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PV, DEM e PTB fazem convenções. Falta o vice de Franceschi

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30/06/2012 às 17h40

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As convenções do PV, PTB e DEM foram as mais ruidosas até agora e reuniram cerca de 300 pessoas na manhã e tarde deste sábado (30), último dia do prazo para os partidos realizarem as suas convenções. O DEM , sob o comando a primeira-dama Caroline Franceschi, se reuniu no Cine Municipal. A 30 metros dali, na Câmara, aconteceram as convenções do PTB, primeiro, e em seguida do PV. Houve foguetório, apitaço e o repeteco da música de campanha do prefeito Osvaldo usada em 2008. Só não foi definido o candidato a vice. O grupo do Paço Municipal ainda mantinha esperança de uma aliança com o PSDB, que na noite anterior fez convenção e indicou seus candidatos. O vice-prefeito João Brandão (PTB) que na véspera anunciou rompimento com o grupo político do prefeito, não esteve nas convenções.
 
Primeiro começou a convenção do PTB, na Câmara, sob a presidência de Eduardo Franceschi. O público que lotava o local era dividido entre o PTB e o PV, que teria a convenção em seguida. Faixasdos dois partidos destacavam a importância da reeleição do prefeito Osvaldo Franceschi.
 
Um dos primeiros a falar, o ex-peemedebista Ruy Pacheco, também ex-vereador e ex-secretário do próprio Franceschi, não poupou críticas ao grupo do PT, principal adversário, como foi em 2008. “Em São Paulo os adversários se uniram com Maluf (Paulo Maluf) e aqui vocês sabem com quem eles se uniram”, disse. Sem citar os nomes,Pacheco queria dizer que no apoio à candidatura  petistas estão o ex-deputado Candido Galvão e o ex-prefeito Sigefredo Griso. O primeiro foi processado por acusação de desvio de recursos da Santa Casa, enquanto o segundo, quando prefeito, foi processado pela acusação de  superfaturamento de asfalto.
 
Em seguida o advogado Geraldo Jabur foi tribuna e repetiu as acusações de Pacheco aos adversários. “Os adversários trazem ao seu lado pessoas comprometidas com a Justiça”.
 
O PTB apresentou sete candidatos a vereador, incluindo os dois já vereadores, José Aparecido Segura Ruiz e José Carlos Zanatto, que disse ter om nome na lista mas que não deverá ser candidato a reeleição. A coligação para a Prefeitura tem o nome de “Jaú Sustentável” e reúne o PTB, PV, DEM, PTC, PTN, PSDC, PRTB e PT do B. Para a Câmara tem o nome de “Jaú no Rumo Certo” e reúne esses partidos, exceto o DEM, que vai sair sozinho para o Legislativo com 20 candidatos a vereador. O PTB terá sete candidatos à Câmara. O PV terá 19 candidatos na eleição proporicional. Como PV e PTB estão juntos e os dois somam 26 candidaturas, os outros oito nomes serão dos outros cinco  partidos aliados..
 
Tanto PTB como PV fixaram os gastos na campanha majoritária em, no máximo, R$ 2 milhões cada; enquanto que para o Legislativo pretendem informaram que pretendem gastar até R$ 200 mil para cada candidato.
 
Na convenção do PV vários se revezaram na tribuna e o vereador Paulo de Tarso Nuñes Chiode disse que quem tem que ter medo são eles (a oposição), “que vem com calunias e difamações, porque nós estamos com a verdade”.. O prefeito de Bocaina, João Francisco Bertoncello Danieleto (PV) enalteceu o trânsito que Franceschi tem nos governos estadual e federal. “Não conheço nenhum outro candidato que tenha essa articulação nas duas esferas de governo como Osvaldo tem”.
 
O presidente da Câmara, Carlos Alberto Lampião Bigliassi Magon (PV), lançou mais uma frase de efeito. “Hoje começa a jogo.Ninguém ganha nada na véspera”. Depois Lampião desafiou a citarem quem nos últimso 20 anos deu aumento acima da inflação para os servidores municipais. “O dr., Osvaldo deu”, respondeu.
 
