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Prefeitura quer tercerizar o novo cemitério

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08/06/2012 às 08h06
Plijnio Teixeira Junior/Jornal Gente

 

Plínio Teixeira Jr.
Terminou há dois meses, no dia 9 de abril, o prazo concedido na sentença de agosto de 2009 do juiz Waldemar Nicolau Filho, do Fórum de Jaú, para que a Prefeitura concluísse a implantação de um novo cemitério na cidade, solucionando o problema gerado pelo esgotamento de vagas no cemitério municipal.  Em caso de não cumprimento do prazo, o magistrado determinava a aplicação de multa diária à Prefeitura no valor de R$ 10 mil. A administração conseguiu a suspensão da multa enquanto decorre o prazo para que ela se posicione em relação à manifestação do juiz na denúncia oferecida à Justiça pelo Ministério Público. Agora , a Prefeitura fala em terceirizar o serviço no município.
 
Enquanto isso, tudo indica que a viabilização de novo cemitério em Jaú deve se arrastar ainda por um bom tempo. O sepultamento das pessoas cujas famílias não possuem túmulos no cemitério municipal vêm sendo realizados desde o ano passado em área de 8,7 mil m² doada ao município pela Usina Diamante, no distrito de Potunduva, onde foram abertas cerca de 1.200 vagas, garantindo a expansão do cemitério existente naquele bairro. Até a última quarta-feira, segundo a prefeitura, perto de 90 sepultamentos haviam sido realizados no local.
 
O secretário de Economia e Finanças da Prefeitura de Jaú, Eduardo Franceschi, disse que a administração  estuda transferir para a iniciativa privada a construção e exploração de um novo cemitério em Jaú. Isso porque não prosperaram os entendimentos para a aquisição pelo município de área com cerca de 50 mil m²,  próxima ao Jardim Bela Vista, onde um empreendimento do gênero, denominado cemitério Jardim das Flores, já vinha sendo implementado por uma empresa da cidade, que acabou desistindo do negócio. O local já conta inclusive com muros, asfalto nas alamedas internas e licença da Cetesb, a agência ambiental do governo paulista, para funcionar como cemitério.
Avaliada em R$ 6 milhões, valor que a administração alega não dispor para essa finalidade, considerou-se inicialmente a possibilidade de permutar a área com o proprietário do empreendimento, oferecendo em troca algumas áreas pertencentes ao município. A idéia não foi em frente depois da constatação de que não existe disponibilidade suficiente de terrenos pertencentes ao município para cobrir o valor pretendido pelo empresário.
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No ano passado, a Prefeitura editou decreto declarando de utilidade pública, para fins de desapropriação, a área onde está o empreendimento inacabado. A idéia, caso a administração consiga na Justiça a desapropriação é transferir, mediante concessão, à empresa especializada a tarefa de concluir as obras e gerir o funcionamento do cemitério.
 
Segundo Eduardo Franceschi, a Prefeitura já prepara minuta de lei a ser enviada à Câmara Municipal tratando da concessão desse tipo de serviço no município.  “Será contratada uma empresa especializada para a prospecção dos valores que podem ser aplicados à concessão. Em seguida será aberta licitação para a contratação de empresa interessada em assumir o empreendimento”, declara o secretário.
 
Tentativa semelhante foi feita, sem sucesso, no final do segundo mandato do ex-prefeito João Sanzovo Neto (PSDB), quando nenhuma empresa se apresentou em licitação aberta pela Prefeitura para a construção e exploração de um novo cemitério em Jaú. A demora para obtenção de retorno financeiro na exploração de empreendimentos do gênero é apontada como o principal entrave à tentativa de concessão pública desse tipo de serviço pelos municípios.    

 

6 Comentários(Deixe o seu)

  • Walter

    Do jeito que vai indo,vão tercerizar a prefeitura.
    Foi multa,parquimetro,agua,lixo,merenda,....
    Atras dos montyes tem alguma coisa que não enchergamos ,mas sabemos que existe
    é a ganância em tirar proveito
    a casa vai cair qualquer hora.

  • Miguel

    Sugestoes para próximas tercerização:

    Jardim de Baixo e Jardim de Cima,dar o espaço para uma empresa fazer comercio e ela utiliza como espaço comercial;
    montar pedágio dentro da cidade,tendo como divisa o rio Jau;
    Contratar uma empresa para cobrar dos municipes o ar que respira;
    Contratar uma empresa para recolher o coco dos animais soltos na rua e cobrar uma taxa dos municípes
    Tercerizar todos os serviços essenciais da cidade,acabando com os funcionários publicos municipais e deixando somente cargos de confiança

  • JOSEP CADURA

    QUE BELEZA HEIN! TUDO TERCEIRIZADO. VAMOS TERCEIRIZAR A SAÚDE E A EDUCAÇÃO TAMBÉM.
    ASSIM OS SERVIÇOS FICARÃO AINDA PIORES E NÃO SERÃO NECESSÁRIOS CONTRATAR NOVOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS.
    ATÉ A FROTA DA PREFEITURA QUERIAM VENDER.

  • francisco franco

    xi, a coisa não tá cheirando bem, vamos colocar o Odorico Paragaçu como presidente , aí a coisa vai.

  • wendel rafael de paula

    Srs.Representante e prefeito de nossa cidade, um simples resumo definindo a ciência que os senhores nao sabe que existe infelismente.
    "A Administração, como toda ciência, deve se basear em leis ou em princípios. Como a função administrativa restringe-se somente ao pessoal, isto é, ao corpo social, é necessário um certo número de condições e regras, a que se poderia dar o nome de princípios, para assegurar o bom funcionamento da empresa. Fayol adota a denominação princípio, afastando dela idéia de rigidez, porquanto nada existe de rígido ou de absoluto em matéria administrativa. Tudo em Administração é questão de medida, de ponderação e bom senso. Tais princípios, portanto, são maleáveis e adaptam-se a qualquer circunstancia, tempo ou lugar".

  • francisco franco

    agora falando serio, minha sogra tá traumatizada em morrer e ter que ser enterrada no cemitério João do Rego na Airosa Galvão, afinal nasceu aqui e tem que terminar a vida fora da cidade, a coitada não quer partir desta enquanto não inaugurar o novo cemitério; então ela vai ficando ficando, e nós aqui só de espera, rsrsrs

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