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Seis vereadores são reeleitos e eleições dominam sessão

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09/10/2012 às 08h42

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A sessão desta segunda-feira (8) da Câmara de Jaú foi praticamente toda dedicada a considerações dos vereadores sobre as eleições do último domingo. Os seis vereadores reeleitos, como também Paulo de Tarso Nuñes Chiode, Atílio Durval Gasparotto, Ademar Pereira da Silva e José Carlos Zanatto, que não voltarão à Casa no próximo ano, comentaram o resultado das eleições, trocaram cumprimentos e parabenizaram o prefeito eleito Rafael Agostini (PT).
Carlos Ramos (PPL), que concorreu a prefeito, esteve ausente da sessão.  Fernando Frederico de Almeida Júnior (PMDB), que saiu das urnas reeleito com a maior votação obtida no domingo entre os candidatos a vereador, recebeu cumprimentos de todos os colegas.
 
Ronaldo Formigão (DEM) foi o primeiro a falar, agradecendo aos eleitores o “privilégio de poder continuar mais quatro anos na Câmara”. Sem mencionar nomes, criticou aqueles que estariam desde o ano passado divulgando que ele estaria contra a construção da nova escola do Senai na cidade, classificando de deslealdade esse tipo de atitude.
 
O vereador Ademar Pereira da Silva, o Dema (PSD), apesar de não ter obtido a reeleição, se disse satisfeito com a votação recebida. “Se eu estivesse em qualquer outra legenda, estaria eleito”, disse. Depois de parabenizar Rafael Agostini pela vitória, disse que a população reprovou métodos utilizados em peças publicitárias por alguns adversários do prefeito eleito.
 
Atílio Durval Gasparatto, que com 811 votos não foi reeleito, disse ter perdido uma batalha e não a guerra, e que continuará trabalhando pela população mesmo fora da Câmara a partir do próximo ano. Zanatto, outro que não retorna à Câmara no próximo ano, disse acreditar na futura administração de Rafael Agostini, e ao elogiar Frederico pela maior votação à Câmara, disse ter certeza que o mesmo será eleito presidente do Legislativo na próxima legislatura.
 
Frederico classificou a sua reeleição como “a vitória do interesse público” e cobrou que a transição administrativa na Prefeitura seja realizada da maneira mais transparente possível. Citou a lei 4.415, de sua autoria, que trata do assunto, lembrando que a mesma estabelece o direito de o candidato eleito prefeito constituir uma equipe para cuidar da transição e determina que à administração cabe a obrigação de prestar as informações solicitadas por essa equipe relativas, por exemplo, as contas públicas, projetos em andamento etc.
 
Paulo Gambarini (PSDB) lembrou que sempre manteve um bom dialogo com Agostini quanto este passou pela Câmara, acreditando que isso também deverá ocorrer durante a futura administração.
 
Tito Coló Neto (PSDB) fez os comentários mais incisivos, comparando a campanha de Agostini com as dos outros candidatos a prefeito. “É fácil fazer campanha num Boeing, quero ver fazer num teco-teco”, disse. Depois de afirmar que será oposição ao futuro governo, disse desejar que o prefeito eleito faça a melhor administração que Jaú já teve. “Mas eu quero ver, porque as promessas foram muitas. Os sete vereadores que ficaram na oposição têm que se manter na oposição. Trabalhei com o Rafael nessa Casa, ele é uma pessoa esclarecida e inteligente, mas eu vou fiscalizar”.
Ainda na linha de comparação entre a campanha do prefeito e as dos demais candidatos, disse que “a eleição foi a competição entre uma Ferrari e um Fusca. Quero ver manter 40 mil votos na próxima. Perdemos para a moda, perdemos para um tsunami chamado PT. Meu grupo cai em pé, para se levantar e voltar mais forte lá na frente”.
 
José Aparecido Segura Ruiz seguiu a linha de agradecimentos e cumprimentos aos reeleitos e eleitos no último domingo e elogiou o trabalho da Justiça Eleitoral e das polícias civil e militar durante o pleito.
 
Paulo de Tarso, que com 779 votos não conseguiu a reeleição, afirmou ter sido o vereador que mais levou recursos à Santa Casa de Jaú, mencionando cerca de R$ 17 milhões. Disse ainda que durante sua passagem pela presidência garantiu mais transparência aos trabalhos da Câmara e sugeriu ao presidente que durante os meses que restam para o final do atual mandato, a Casa reúna os vereadores que foram eleitos para o primeiro mandato a partir do próximo ano para que os mesmos já comecem a receber orientações sobre o funcionamento trabalhos legislativos. Referindo-se ao prefeito Franceschi, disse que “as pessoas sentem mais falta da mãe quando a perde”. “Quero ver fazer tantas obras e tanto resgate social como o senhor fez”, disse.
 
O presidente Carlos Alberto Bigliassi Magon, o Lampião (PV), afirmou que depois de ser ter sido eleito para o comando da Casa sua vida virou um inferno. “Só eu sei o que eu passei”. Mencionou ainda cartas que teriam sido jogadas em sua casa durante a campanha denegrindo sua imagem como vereador e chamou de covardes as pessoas que teriam postado ataques contra ele numa rede social.
 

 

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