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Maior enchente de Jaú das últimas décadas atinge mil pessoas

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15/11/2011 às 22h24

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Jaú viveu um feriado de 15 de novembro com uma das maiores enchentes de todos os tempos a atingir a cidade. O rio Jaú transbordou em praticamente todo o seu trecho urbano, inundando ruas, casas, pontes e deixando desabrigados. Pelo menos 250 famílias foram atingidas diretamente, num total aproximado de mil pessoas. A Prefeitura acomodou cinco famílias em hotéis na cidade até o início da noite desta terça-feira.
 
No final da tarde, em reunião emergencial com o seu secretariado, após percorrer todos os pontos afetados, o prefeito Osvaldo Franceschi Junior decretou “estado de emergência”. Segundo ele, “há 30 anos não ocorria uma enchente assim na cidade”.  Nesta quarta-feira (16) ele vai à São Paulo em busca de recursos para atender aos estragos e as famílias atingidas.
 
Se até o final da tarde de segunda-feira (14) a chuva já havia atingido 231 milímetros no mês, as precipitações durante a madrugada e o dia 15 somaram mais 130 milímetros segundo o coordenador da Defesa Civil, Valdir Baltazar, que correu de um lado para o outro o dia todo. O rio Jaú transbordou desde o Jardim Sempre Verde até o Jardim São José.
 
Várias pontes foram interditadas no centro da cidade. Em outras enchentes só a região do início da rua Quintino era afetada. Desta vez, ficaram alagadas, junto às pontes, as ruas Sete de Setembro, Rangel Pestana, Floriano Peixoto, Major Prado, Edgard Ferraz e rua Comandante João Ribeiro de Barros. As pontes em todas essas vias foram interditadas. Cerca de 10 carros rodaram com a água.
 
Também ficou totalmente alagada a região da sede do Torino, na avenida Julinho de Carvalho. Ali, tanto o rio Jaú como o córrego dos Pires transbordaram. A avenida Joaquim Ferraz de Camargo também foi interditada naquele trecho ao lado da piscina do Paulo Blassioli, onde moram famílias que tiveram as casas alagadas e perderam seus móveis e utensílios, como o peruano Eduardo Santis, há quatro meses em Jaú. “Foi em segundos, não deu tempo de nada”, disse.
 
Carlos Henrique estava desolado. Seu pai é funcionário municipal e a família mora numa casa dentro do Estádio Municipal, que ficou totalmente alagado. “Virou uma piscina municipal. Perdemos tudo em casa”, disse.Moradores em frente do estádio também tiveram as suas casas atingidas. “Que eu me lembre, algo assim só aconteceu em Jaú em 1966”, disse um morador da rua Prefeito Mário Magalhães, em frente ao estádio.
 
No centro da cidade, os bombeiros precisaram usar bote inflável para retirar pessoas de suas casas invadidas pelas águas. Isso aconteceu na rua Campos Salles, em três locais.
 
Á água na rua Quintino Bocaiúva chegaga até a Campos Salles, de um lado, e de outro até a rua Tenente Lopes. Os fregueses de uma pizzaria na esquina precisaram sair pisando sobre cadeiras para escapar da enchente no estabelecimento.
 
Um ônibus circular que descia a rua Floriano Peixoto tentou atravessar a região alagada, perto da ponte. Ficou no meio do aguaceiro. Os passageiros ficaram desesperados porque a água subia e já atingia a metade da carroceria do veículo. Foram resgatados pelos Bombeiros e policiais militares.
 
O helicóptero Águia, da Polícia Militar, monitorava do alto e dava as coordenadas para as equipes em terra, ou em água.
 
Nas ruas, toda a equipe da Secretaria de Transportes e Trânsito, inclusive com a secretária Silvia Melges, tentava controlar o confuso tráfego com tantas ruas e pontes interditadas. Onde não havia cavaletes para barrar o tráfego, os veículos da empresa contratada ficavam atravessados no meio da via.
 
O FUSS , a Secretaria de Assistência Social e as escolas municipais vão atuar para atender aos atngidos pelas enchentes. Conforme a presidente do FUSS, Caroline Franceschi, não são necessários alimentos, roupas e cobertores, porque estes a entidade tem.  “Devem ser doados móveis, eletrodomésticos, colchões, utensílios domésticos em geral, que podem ser encaminhados para as escolas ou para o Ginásio de Esportes Dr. Flávio de Mello. Quem não tiver como encaminhar é só nos ligar para o número 3621-6529”, disse a primeira-dama.
 
