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Chuvas e vento causam inundações e derrubam árvores

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24/01/2012 às 08h18
Coqueiro cai sobre casa no sitio São Judas

Coqueiro cai sobre casa no sitio São Judas

As fortes chuvas da tarde/noite desta segunda-feira (23) provocaram inundações em mais cinco casas. Desta vez no jardim João Balan .  O rio Jaú que corta o bairro transbordou. Ficaram desabrigadas duas pessoas.  Elas foram encaminhadas para hotel da cidade pela Secretaria de Assistência Social e receberam água e alimentação.

Outras seis pessoas ficaram desalojadas, de acordo com o coordenador de Defesa Civil, Valdir Baltazar. Elas decidiram ir para casas de parentes e amigos. Uma casa foi destelhada também no jardim João Balan. Já no jardim Orlando Ometto houve queda de árvore sobre uma residência. Mas a família não precisou deixar o imóvel.

No centro da cidade o rio Jahu subiu mas não transbordou. Alguns pontos da cidade foram afetados por enxurradas como o centro, Jardim São Crispim e Jardim Santa Rosa.

Vendaval
Só no final da tarde desta segunda-feira, com a ajuda de um máquina escavadeira da Prefeitura, foi retirado o coqueiro que caiu sobre a casa onde mora Benedito Aparecido de Souza, com sua mulher e filha de nove anos, no Sítio São Judas, ao lado do Jardim Pires I. A árvore, com cerca de 10 metros de altura, desabou sobre a casa com o vendaval da tarde de domingo. Não havia ninguém no imóvel naquele momento, mas a família ficou desabrigada porque o telhado foi quebrado e passou a chover por todos os cômodos.

O Corpo de Bombeiros esteve no local desde o momento da queda do coqueiro, bem como a Defesa Civil. A remoção da árvore, no entanto, exigia máquina pesada. A escavadeira foi cedida pelo Ceprom e foi à fazenda, arrastando a árvore que, ao sair do telhado acabou arrancando mais telhas.

“Foram 22 as árvores que caíram com o vendaval do domingo. Esta, uma que atingiu parcialmente uma casa na Vila Maria e outra que desabou sobre um caminhão no Jardim São José foram as que mais deram trabalho para a remoção. É uma situação atípica essa de domingo com tantas árvores que caíram ao mesmo tempo”, disse o sargento Antonio Donizete Milani, do Corpo de Bombeiros.

Conforme Valdir Baltazar, coordenador da Defesa Civil em Jaú, o vento no domingo chegou a 50 km/h. “Esse vento afetou Jaú mais nos bairros da margem direita do rio Jaú. Tivemos problemas no São Crispim, na Vila Maria, Vila Netinho, Jardim Carolina e até no centro da cidade, com queda de árvore na rua Rangel Pestana. Isso se juntou à inundação do sábado, que atingiu o condomínio Alvorada, o Jardim Parati, até mesmo a avenida Dr. Quinzinho. Felizmente não temos vítimas a lamentar”, disse.

O caso da família do Sítio São Judas, conforme Baltazar, ela poderia ser abrigada num hotel por enquanto, já que a casa não oferece condições.  Além desta, outras duas casas na cidade foram atingidas. Uma na avenida Netinho Prado, 774, deixando seis desabrigados, e outra na rua Braz Priori,74, Jardim Carolina, que não deixou desabrigados.

As nove pessoas das duas famílias que ficaram desabrigadas foram atendidas pela Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Jaú.

De acordo com dados da Estação Meteorológica da Fatec-Jahu, o volume de chuva no sábado, dia 21, chegou a 40,5 mm e a rajada de vento máxima do dia às 17h18 atingiu 27 km/h. No domingo, 22, as chuvas chegaram a 25,25 mm e a rajada de vento máxima do dia às 14h42 atingiu 46,8 km/h.

A Secretaria de Serviços Municipais realiza desde a manhã de ontem a limpeza nos locais afetados pelas chuvas e rajadas de vento. O trabalho está sendo feito em conjunto com a Companhia Paulista de força e Luz (CPFL) e Defesa Civil,  que auxiliam na recuperação de fiação de energia elétrica e levantamento de registros de problemas ocasionados pelas chuvas. O Corpo de Bombeiros já fez o corte das árvores que caíram e Secretaria de Serviços Municipais faz a recolha dos troncos e galhos.
A previsão é de que o trabalho seja concluído até quarta-feira.

 

Um comentário(Deixe o seu)

  • Henrique Sajovic De Conti

    De todos os bairros afetados o Jardim Juliana foi o que mais chamou a atenção. Nunca vi tanta água naquela região. Na Avenida Dr. João Baptista de Arruda Sampaio e na Avenida Armindo Victoria Furtani Bernardi um verdadeiro corrégo. Fiquei tão impresionado que tirei inumeras fotos. Aquele local vai precisar de uma intervenção urgente da Prefeitura, Ministério Público e Camara Municipal, além da Defesa Civil.

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