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Justiça vai apurar autoria de jornal apócrifo contra Rafael

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28/09/2012 às 13h47

 

O delegado do 1º Distrito Policial de Jaú, Euclides Salviatto Junior, disse ter entrado em contato ontem com proprietário de empresa de Lençóis Paulista que teve funcionários detidos na madrugada de anteontem em Jaú distribuindo jornal apócrifo com supostas ofensas ao candidato a prefeito Rafael Agostini (PT). Foram apreendidos dois mil exemplares do jornal e detidas oito pessoas. Conforme o delegado, o dono da empresa disse que apenas teve os seus serviços contratados para distribuir o material impresso em Jaú e que desconhecia o seu conteúdo.
Ainda ontem, policiais de Jaú estiveram em Lençóis Paulista para investigar o caso. O objetivo é descobrir onde foi impresso tal jornal apócrifo que recebeu o título de “Tucano Nervoso”.
Por conta do nome da publicação e do nome da ave que é símbolo de seu partido, o candidato do PSDB à Prefeitura de Jaú, Luiz Fernando Bassan Cézar, o Zuca, registrou boletim de ocorrência e encaminhou-o à Justila Eleitoral esclarecendo que o seu partido nada tem a ver com tal publicação.
“Qualquer pessoa com o mínimo discernimento sabe que um partido como o PSDB jamais faria um jornaleco como esse. Nossa campanha é propositiva”, disse Zuca.
O delegado Salviato Júnior enviou cópia do boletim de ocorrência sobre a apreensão dos jornais e do veículo Fiat Doblô onde eles estavam, bem como a detenção dos entregadores, à Justiça Eleitoral. Disse que os panfletos teriam sido feitos também em Lençóis Paulista.
Ao analisar o boletim de ocorrência relativo aos jornais apreendidos o promotor da 63ª Zona Eleitoral, Rogério Rocco Magalhães, encaminhou representação à juíza eleitoral, Paula Maria Castro Ribeiro Bressan solicitando que seja requisitada a instauração de inquérito policial para apuração de possível crime eleitoral.
“Como se observa, há indícios da prática dos delitos previstos nos arts. 324 (calúnia), 325 (difamação) e 326 (injúria) do Código Eleitoral”, diz o promotor.  “Contudo, não está clara a autoria desses crimes, razão pela qual se requer a instauração de inquérito policial para a cabal apuração dos fatos”.
O promotor pediu ainda à Justiça a quebra do sigilo telefônico de dois aparelhos celulares, extratos das ligações feitas e recebidas por essas linhas no mês de setembro deste ano, relatórios das mensagens SMS enviadas e recebidas e expedição de mandado de busca e apreensão na empresa de panfletos de Lençóis Paulista contratada para distribuir os jornais.

 

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