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Vamos ir estudar português?

O Brasil é a sexta economia do mundo, mas é o 94º pior país com trabalho escravo, são 200 mil pessoas nesta condição.

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03/11/2013 às 14h25

Mário Eugênio Saturno

Ouvi o filho de um turista que esteve nas vizinhanças dias atrás a gritar: vamos ir para a praia! E nenhum adulto a corrigiu. Considerando que eram pessoas da classe média alta, o que pensar do resto da população? Neste artigo não falaremos da Língua Portuguesa, mas de indiferença, educação, trabalho infantil, exploração sexual de crianças e de gastos do governo Dilma em propaganda desnecessária.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome gabou-se dias atrás de que o Brasil conseguiu reduzir em dois terços o trabalho infantil nos últimos anos. Porém, ainda temos 1,5 milhão de adolescentes com menos de 16 anos trabalhando e dois milhões de jovens acima de 16 anos no mercado informal. E o maior desafio é combater o trabalho doméstico entre as crianças e os adolescentes e também nas propriedades rurais. O governo ainda afirma que o quer tornar a escola mais atrativa para os jovens. Uai? Assumiram o governo neste ano? Uai! Estão no poder há onze anos e só agora viram... Eita povinho lerdo! Admitam que erraram com o Bolsa-Família e retornem o Bolsa-Escola!

O Brasil é a sexta economia do mundo, mas é o 94º pior país com trabalho escravo, são 200 mil pessoas nesta condição. Bolsa-Escola parece ser a melhor e mais barata solução. No mundo, estima-se que 29 milhões de pessoas vivem em condição análoga à escravidão, como as vítimas de trabalho forçado, tráfico humano, trabalho servil derivado de casamento ou dívida, exploração sexual e exploração infantil.

Um estudo da Polícia Rodoviária Federal constatou a exploração sexual, sobretudo o turismo sexual infantil nas rodovias federais. Foram identificados 1.776 pontos de risco de exploração sexual nas rodovias. Desde 2006, 3.800 crianças e adolescentes em situação de perigo foram encaminhados a conselhos e órgãos de proteção espalhados pelo país. E por que pouco fazem, ministros?

Essa não é a preocupação do governo? Em todas as pesquisas de opinião, um fenômeno repete-se, todas as áreas do governo federal são mal avaliadas, mas a presidente é bem avaliada... Que mágica é essa? Os gastos com propaganda do governo federal talvez explique. Nos dois primeiros anos da gestão de Dilma Rousseff, os gastos com publicidade é um quarto maior, na média, do que seu antecessor. E olha que Lula também intensificou os gastos depois do Mensalão. Aliás, este escândalo mostrou como se frauda fácil o Erário: propaganda!

O governo federal gastou, em dez anos, R$ 16 bilhões, excluindo o Banco do Brasil que não quis informar seus gastos entre 2003 e 2009. Para se comparar, o Estado de São Paulo gastou um sétimo disso e todos sabem o tamanho do PIB paulista, né? Não custa lembrar que as obras de transposição do Rio São Francisco, que está parada, está orçada em R$ 8,2 bilhões. E com essa verba toda dá para fazer até 30 km de metrô em São Paulo.

E basta observar as propagandas do governo e das estatais para se perceber sua total inutilidade, servem apenas para promover a “presidenta”. Mais Médicos, Minha Casa, Banco do Brasil, CEF, Petrobras... Alguém ainda se lembra daquela programa Primeiro Emprego que gastou milhões em propaganda e só conseguiu empregar um jovem? O Brasil não precisa de propagandas mas de soluções.

Mario Eugenio Saturno (cienciacuriosa.blog.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

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