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Opinião: Neymar pendência

Mas como explicar que aquele tido como o maior nome atualmente da Seleção Brasileira fique fora das duas competições mais importantes que até aqui teve a chance de disputar na sua carreira?

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28/06/2015 às 10h00

José Henrique Teixeira

O que está acontecendo com o nosso endeusado craque Neymar Junior? Está muito esquisito. No ano passado, na Copa do Mundo, uma lesão, sem maior gravidade, o tirou da competição que o Brasil sediou e deu vexame ao levar a maior goleada da história em 7 a 1 para os alemães numa  semifinal. Será que ele previa que seria essa vergonha e preferiu se resguardar dela? Agora, na Copa América, o mesmo craque do Barcelona, força expulsão e uma pena mais dura e  fica fora da competição.  Entendo que Neymar correu das duas maiores competições em que participaria defendendo a Seleção Brasileira.

Jogar uma Copa no Brasil não terá certamente outra chance. Copa América, pode participar em 2019, e antes disso,  da Copa do Mundo que será na Rússia, em 2018. Isso se não surgirem fatores extra-campo ou dentro dele até essas competições.

O que me intriga e deve causar  estranheza a milhões de brasileiros é isso: por que o menino Neymar deixou de participar, como devia, das duas mais importantes competições pela Seleção Brasileira? Será porque na Seleção ele não tem os mesmos craques que o tornam tão destacado no Barcelona? Será que ele tem medo de uma contusão mais séria e que comprometeria o seu milionário contrato com o clube espanhol?  Contrato, aliás, questionado pela Justiça daquele país.

Se a contusão na Copa do Mundo fosse tão séria, ele não estaria dois ou três dias depois na concentração, dando apoio moral aos companheiros. Uma contusão mais aguda na coluna cervical tira o jogador de ação por meses ou, dependendo da gravidade,  até o alija para sempre dos gramados. Não foi o que aconteceu, e nem queríamos que acontecesse.

Mas como explicar que aquele tido como o maior nome atualmente da Seleção Brasileira fique fora das duas competições mais importantes que até aqui teve a chance de disputar na sua carreira? Como explicar que mesmo não estando em campo, Galvão Bueno, Junior e Ronaldo tenham falado 18 vezes o seu nome em três minutos (dos 35 aos 38) no primeiro tempo da partida diante da Venezuela? Alguma coisa estranha está acontecendo e que escapa à compreensão dos comuns mortais.

No recente episódio da Copa América, Neymar poderia ser suspenso por um ou dois jogos, mas foi brigar no final do jogo para agravar a sua pena. Ele não queria jogar por causa da sua preocupação com as notícias que chegaram da Justiça espanhola?  Alguns na mídia chegaram a falar em situação extra-campo.

Então, quando se fala que a Seleção Brasileira sofre de uma Neymar dependência,  eu diria aqui que é o contrário:  há uma Neymar pendência em relação à gloriosa camisa amarela. É isso.  Até agora,  o que o festejado craque tem em seu currículo em termos de conquistas com a camisa das cinco estrelas?

No dia 21 último comemoramos os  45 anos da grande conquista do tricampeonato na Copa do México, com a goleada de 4 a 1 sobre a Itália na final e a posse definitiva pelo Brasil da taça Jules Rimet. Aquele time de Carlos Alberto,  Gérson, Tostão, Jairzinho e Pelé não tinha nenhum jogador que atuava em clubes do exterior. Todos jogavam em equipes brasileiras. E eles produziam o futebol-arte que encantou o mundo. Hoje acabou essa arte e quando surge algum jogador um pouco acima da média é logo idolatrado e, mais rapidamente ainda, é negociado com algum clube do exterior. Ai cai todo mundo na vala comum.

Hoje o futebol  brasileiro não tem mais o mesmo respeito que tinha lá fora. Hoje, nem um selecionado do Uzbequistão treme diante da famosa camisa amarelinha. Antes, somente Argentina e Uruguai nos preocupavam entre as seleções sul-americanas. Hoje, qualquer Equador ou Venezuela da vida nos deixam apreensivos. Participamos de todas as Copas do Mundo até aqui, seja porque fomos campeões na disputa anterior (critério abolido), fomos sede ou garantimos o direito conquistado nas eliminatórias. Hoje, quem pode garantir com 100% de certeza de que estaremos na Copa da Rússia em 2018?  Eu não aposto.

Falam que é utopia, mas continuo a defender a tese de que jogador brasileiro que se transfere para equipes do exterior não deve ser convocado para a Seleção Brasileira. Se ele quer ganhar seus dólares, euros, libras esterlinas ou ienes, que vá, nas não será chamado para vestir a camisa amarela, às vezes, azul.  Seriamos como em 1970, quando eram todos daqui e produzimos a melhor Seleção Brasileira de todos os tempos.

PS :  Escrito antes de o Brasil ser eliminado da Copa América pelo Paraguai

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