Nesta quarta-feira o prefeito Franceschi vai à Casa Militar do Estado, à qual está vinculada a Coordenadoria de Defesa Civil, para apresentar a situação de Jaú e pedir apoio estadual em recursos para atender aos flagelados e aos estragos causados. “Vou levar as notícias dos nossos jornais para comprovar a gravidade da situação”, disse.
 
Ao final, o prefeito disse  estar aliviado apesar de todos os estragos.  “Felizmente não temos vítimas a lamentar”.
 
VIZINHOS DE 30 ANOS SÃO DESALOJADOS
 
No final da tarde deste dia 15 mais duas casas foram totalmente atingidas pela enchente do rio Jaú e os seus ocupantes ficaram desabrigados. Foram casas vizinhas, na avenida Osório Ribeiro de Barros Neves. Uma teve queda de parede e ficou com a estrutura comprometida. Na outra, as marcas nas paredes mostram que a inundação atingiu 1,5 metro de altura e tudo em seu interior ficou jogado no chão e revirado.
 
Na casa de número 31 da avenida, onde morava Benedita Eugênia Scarpin Grizo e seu marido, uma parede foi derrubada e a casa ficou cheia de água e toda comprometida. “É a quinta enchente desde 1982 quando mudei para cá, mas essa foi a pior de todas”, disse Benedita Eugênia, que iria com o marido para a casa de um dos filhos.
 
Na casa vizinha, mas com o número 1113, mora Paulo César, sozinho. A marca da enchente tem 1,5 metro nas paredes e dentro da sala está tudo espalhado pelo chão, destruído, incluindo televisor e outros equipamentos. A garagem, onde a força da água arrebentou um portão de folha metálica, há 10 centímetros de lama no chão. “Moro aqui desde 1980 e nunca vi nada desse jeito. O máximo a água chegava a um palmo dentro da casa, não a um metro e meio como agora”, disse. Só com a roupa do corpo, Paulo César seria um dos que teria que ser alojado num hotel pela Prefeitura.
 
Na rua Floriano Peixoto, que termina na avenida Osório Ribeiro, os moradores estavam lavando a lama com mangueiras e vassouras, por volta das 19h do feriado.
 

 

8 Comentários(Deixe o seu)

  • cidinha

    estou muito triste com tudo isso

  • Paulo Cesar Destro

    Espero que não apareça nenhum politiqueiro pra fazer politicagem numa hora dessa!
    Vamos pedir para Deus iluminar o prefeito dr. Osvaldo e as autoridades da nossa cidade, para eles resolver todos esses problemas, para a nossa Jaú voltar a normalidade!
    Que Deus nos ajude! Amém!

  • paulo valdeir fagaraz

    passamos por isso no dia 27 02 2011; perdimos tudo os
    pertenses;roupas;moiveis a SO NAO PERDIMOS nossa vida e a fe em deus.
    espero que termine rapido esse ano;que marcou negativamente. os jauenses atingidos pelas aguas.
    vamos cobrar de quem possa nos ajudar, espero que depois
    dessa tragedia que as autoridades façao o melhor para que
    nada mais disso aconteça.
    que deus conforte os nossos coraçoes AMEM

  • paulo valdeir fagaraz

    bom eu nem quero falar muito disso mas pesso a todos q foram prejudicados com a enchente tenha fe em deus q so ele pode ajudar nao percam a fe ta q ja pasei por isso.

  • ray silva

    que deus abençoe todos vocês e que todos fiquem bem

  • veridiana

    meu deus que coisa terrivel tenho um casal de amigos morando ai nessa cidade e nem sei como eles estao espero que eles estejam bem e que deus vai ajudar vcs ai de jau a se erguer em nome de jesus cristo! amem pq maior que deus nao ah

  • kethlyn renata

    foi uma tragedia que isso não aconteça de novo pois jesus cristo vai ajudar aqueles que estão desa desabrigados ou que precisão de ajuda

  • marisa

    Vou ajudar.DEUS abençoe a todos e bola pra frente sejamos fortes.

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