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Prefeitos/candidatos têm que compatibilizar agendas

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20/07/2012 às 10h12

 

Plínio Teixeira Jr.
Os comandos das campanhas de prefeitos que concorrem à reeleição sem se desincompatibilizar do cargo durante o período eleitoral são normalmente submetidos a um quebra-cabeça com datas e horários para evitar a colisão das agendas do chefe do Executivo e do candidato. A maior preocupação está em evitar oferecer munição aos adversários perante a Justiça Eleitoral por suposta propaganda irregular, fazendo a campanha equilibrar-se na linha muitas vezes tênue entre as atividades públicas do prefeito e as do postulante a um segundo mandato. Esse é o caso dos responsáveis pelas campanhas de seis candidatos à reeleição em prefeituras da microrregião de Jaú.
 
Além do prefeito de Jaú, Osvaldo Franceschi Júnior (PV), concorrem à reeleição os atuais prefeitos de Barra Bonita, Torrinha, Igaraçu do Tietê, Mineiros do Tietê e Brotas.
 
Uma providência comum entre os prefeitos/candidatos é reduzir o expediente nas prefeituras, sobretudo a partir da metade do mês de agosto, quando as campanhas iniciam sua fase mais aguda. Em alguns casos, entretanto, como o do prefeito de São Carlos, Osvaldo Barba (PT), o recurso passou a ser adotado desde o último dia 7, quando os candidatos foram liberados pela Justiça Eleitoral para iniciar suas campanhas.
 
Barba, que costumava iniciar o expediente uma hora antes, e normalmente não tinha horário para deixar a sede do Executivo, anunciou a redução em duas horas diárias de seu expediente como prefeito da cidade. Segundo o comunicado da coordenadoria da campanha do petista, o expediente reduzido deve se estender até o dia 7 de outubro, data da eleição. “Trata-se de dar transparência e deixar claro para os moradores o tempo em que o prefeito estará trabalhando na prefeitura e aquele em que se dedicará à sua campanha”, informou a coordenação de campanha.
 
Em Jaú, segundo a presidente do PV, Cláudia Baccaro, e que até o momento vem respondendo também pelos assuntos da campanha de Osvaldo Franceschi Júnior, pelo menos até o final de julho a rotina do prefeito na prefeitura não vai sofrer qualquer alteração. “Estamos pensando em várias formas de adequar os compromissos dele como prefeito e como candidato. Por enquanto ele mantém o expediente que sempre manteve na prefeitura”, disse ela, acrescentando que a adequação das agendas do prefeito e do candidato será um dos assuntos na pauta dos coordenadores da campanha nos próximos dias.
 
A presidente do PV disse que até a inauguração do comitê de campanha, ainda sem data definida, já deverá estar resolvida a questão da compatibilização das agendas do prefeito.
 
O coordenador da campanha à reeleição do prefeito de Mineiros do Tietê, João Sanchez (PSD), Átila Colognese, afirmou que a campanha do candidato será feita após o expediente na prefeitura. “Não teria nenhum problema em fazer durante o horário de expediente, mas optamos por manter as atividades normais do prefeito no Executivo e trazê-lo para as atividades de campanha depois das 17h”, disse.
 
A assessoria do prefeito de Barra Bonita, José Carlos de Mello Teixeira (PPS0, outro que busca a reeleição, disse que também não deverá haver alteração no expediente do prefeito durante a campanha. “Ele nunca foi de dar expediente no gabinete. O perfil dele é viaja muito em busca de verba para o município. Nesse período, vai conciliar as viagens com os compromissos de campanha”, informou a assessoria.
 

Promotor alerta para os limites da lei
O promotor eleitoral da região de Jaú, Luiz Fernando Rosseto, disse  que o Ministério Público (MP) “não tem como colocar uma espécie de polícia eleitoral atrás dos prefeitos que disputam a reeleição para saber se eles estarão misturando os compromissos de chefes de Executivo com atos de campanha”. Em sua visão, a legislação eleitoral é bastante democrática, deixando claro o que é ou não permitido a esses candidatos.
 
 “Não posso sugerir aos prefeitos que disputam a reeleição que se afastem do cargo durante o período de campanha. Para isso existem as assessorias jurídicas desses prefeitos. O que podemos é pedir que eles respeitem o regramento legal em suas campanhas, porque todas as denúncias fundamentadas de abusos que chegarem ao nosso conhecimento serão muito bem investigadas”, afirmou Rossetto.

 

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