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Enfermeira de Jaú é acusada de fraudar vestibulares de Medicina

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14/03/2012 às 08h13

 

O envolvimento em esquema de fraude de vestibulares de Medicina, em seis estados, levou a Polícia Federal a prender 15 pessoas nesta terça-feira (13), entre elas uma enfermeira de Jaú que fazia parte do esquema. Foi a Operação Arcano, centralizada em Araraquara, que prendeu as pessoas que agiam nos estados de São Paulo (Jaú e Ituverava), Rio Grande do Sul, Goiás, Pará, Piauí, Bahia e Tocantins.
 
A enfermeira de Jaú pertencia ao grupo dos “corretores”, ou seja, que aliciavam os estudantes com dificuldades de aprovação no vestibular para Medicina e faziam a proposta. Para tanto, esses “corretores” se inscreviam e faziam as provas de vestibulares para entrar no meio e saber quais aqueles que já estavam fazendo o exame por várias vezes sem conseguir aprovação.
 
Feito o contato com o vestibulando e acertado os detalhes, entravam os demais membros da quadrilha, que tinha os treinadores, os pilotos e os assistentes e o organizador. O vestibulando recebia o gabarito da prova através de ponto eletrônico, durante a realização da prova. Se aprovado, o estudante teria que pagar até R$ 60 mil.
 
O delegado da Polícia Federal de Araraquara, Nelson Edilberto Cerqueira, disse que a quadrilha já atuava na fraude aos vestibulares há cerca de 10 anos. O trabalho de investigação começou no vestibular do ano passado quando houve denúncia de uma faculdade da região de Araraquara. Ai que foi possível detectar que a ação da quadrilha se estendia por várias estados. A sede da organização seria em Goiânia e um médico daquela cidade o coordenador.
 
Os detidos foram liberados ainda na noite de terça-feira e vão responder em liberdade ao processo. Na operação, a  PF apreendeu computadores, anotações, extratos e duas armas de fogo, uma delas com a enfermeira presa em Jaú. Os computadores e documentos devem servir para tentar identificar os alunos que pagaram para a aprovação fraudulenta nos vestibulares de Medicina. Eles também podem ser punidos.

 

4 Comentários(Deixe o seu)

  • renata morades

    E UM ABSURDO QUE A POPULAÇAO JAUENSE AINDA TENHA QUE ACEITAR ESSE TIPO DE CORONELISMO POIS SE A ENFERMEIRA NAO FOSSE CASADA COM UMA PESSOA DA SOCIEDADE JAUENSE SEU NOME JA ESTARIA NAS PRIMEIRAS PAGINAS DE JORNAIS. ISSO E INADIMISSIVEL.MEUS PESAMES!!!!!!!

  • José Henrique Teixeira

    Renata, não é bem assim.
    O que nós tentamos, por todos os meus possíveis, saber o nome da enfermeira na noite de terça-feira e ninguém sabia informar. A Polícia Federal não passou o nome para a imprensa. O único que supomos deveria saber, um médico que também é vereador, não quis informar o nome dela. Até às 23h daquele dia ainda tentávamos obter o nome. Nesta sexta-feira você terá.

  • Joé Henrique Teixeira

    Absurdo mesmo Renata é mandar comentário para as páginas com e-mail que nao existe. Tentei por duas vezes responder pelo e-mail que forneceu (rm@yahoo.com.br) e nas duas vezes eles retornaram.

  • João Roberto de Castro

    Bom, nessa situação, existe uma medida protetiva, ou seja, todo cidadão que se envolve em situações policiais, a suposta vitima, poderá pedir censura no boletim de ocorrência, ou seja, a imprensa não pode veicular o nome, se for censurado, e um direito de todos...O Jornalista José Henrique Teixeira, agiu corretamente, além dos mais, as pessoas que tem o nome veiculo, são pessoas que desprovidas de advogados, e sem orientação permitem a veiculação do nome.

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