Ricardo Bagaiolo, chefe de Gabinete de Franceschi, voltou a falar na convenção do PV. “Não podemos deixar que essas obras que o prefeito Osvaldo conseguiu e que ainda estão em andamento venham a cair no colo dessas pessoas que querem conquistar o poder a qualquer custo. Isso seria uma injustiça. Mas não vai acontecer”, observou.
 
Quando estava em andamento a convenção do PV, a reunião do DEM terminou no Cine Municipal, em frente. Vieram para a Câmara diversos militantes do Democratas, comandados pela primera-dama Caroline Franceschi, com apitos na boca e promovendo um apitaço. Ela foi até a mesa onde ocupou seu lugar ao lado do marido assoprando o apito.
 
No seu discurso, Caroline Franceschi disse que a questão do vice na chapa, que ainda está indefinida, é irrevelante. “O seu nome basta”, disse, referindo-se ao marido e prefeito Osvaldo. E emendou: “Eu não preciso de PTB, de DEM, de ninguém para estar segunda-feira nas ruas com um boné na cabeça. Vamos honrar o seu nome na rua. Já somos vitoriosos com o que você está deixando para Jaú”, disse a presidente do DEM.  Ela não deixou de alfinetar o adversário do PT e sua coligação, cujo slogam é “O Futuro é Agora”. Disse Caroline Franceschi: “O futuro começou há quatro anos quando Osvaldo foi eleito prefeito. O que fala em futuro agora está engajado com um passado que precisa ser enterrado”.
 
O prefeito Franceschi, último a falar, leu um discurso preparado previamente, o que é raro. Falou por pouco mais de sete minutos. Foi muito aplaudido quando citou os ex-prefeitos Waldemar Bauab e Celso Pacheco, falecidos, que o ajudaram no início de sua trajetória política. Sua primeira eleição foi como vice de Bauab em 2004, candidatura que não chegou ao final porque foi impugnada pela Justiça Eleitoral.
 
“O que almejamos é estruturar a nossa Jaú numa cidade inclusiva e sustentável. Precisamos prepara-la para os novos tempos. Temos que ter uma cidade inclusiva, que tenha infraestrutura para oferecer  à população habitação, saúde, lazer, educação desde a pré-escola à universidade. Ter a Universidade de São Paulo aqui deve ser motivo de orgulho para todos os jauenses, de situação ou de oposição”, disse Franceschi. Segundo ele, o meio ambiente tem que estar no centro das políticas públicas, para melhorar ainda mais a qualidade de vida dos cidadãos.
 
“Precisamos todos reaprender a dialogar, para construirmos uma Jaú sustentável como desejamos. “Foi com o diálogo franco e aberto que aprendemos a nos relacionar com o governo do Estado e com o governo federal. Nossas reivindicações visaram sempre o benefício a Jaú.Erramos sim, mas voltamos com projetos bem estruturados, que foram açprovados. Só não erra quem não faz. As nossas ações eos seus resultados é que nos dão a convicção de que podemos e devemos continuar a construção que começamos. Nós temos o que mostrar”, concluiu.

 

3 Comentários(Deixe o seu)

  • francisco franco

    lampião e o dinheiro que sumiu?
    sumiu se escafedeu heim
    o povo não esquece heim

  • luciano battochio

    Poxa vida, tinha muito respeito pelo Lampião e sua postura crítica contra o governo do PV. Agora, de repente, muda seu discurso e apoia cegamente o prefeito, ainda mais depois de todos os acontecimentos envolvendo pessoas da família. A credibilidade do Lampião, com certeza, foi prejudicada. Agora, 300 pessoas é fácil explicar. Por coincidência é o mesmo número de cargos de comissão nomeados pelo prefeito durante sua gestão.

  • José Getulio Scandiuzzi

    Francisco, eu não me decepcionei com o vereador citado por que nunca acreditei nele. Luciano, como sempre seus comentários são de quem conhece política. Diferente do nosso prefeito que é capaz de ouvir a patroa e indicar o DEM como seu vice e jogar o PTB no colo do espertalhão bancado pelo megaempresário.

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