética, sem ataques aos adversários. Acredito que isso também pesou na decisão do eleitor em escolher projeto político que passou longe de ataques desnecessários e inoportunos”.
 
Sobre os salários aprovados pela Câmara na última segunda, de R$ 19 mil para o prefeito eleito e de R$ 11.500,00 para o vice-prefeito, que representam, respectivamente, 34% e 221% dos ganhos atuais de prefeito e vice, Rafael Agostini disse que isso foi decisão da Câmara. “Não tenho como ser responsabilizado por medida tomada pela Câmara. Não sou prefeito, acabei de ser diplomado. Dos vereadores que se elegeram comigo não tem nenhum na mesa atual da Câmara, de forma que as explicações tem que ser cobradas de quem teve essa idéia, não de mim, completou.
 
Além da juíza eleitoral, compuseram a mesa o promotor eleitoral, Rogério Rocco Magalhães, o presidente da OAB-Jaú, Júlio César Fiorino Vicente, os oficiais do 27º Batalhão de Polícia Militar e 1ª Cia. PM, tenente-coronel Ramis Ramses Raduan, major Humberto Cestari e capitão Alex Cochitz Terra; o delegado Seccional de Polícia, Carlos Alberto Gomes da Rocha Silva e o presidente da Câmara, Carlos Lampião Magon. O prefeito Osvaldo Franceschi Junior também deveria fazer parte, mas não compareceu e nem mandou representante.
 
Câmara
O vereador Fernando Frederico de Almeida Junior (PMDB), da base aliada de Agostini, está em franca campanha para ser eleito presidente da Câmara no dia da posse, em 1º de janeiro. “É muito importante para o prefeito que o presidente seja da sua base. Estou disposto a conversar, até com os eleitos fora da base aliada, para chegar a um consenso. Não vejo problema em uma composição com vereadores da oposição para a eleição dos cargos da mesa. Não vejo problema nenhum”, disse Frederico.
 
Tito Coló Neto (PSDB), reeleito pela oposição, não admite composição com a chapa situacionista para os cargos da mesa. “Nós teremos candidatura própria pela oposição.Nada de compor com a banca situacionista.”, disse.
 
A mesa da Câmara, com os cargos de presidente, vice-presidente, primeiro secretário e segundo secretário, será eleita no dia 1ºde janeiro,em sessão extraordinária, logo após a sessão solene de posse.Os eleitos pelos seus pares dirigirão o Legislativo no biênio 2013-2014.

 

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