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Duas reuniões voltam a discutir emancipação de Potunduva

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25/07/2010 às 17h23
J.H.Teixeira
Jefferson Vieira, presidente da comissão.

Jefferson Vieira, presidente da comissão.

O distrito de Potunduva retomou a luta pela sua emancipação do município de Jaú e duas reuniões estão marcadas para o mês de agosto para tratar do assunto. Uma, no dia 1º, será em Nova Veneza, distrito de Sumaré, região de Campinas; a outra, no próprio distrito de Potunduva, no dia 22. Ambas terão a participação de cerca de 35 distritos do Estado de São Paulo que estão tentando a emancipação, como também a participação de deputados estaduais ou seus representantes que fazem parte da Comissão dos Municípios da Assembléia Legislativa.

Jefferson Vieira, presidente da Associação pela Emancipação de Potunduva está otimista. "Já conseguimos o mais difícil que foi incluir na pauta uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que, se aprovada, vai devolver aos Estados a autonomia para legislar sobre a criação de novos municípios", disse Vieira. Essa competência é agora do Governo Federal.

Na reunião do dia 1º, em Nova Veneza, bem como na reunião em Potunduva, no dia 22, o objetivo, conforme Jefferson Vieira, "é unir os distritos e as populações deses distritos nessa luta. Precisamos conscientizar a população sobre a importância da emancipação". Além de Potunduva e Nova Veneza, estão entre os distritos que tentam a emancipação Vicente de Carvalho, Santo Amaro e Cumbica.

Potunduva teve frustrada a sua tentativa de emancipação de Jaú no final de 1989. Na época, uma comissão, da qual fazia parte Pedro Vieira, pai de Jefferson Vieira, vinha atuando para conseguir a autonomia administrativa. O plebiscito foi marcado, mas o prefeito de então, Sigefredo Griso, conseguiu liminar judicial que suspendeu esse plebiscito na última hora. Mesmo assim, a comissão o realizou de forma simbólica e 95% dos que votaram aprovaram a proposta de emancipação.

Caso a PEC seja aprovada e o processo retomado, Jefferson Vieira diz que Potunduva estará em vantagem agora. "Estamos em vantagem porque o nosso processo será reiniciado a partir de onde parou em 1989, ou seja, da definição da data de um plebiscito. Todas as etapas anteriores já foram vencidas", observou.
Potunduva tem 13 mil habitantes e uma subprefeitura. Mesmo assim, os moradores não estao satisfeitos com o tratamento que é dado à localidade pela administração centralizada em Jaú. "A gente precisa de muita coisa aqui. Entra prefeito, sai prefeito e continuamos esquecidos. Somente a emancipação vai trazer o respeito que o nosso povo merece", concluiu Vieira.

Os políticos jauenses de modo geral, incluindo os prefeitos, ficam em cima do muro em relação ao assunto. Caso se manifestarem contrários à emancipação temem perder os votos dos eleitores de Potunduva enquanto o distrito ainda está atrelado a Jaú. E lá são mais de sete mil votos que já decidiram várias eleições. Caso se posicionem favoráveis à emancipação, terão a desaprovação da população de Jaú, que vai perder uma grande área de seu território e praticamente toda a margem do rio Tietê. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
 

Um comentário(Deixe o seu)

  • Pedro Paulo Ddotto

    Nasci em Potunduva há 70 anos e li a notícia da emancipação com bastante alegria. Meu pai Amélio Dotto e toda nossa família somos todos oriundos de Potunduva e portanto seria uma satisfação imensa saber que nossa torrão natal é agora um município não atrelado a Jau. O Amélio já é falecido mas tenho certeza que tanto ele como minha mãe e todos meus tios e primos, ficariam felizes como essa notícia. Continuem nessa luta e bola pra frente.
    Grande Abraço

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