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Injeção equivocada condena Prefeitura a indenizar paciente

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06/09/2011 às 10h29
Edema causado na nádega pela injeção

Edema causado na nádega pela injeção

A Prefeitura de Jaú foi condenada em processo que tramita pelo Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Jaú, a indenizar um cidadão por danos morais e materiais. O município terá que ressarcir Fernando Duarte Coelho em R$ 5.308,49 por ter sido aplicada nele, no Pronto-Socorro Municipal, uma injeção de Voltaren, de forma equivocada, o que causou edema profundo no local da aplicação.

Ao município cabe recurso ao Colégio Recursal do próprio Juizado Especial em Jaú. O secretário de Saúde, Abdalla Atique, garantiu que a Prefeitura vai recorrer mas que “se houve erro e tivermos que pagar a indenização vamos pagar, porque decisão judicial é para ser cumprida”.

A ação deu entrada no Juizado Especial em 27 de abril deste ano, logo após a ocorrência do fato. A juíza Betiza Marques Sória Prado, destacou na sentença que o constante nos autos “é suficiente para decisão segura, não havendo sequer necessidade de perícia”.

A vitima na ação em questão procurou o Pronto-Socorro Municipal com dor nas costas, do lado esquerdo. A médica que o atendeu receitou a aplicação de uma injenção intramuscular na região glútea do medicamento Voltaren. Dias depois o cidadão voltou ao PS Municipal com a mesma dor e, pior, com um grande edema na região onde havia sido aplicada a injenção.

“Muito mais grave é a situação que evidencia que o autor, tendo retornado ao Pronto-Socorro Municipal relatando o hematoma no local da aplicação anterior, teve receitado pela médica que o atendeu nova aplicação do mesmo anti-inflamatório”, diz a juíza em sua sentença. Conforme os documentos anexos, a médica constatou a existência do edema, que havia sido tratado com o medicamento Hirudoid, “sem melhora”, mas não tomou nenhuma providência sobre isso, limitando-se a receitar novamente o Voltaren para a dor nas costas.

Por conta disso, Fernando Coelho teve que gastar R$ 240,00 em consulta médica particular e com medicamentos receitados por esse profissional. A indenização pretende reparar os danos materiais e também os danos morais sofridos pelo autor. O valor por danos materiais é de R$ 308,49 e, por danos morais, R$ 5 mil.

A sentença já está publicada no site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e, após ser intimada, a Prefeitura terá 10 dias de prazo para apresentar sua defesa ao Colégio Recursal do Juizado Especial em Jaú. “O nosso jurídico vai cuidar disso e com toda certeza vai recorrer”, disse o secretário Abdalla Atique.

 

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