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Fumaça da queima de galhos transtorna moradores

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13/08/2011 às 15h33
J.H. Teixeira
Galhos de pódas queimam ininterruptamente

Galhos de pódas queimam ininterruptamente

O local definido como o “bota fora” da galharia de árvores que é recolhida nas ruas de Jaú se transformou num transtorno para moradores do jardins Pedro Ometto,Orlando Ometto e João Balan. Fogo e fumaça são permanentes e, dependendo do vento, a fumaceira invade os bairros vizinhos, a cerca de um quilômetro e causam sérios problemas, inclusive de saúde, aos moradores.

A área é uma erosão que fica logo após a represa de São Joaquim, onde o Saemja capta água, vizinha de uma pequena reserva de mata nativa. Os caminhões da empresa terceirizada que recolhem galhos pela cidade devem descartar a carga naquela erosão. Só que não é para atear fogo, o que não se sabe quem faz. Por serem galhos ainda verdes, eles fazem muita fumaça.

“A empresa em última instância responde pelo fogo nos galhos naquele local e ela vai ser notificada mais uma vez para que não adote esse procedimento ou impeça que alguém o faça”, diz o secretário de Meio Ambiente, Maurício Arruda de Toledo Murgel.

Murgel falou que pensa em voltar a recolher os galhos das podas das árvores num centro de triagem municipal, junto ao Ceprom, como começou a ser feito até um incêndio no local. “Esse material pode ser reaproveitado, pelo menos em parte, e não deve ser depositado indevidamente e o que é pior, queimado onde o vento predominante traz a fumaça para os bairros próximos”, observa Murgel.

Conforme o secretário, a sua pasta não está alheia ao problema. “Já cobramos providências algumas vezes e até o final desta semana esperamos fazer uma notificação oficial à empresa que pode acabar recebendo uma multa ambiental por permitir que isso aconteça e dessa forma”, diz Murgel.

A empresa que recolhe os galhos de podas de árvores em Jaú é a Mazza e Fregolente, terceirizada para esse e outros serviços na área de limpeza pública. Um de seus diretores, Aldo Mazza Junior, estranhou a manifestação do secretário de Meio Ambiente dizendo que irá notificar a empresa.


Cumprindo ordem

“Nós jogamos os galhos das árvores onde a Prefeitura manda a gente jogar. Foram eles (da Prefeitura) que mandaram a gente jogar os galhos naquela erosão. O meu pessoal não toca fogo. Como é que posso ser responsabilizado se não sei quem ateia fogo nos galhos?”, questionou Mazza Junior.

A deposição dos galhos de árvores naquela área foi autorizada como forma de conter a erosão ali existente e que está solapando a estrada rural. Ao lado da mata nativa a estradinha já se tornou intransitável. “Não é a melhor maneira, mas pelo menos é uma forma aceitável usar os galhos para conter a erosão. Agora, tocar fogo e numa época seca como agora é um absurdo. A população não suporta mais isso”, completa Murgel.

Que a população não suporta é verdade. Muitas são as reclamações que chegam à imprensa sobre a fumaça diurtuna que invade os bairros. O vereador Ronaldo Formigão (DEM) já levou inúmeros pedidos à Secretaria de Meio Ambiente para que o problema fosse sanado.

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