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96 mil eleitores decidem domingo quem vai governar Jaú

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05/10/2012 às 12h28

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Depois de 45 dias de horário eleitoral no rádio e na televisão,encerrados ontem, de muitas caminhadas pelos bairros, de reuniões, de visitas a empresas e debates, os cinco candidatos a prefeito de Jaú esperam agora pela decisão dos eleitores nas urnas neste domingo. Das 8h às17h,  96.033 eleitores aptos poderão votar nas 255 seções eleitorais distribuídas em 32 locais.  Sobre os locais de votação e número de eleitores veja matéria nesta edição.
 
Durante a campanha os candidatos a prefeito puderam apresentar as suas propostas aos eleitores jauenses. O candidato do PT, que é apoiado por uma coalizão de 13 partidos, dominou o horário eleitoral, ficando com a metade da meia hora de cada apresentação. Os outros quatro candidatos dividiram os 15 minutos restantes e ainda perderam pouco mais de um minuto da candidata Sheila Ignácio, do PMN, que só no final formalizou sua renúncia e a tela azul da Justiça Eleitoral esteve presente no seu tempo durante quase todo o período.
 
Zuca, do PSDB
Citando muitas vezes a administração do ex-prefeito João Sanzovo Neto, da qual fez parte como subprefeito do Distrito de Potunduva, o candidato Luiz Fernando Bassan Cézar, o Zuca, do PSDB, falou de projetos que não tiveram continuidade pelo atual prefeito e candidato a reeleição, Osvaldo Franceschi Junior (PV). Nesse aspecto, destacou especialmente as 90 casas deixadas quase concluídas no projeto de desfavelamento do Distrito de Potunduva e que não foram completadas pelo atual governo. Zuca tratou também da infraestrutura urbana e trouxe ex-secretários de Sanzovo para falar que vai retirar os radares das ruas, que vai reabrir o Pronto-Socorro Municipal, que vai dar incentivo aos atletas jauenses e também à área da cultura e do turismo.Para falar de Educação. Zuca trouxe o ex-secretário da pasta, Durval Fiorelli e garantiu que os educadores serão valorizados e a educação será tratada com seriedade. Falou também que vai dar kit de material para os alunos no inicio do ano letivo. Zuca também destacou a busca por novos empreendimentos que tragam emprego e renda para a população e que vai dar especial atenção ao setor calçadista, onde atuou por 25 anos.Falou da enchente de 15 de novembro do ano passado e que ela poderia ser evitada com melhor planejamento. Zuca também negou afirmação de Franceschi que disse ter recebido a Prefeitura com dificuldades e dívidas.
 
Franceschi, do PV
O prefeito Osvaldo Franceschi Junior (PV), candidato a reeleição, que na eleição de 2008 venceu Rafael Agostini, do PT,por apenas 282 votos, centrou suas críticas ao mais direto adversário, especialmente nos programas da fase final da campanha. Citou o “mensalão” que está sendo julgado em Brasília pelo Supremo Tribunal Federal e que envolveu figuras do topo do PT nacional, além de citar que o adversário promete fazer obras que já foram feitas pela sua administração e que Agotini tem vergonha de mostrar o seu partido. Destacou o que considerou a evolução do ensino na sua gestão, com melhor índice no Ideb (Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico) e que isso mereceu prêmio da ONU (Organização das Nações Unidas). Franceschi também utilizou parte de seu espaço para justificar que tentar explicar o que os outros candidatos criticaram: o fechamento do Pronto-Socorro Municipal.. Franceschi também destacou o asfaltamento das ruas do Jardim Cila de Lúcio Bauab. Mostrou também a primeira etapa pronta do CIDE (Centro Integrado de Desenvolvimento Educação) construído no mesmo bairro.O prefeito mostrou, ainda, a antiga Companhia Jauense Industrial agora com vias internas abertas aos veículos e a chegada ali do Pólo da USP (Universidade de São Paulo). Também destacou a conquista da Rede de Reabilitação Lucy Montoro e a regionalização do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Sua vice é Ana Maria Sachetto.
 
 
Lauro, do PSOL
Lauro Pacheco, o candidato do PSOL,  praticamente não mostrou programa de governo. Sua vice , Luana Pereira, também pouco apareceu. Lauro reprisou inúmeras vezes o programa em que fez criticas a saúde na atual administração. Falou do fechamento do Pronto Socorro Municipal que vai reabri-lo e construir mais três postos de saúde, no Maria Luiza IV, no Cila Bauab e no Jardim Orlando Ometto. O candidato do PSOL posicionou-se contra a aplicação em Jaú da chamada “lei delegada”, pela qual a Prefeitura contrata policiais para atuar na segurança municipal em seus momentos de folga na corporação. Pacheco disse que na hora de folga o policial militar tem que conviver com sua família, tem que descansar e não prestar serviços para o município. O candidato defendeu a criação de uma guarda municipal e disse que vai cobrar do Estado que mande mais policiais civis e militares para Jaú.
 
Rafael Agostini, do PT
Ao final do horário eleitoral,Rafael Agostini, do PT, a sua preocupação em ter maioria de vereadores na Câmara caso venha a ser eleito prefeito. Ele e o seu vice, o ex-prefeito Sigefredo Griso (PMDB), falaram sobre a importância de ter maioria no Legislativo para conseguir aprovar os projetos necessários para o desenvolvimento da cidade. Com 15 minutos do tempo em cada programa, criou o quadro “Fala Prefeito”, onde destacou vários temas,entre eles a mobilidade urbana. Disse que as praças e espaços públicos precisam de manutenção. Depois falou do trânsito, questionando os radares instalados em vários pontos da cidade. Falou em criar o CCO, ou Centro de Controle Operacional, que conforme o candidato, vai constar de câmeras de segurança e monitoramento instaladas por todo lado. Destacou principalmente a “Cidade Digital”, que pretende implementar para facilitar a vida dos cidadãos. Também criticou o fechamento do Pronto Socorro Municipal e disse que irá reabri-lo enquanto não construir duas UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) que terão verba federal. O candidato petista também reuniu-se à mesa com eleitores e discutiu com eles diversos temas.
Nas questões ambientais, criticou a falta de água na cidade e disse que a solução seria investir na perfuração de poços, captação de água superficial e acabar com os vazamentos na rede. Falou em eliminar as enchentes e utilizar as verbas do PAC2 para isso. Por fim, prometeu dar solução para a destinação do lixo.
 
 
Carlos Ramos, do PPL
Carlos Ramos, candidato do PPL, que tem como vice o radialista Antenor Zago,procurou se mostrar como o novo, como o diferente de tudo o que aí está. Criou um personagem, o “Promessinha” para ironizar as promessas feitas pelos candidatos. . Ramos pediu que os eleitores analisassem os quatro principais candidatos e o histórico de cada um deles. Disse que são quatro candidatos a apenas dois caminhos: “ três são comprometidos com o passado e eu com o futuro”. Disse também que os outros três estão fazendo uma campanha com muitos gastos, enquanto a dele é modesta e transparente.Chegou a perder tempo de seu horário eleitoral com direito de resposta dado ao candidato Rafael Agostini, do PT, quando explicou porque deixou o PT e o grupo do ex-colega de agremiação. Falou que fez isso porque tem vergonha na cara. Ramos prometeu reduzir em 40% os cargos de confiança na administração, que vai dar incentivos fiscais para a instalação de empresas.  Anunciou que Jaú não será a Capital da Moda e irá municipalizar o aeroporto da Fazenda Morro Vermelho.
 
 

 

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