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Candidato só poderá entrar em escola onde vota

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18/09/2012 às 07h44

 

Plínio Teixeira Jr.
A juíza da 63ª zona eleitoral de Jaú, Paula Maria de Castro Ribeiro Bressan, marcou para o dia 3 de outubro, às 10h, reunião com os representantes dos seis candidatos que disputam a prefeitura de Jaú para passar orientações a respeito do que será ou não permitido no dia da eleição. Ela já esteve reunida com o delegado seccional Carlos Alberto Gomes da Rocha Silva, delegados e comandantes da Polícia Militar de Jaú, Bocaina, Itapuí e Mineiros do Tietê, orientando sobre as ações que deverão ser coibidas pela polícia no dia do pleito. Segundo a juíza, as três cidades da região, pertencentes a 241ª zona eleitoral, adotarão procedimentos semelhantes aos de Jaú no dia 07 de outubro.
 
Além da conhecida, porém nem sempre respeitada, proibição à realização de boca de urna, uma das novidades para esta eleição é que os candidatos a prefeito e vereador não poderão entrar em outros locais de votação além daquele onde estiverem registrados como eleitor. “Antes os candidatos iam votar na sua escola e depois ficavam percorrendo as demais escolas onde acontece votação abordando ali os eleitores. Não vamos permitir que isso nessa eleição”, disse a juíza.
 
A outra novidade é a proibição da distribuição de santinhos pelos candidatos ou cabos eleitorais a partir das 22h do dia 6. “Queremos coibir aquele descarte enorme de material que os candidatos promovem em frente às escolas na noite anterior à eleição, provocando uma imensa sujeira e poluição visual nesses locais”. Ela admite, entretanto, a dificuldade de fiscalizar essa determinação. “Normalmente, eles [os candidatos] fazem isso na madrugada e não temos como colocar a polícia na porta de todas as escolas para proibir essa prática. Mas aqueles que forem flagrados fazendo isso serão penalizados”.
 
Paula Maria disse ainda que irá tentar acordo com os representantes das coligações para que estas limitem o número de fiscais em cada seção eleitoral. A juíza explicou que os partidos deverão apresentar previamente os nomes das pessoas que pretendem escalar para trabalhar como fiscais e delegados no dia da eleição. “Iremos permitir apenas dois fiscais por coligação em cada seção, assim mesmo se revezando dentro da sala, nunca dois fiscais ao mesmo tempo dentro da mesma seção”.
 
A juíza disse ter orientado as polícias das quatro cidades a circularem nos dias anteriores à eleição buscando flagrar a distribuição de camisetas por candidatos a prefeito ou vereador. “Se aparecerem eleitores usando camiseta de candidatos, a polícia está orientada a pedir para que o mesmo a retire”, disse Paula Maria, ressalvando, no entanto, que fica permitida a manifestação espontânea do eleitor, com camiseta, botons, bandeiras etc. “Nada impede o eleitor fazer um desses materiais de seu candidato para o seu uso. Agora, se aparecerem cem, duzentas, trezentas pessoas utilizando o mesmo tipo de camiseta de um candidato, é claro que isso configura distribuição de brinde, o que a lei não permite”. Ela diz também que será feita fiscalização sobre candidatos que mandam confeccionar camisetas nas cores de seu partido e depois pedem para que cabos eleitorais apliquem sobre elas material colante da campanha. “Essa artimanha já foi utilizada em eleições anteriores para tentar driblar a proibição de entrega de camisetas. Mas dessa vez, quem fizer isso também vai ter que responder por isso”, adverte a juíza. (PTJ)
 

 

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