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Praça do Parquinho está abandonada

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20/11/2012 às 11h29

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O estado de abandono da praça Jorge Tibiriça (praça do Parquinho) tem provocado reclamações de proprietários de trailers e freqüentadores do local. Canteiros com mato alto, sujeira espalhada por todo lado, mau cheiro exalando dos banheiros, presença constante de desocupados e até vazamento de esgoto compõem o triste retrato da praça localizada em frente à Santa Casa de Jaú. A situação não é nova, dizem proprietários de trailers do local, mas teria piorado bastante nos últimos meses. No que diz respeito à sujeira, principalmente, o cenário, conforme constatou ontem a reportagem, é realmente desolador, com uma grande quantidade de sacolas plásticas, restos de embalagens de comida, garrafas pets, jornais velhos e copos plásticos espalhados por canteiros e alamedas e até sobre a areia do parquinho ali existente. As lixeiras da praça há tempo não são esvaziadas, e algumas delas já espalham o lixo pelas calçadas, dando a impressão de que a cidade teria declarado extintas as ações de limpeza pública, atualmente sob responsabilidade da empresa Leão Ambiental S/A, de Ribeirão Preto, contratada em agosto pela Prefeitura para a realização deste e de outros tipos de serviços pelo período de 12 meses. 
Uma das pessoas inconformadas com a situação da Jorge Tibiriçá é Clarice Aparecida Dalpino, proprietária de um dos vários trailers de lanches que funcionam na praça e que há semanas convive com o mau cheiro provocado por um vazamento de esgoto localizado bem atrás de seu trailer.  “A gente chama o Saemja, eles anotam a reclamação, mas não aparecem para resolver esse problema”, relata Clarice. “Essa praça está abandonada, cheia de sujeira e de andarilhos. Dá desgosto de ver”, diz ela, afirmando não ter mais coragem de levar seu filho para brincar no local.
O proprietário de outro trailer, que preferiu não se identificar, reclama ainda do forte cheiro de urina que exala dos banheiros da praça, que estariam fechados desde a quarta-feira da semana passada. “A situação de abandono aqui é visível. Hoje não dá para as pessoas freqüentarem essa praça com a família”, afirma.
Outra reclamação comum diz respeito à presença constante de desocupados no local. Alguns deles chegam a dormir por ali, conforme é possível constatar pelos materiais improvisando colchões existentes próximo aos banheiros da praça.
 
GALHOS E MATO
A situação de abandono na praça Jorge Tibiriçá é a mais gritante mas não a única verificada pela reportagem de descaso da Prefeitura com a limpeza em áreas públicas da cidade. Na Chácara Braz Migaglia, monte de galhos secos obstrui parte de uma das calçadas em torno da praça Dr. Lopes Rodrigues. No bairro Alvorada, a mesma situação é encontrada na rua José Monari, onde monte de galhos também espera há semanas para ser retirado.
Mas o exemplo mais emblemático do descuido da administração municipal com o serviço de limpeza de áreas públicas está na rotatória Alfredo Domingues dos Santos, em frente ao “Cano Torto”, cujos canteiros estão tomados pelo mato alto. Detalhe: a rotatória está localizada a menos de 100 metros do consultório médico do prefeito Osvaldo Franceschi Júnior.
LEÃO AMBIENTAL
A assessoria de imprensa da Leão Ambiental S/A, de Ribeirão Preto, empresa detentora de contrato com a Prefeitura de Jaú para a prestação de serviços que contempla a manutenção e limpeza de passeios públicos não retornou para comentar a ausência desse serviço nos locais mencionados pela reportagem. Totalizando R$ 11,1 milhões, o contrato entre o município e a empresa foi celebrado em agosto por um período de 12 meses. O contrato coloca ainda sob responsabilidade da Leão Ambiental a realização de uma série de outros serviços, como remoção de árvores, transporte e plantio de mudas, execução de guias e sarjetas, varrição mecanizada, entre outros.
A Câmara de Jaú aguarda resposta da administração a requerimento do vereador Fernando Frederico de Almeida Jr (PMDB), aprovado por unanimidade, através do qual o parlamentar requisita cópia integral do contrato entre o município e a empresa.
A reportagem também não obteve êxito ontem na tentativa de ouvir o secretário municipal de Serviços Municipais, Pedro Zafra, a respeito dos problemas verificados na praça Jorge Tibiriçá. Devido ao feriado municipal desta terça-feira, ontem houve ponto facultativo na prefeitura. O secretário não retornou os recados deixados em seu celular.

 

5 Comentários(Deixe o seu)

  • ROBERTA

    Sem contar que os desocupados, intimidam-nos a pagar cada vez que estacionamos o carro para ir à Santa Casa.
    Àlias não só lá ,tem gente em toda parte da cidade querendo "olhar o carro" quando estacionamos....já pensou se eu precisar estacionar em vários locais???????

  • JOSÉ CIQUIEIRA

    MANDA UM OFICIO PARA O PROMOTOR DE JAU SERA QUE ELE NÃO CONSEGUE VER QUE HÁ COISA ERRADA NESSA CIDADE

  • francisco franco

    No largo da matriz tem até um sr com xaleco, cobrando estacionamento do patio da igreja, como se ele desse alguma garantia, e aí cade o padre,e se acontecer alguma coisa com o carro vou cobrar da igreja, as autoridades, nada fazem, é uma vergonha,

  • nelson silva

    a cidade toda de jau esta abandonada,,tem sujeira por toda a parte,,galhos nas ruas e avenidas,,muitas arvores novas plantadas sem acompanhamento nenhum,, simplesmente plantaram e abandonaram elas, estão crescendo todas tortas,,etc.... por fim nossa cidade linda esta horrível,,,,alguem tem que fazer algo urgente...

  • Rafael

    Infelismente nossa cidade esta toda abandonada.tiramos o doce da boca da criança ele esta emburrado(Osvaldo).

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