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Somos refratários a mudanças

Uma grande alteração no transporte coletivo urbano, em 2006, foi frustrada, porque não foi entendida. Agora, não aceitam mudanças nas marginais do contorno.

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15/10/2015 às 09h58

J. H. Teixeira

Chama a atenção como, em sua maioria, o jauense é refratário a mudanças, mesmo que estas representem um avanço, um salto de modernidade e, até mesmo, em muitos casos, melhor qualidade de vida. Desse modo, muitos bons projetos acabam desperdiçados, porque a população, mesmo sem conhecer os reais benefícios, acaba por rejeita-los.

Digo isso porque, após amplo estudo, que envolveu toda a sua equipe, mais o professor dr. Antonio Clóvis Pinto Ferraz (Coca), doutorado em engenharia de Transportes e professor da Escola de Engenharia da USP em São Carlos; mais alunos do final do curso de Logística de Transportes da Fatec; a competentíssima secretária de Trânsito de Jaú, Magaly Pazzian Romão, apresentou  um plano fantástico para o transporte coletivo na cidade. Foi um longo estudo durante o ano de 2005.

No dia 30 de janeiro de 2006, o plano foi posto em prática. De 24 linhas de ônibus urbanos, Jaú passou a ter nove. Elas eram identificadas por cores. Os ônibus passariam de 15 em 15 minutos nos pontos e estes não ficariam a mais de 400 metros de distância um do outro. No Terminal Urbano haveria a integração das linhas. Os ônibus não entrariam e sairiam dos bairros pela mesma via, mas abraçariam o bairro.

Primeiro dia, confusão geral. O que é lógico numa mudança drástica no sistema vigente até então. A secretária Magaly Romão disse que seriam necessários três meses para que os usuários se adaptassem. Um dos objetivos era incentivar o transporte coletivo e levar mais pessoas a usar o ônibus desafogando o complicado trânsito do centro da cidade. Não chegou aos três meses que seria o período de experimentação. Fizeram que fizeram que teve que voltar ao sistema antigo, que continua até hoje.

Jaú perdeu a oportunidade, naquele 2006, de ter um modelo de transporte coletivo urbano que seria copiado por outras cidades e que se equipararia a sistemas  existentes  em grandes centros urbanos do mundo.

Agora, em 2015, engenheiros estudaram a exaustão, avaliaram prós e contras, principalmente o excessivo uso da rodovia por motoristas do tráfego urbano e, com isso, um maior número de acidentes, e decidiram alterar as ligações entre as avenidas marginais e o contorno rodoviário de Jaú. Primeiro completaram e melhoraram as marginais, de ponta a ponta, em toda a extensão do perímetro urbano. Dá para ir do Território do Calçado ao Jardim Olímpia utilizando apenas as marginais; ou das torres de televisão ao Território do Calçado, sem entrar na rodovia. Modernidade!

Mas, ai vieram os “entendidos” para dizer que tudo o que foi planejado pelos engenheiros da Centrovias-Arteris, com a supervisão dos engenheiros da Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo) está errado. Tem que voltar ao que era. Absurdo!

Antes da mudança, o contorno, em seus sete quilômetros de extensão, tinha 27 acessos, de entrada ou saída da rodovia. Isso representava um acesso a cada 260 metros.  Parecia uma área rural com os seus carreadores que vemos nos canaviais ou cafezais.  Agora, com as mudanças introduzidas,  que vão garantir mais segurança, são 17 acessos, entre entradas e saídas da pista, ou um acesso a cada 411 metros. Está mais do que razoável.

 

Mais sobre: marginais do contorno

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