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Suspensão pelo Conselho é decisão salomônica, diz Segura

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19/04/2012 às 08h21
J.H. Teixeira

 

O vereador José Aparecido Segura Ruiz (PTB) pode ser punido com suspensão de uso da tribuna da Câmara pelo período de dois meses. É o que estabelece o relatório do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que apurou denúncia apresentada pelo vereador Paulo de Tarso Nuñes Chiode (PV), que pediu a cassação do mandato do petebista e suspensão dos seus direitos políticos. O relatório do Conselho será votado em plenário, provavelmente na sessão do dia 30 deste mês e precisa de maioria simples (seis votos) para ser aprovado.
 
O relatório do Conselho de Ética foi aprovado com os votos do seu presidente, vereador Atilio Durval Gasparotto (DEM) e do relator, Carlos Alexandre Ramos (PPL). O membro Paulo Gambarini (PSDB) votou contra. O Conselho também pediu que o relatório seja remetido ao Ministério Público.
 
A denúncia contra o vereador Segura foi formulada com base em três fatos. Um é que o vereador teria denunciado um “acordão” entre vereadores para cassar o prefeito Osvaldo Franceschi Junior (PV) e o vice João Brandão, nas Comissões Especiais de Inquérito que tramitaram na Câmara no ano passado. O outro fato foi que Segura teria insinuado que o então presidente, Paulo de Tarso Chiode sabia da conduta de funcionário que culminou com o desvio de R$ 163 mil da Câmara, descoberto no início do ano passado. Chiode foi presidente em 2009 e 2010. O terceiro é que Segura teria legislado em causa própria ao apresentar projeto propondo convênio entre a Prefeitura e a Santa Casa para a realização de cirurgias eletivas no hospital e ele próprio, como médico, ter realizado diversas desses procedimentos cirúrgicos.
 
“É uma decisão. Uma decisão salomônica. Não deu a cassação que foi o pedido do autor da denuncia de, de outro lado, sugeriu a suspensão de prerrogativas parlamentares. Não pretendo conversar com vereadores. Acho que cada um tem a sua opinião formada, cada um defende os seus interesses. Quem tem voto ganha, quem não tem perde e fica quieto. É uma decisão política”, disse Segura, comentando o relatório do Conselho de Ètica.
 
Ainda, conforme o vereador Segura, “a denúncia sobre as cirurgias eletivas, que era a principal, foi considerada improcedente.. A denúncia sobre o roubo na Câmara não fui eu quem denunciei. Realmente houve o roubo e simplesmente eu denunciei o que acontecia nos gabinetes, nos corredores e que é de conhecimento de todos ali dentro. A função do vereador é fiscalizar e denunciar, tanto erros do Executivo como os do próprio Legislativo”.
 
Sobre o desvio dos R$ 163 mil da Câmara nos anos de 2009 e 2010, o caso está na Justiça. O principal suspeito, o ex-funcionário do Legislativo Edson Aleixo, teria depositado em sua conta valores que teriam que ser repassados à Prefeitura. Até agora ninguém foi condenado a devolver o valor aos cofres públicos.

 

3 Comentários(Deixe o seu)

  • Ricardo

    É tem que ver certo , é claro que todos temos que arcar com nossos atos ,se falou ou agiu errado tem que responder
    Nao fale oque nao tenha certeza Dr Segura

  • Wilson Fracassi Junior

    Tudo isto tem apenas uma intenção, desviar o foco. E o foco é a devolução do dinheiro que foi desviado da câmara e que até agora ninguém foi formalmente responsabilizado, e se o foi, ainda não devolveu ao erário público, o resto é conversa, e que, muito provavelmente vai terminar como tudo neste Brasil, em pizza.

  • Lucimeire

    Engraçado,o Vereador e Doutor Paulo de Tarso,deveria ser o primeiro a ser afastado,por causa do dinheiro da camara,se ele quisesse mesmo provar sua idoneidade, esse caso já estaria solucionado.Dois pesos e duas medidas, quem não deve não teme e não acusa.

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