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Cemitério esgotado: Jaú sepulta os mortos em Potunduva

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03/08/2010 às 14h15
J.H. Teixeira
Cemitério Ana Rosa de Paula esgotou capacidade.

Cemitério Ana Rosa de Paula esgotou capacidade.

O Cemitério Municipal de Jaú "Ana Rosa de Paula" esgotou a sua capacidade para a abertura de novas sepulturas. A partir deste 3 de agosto, as pessoas que morrerem em Jaú e as famílias não tiverem jazigos ou terrenos adquiridos na necrópole, terão que ser sepultadas no cemitério do distrito de Potunduva, distante 15 quilômetros do centro urbano. O primeiro sepultamento no cemitério do distrito seria no sábado passado,mas a família do falecido não aceitou, fez até boletim de ocorrência, e a administração teve que ceder um espaço daqueles que são reservados para o sepultamento de indigentes, que são da própria Prefeitura. Na manhã desta terça-feira, no entanto, aconteceu o primeiro sepultamento de pessoa falecida em Jaú no cemitério de Potunduva.

O administrador do Cemitério Municipal de Jaú, Antonio Turini, confirmou o esgotamento das vagas e admitiu que existem resistências quanto ao sepultamento no distrito de Potunduva. "Existe a questão do bairrismo.O cemitério de Potunduva é também município e o distrito é no município de Jaú. Quanto a distância, existem cidades onde o cemitério fica a 20 quilômetros ou mais de onde mora a família do falecido e, mesmo assim, está dentro da mesma cidade", falou.

As empresas funerárias da cidade receberam um comunicado da Prefeitura de que a partir deste dia 3 não haveria mais vagas para a abertura de novas sepulturas no Cemiterio "Ana Rosa de Paula" e que os seultamentos nos casos de as famílias não terem jazigos deveriam ser encaminhados para o distrito de Potunduva. No distrito, a Prefeitura vem ampliando o cemitério desde o ano passado, dobrando a sua área e, em consequência, a sua capacidade. A ampliação é questionada por vereadores porque foi contratada uma empresa, com dispensa de licitação, cujo contrato é de R$ 1.211.663,90.

O esgotamento do Cemitério Municipal "Ana Rosa de Paula" , em Jaú, era fato anunciado há muitos anos. Desde 1989, quando assumiu o prefeito Sigefredo Griso, já se falava na necessidade um novo cemitério na cidade. Passaram, além da dele, as administrações dos prefeitos Waldemar Bauab (1993-1997), Paulo Sergio Almeida Leite (1997-2000) e João Sanzovo Neto (2001-2004 e 2005-2008). O problema é conhecido há pelo menos 21 anos. Nas administrações de Sanzovo foi promulgada lei municipal que permite a exploração de cemitérios em Jaú pela iniciativa privada. Um empresário iniciou a construção de um cemitério, cuja área encontra-se murada, acima do Jardim São José. Depois, o emprendimento parou, provavelmente por questão de licença ambiental. Agora, a atual administração poderá retomar esse projeto, assumindo o cemitério iniciado pelo particular. É a unica solução mais imediata à vista.

Nesse período em que não se fez um novo cemitério, o único existente na cidade foi "inchado" em novas vagas para sepultamentos sacrificando-se as alamedas internas. O que antes era passagem para os visitantes virou espaço para a abertura de novos jazigos. Com isso, conseguiu se manter o cemitério recebendo novos sepultamentos até agora.
 

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