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Máquina para degradar lixo custa até R$ 2 milhões a unidade

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19/07/2010 às 16h06
J.H. Teixeira
Protótipo apresentado na Fatec

Protótipo apresentado na Fatec

Foi apresentada nesta manhã na Fatec, em Jaú, um protótipo da máquina para a degradação do lixo produzida pela MFSFlux, de São Bernardo do Campo, que poderá ser utilizada para o lixo doméstico recohido diariamente na cidade ou mesmo para a eliminação dos resíduos das indústrias de calçados. Estavam presentes o secretário municipal de Meio Ambiente, José Maurício Toledo Murgel e vários empresários, especialmente do setor calçadista.
A apresentação foi feita pelo engenheiro Fernando Corrêa, da MFSFlux. A aquisição do equipamento, no entanto, não ficou definida nem pela Prefeitura nem pelo setor coureiro calçadista. O custo por unidade varia de R$ 600 mil a R$ 2 milhões, dependendo da capacidade.
Para dar conta de eliminar todo o lixo doméstico de Jaú a prefeitura terá que adquirir oito unidades da máquina de maior potência, visando degradar 80 toneladas de lixo por dia, já que cada uma poderia atender a 10 toneladas/dia. Para o setor calçadista seriam necessárias quatro máquinas para as 40 toneladas diárias de resíduos. Os custos seriam, respectivamente, de R$ 16 milhões para o município e, R$ 8 milhões para o setor calçadista.
"Trata-se de um equipamento que trabalha com a degradação do lixo por meio magnético sem a utilização de energia elétrica ou qualquer outra fonte de energia. Isso acaba reduzindo de três a quatro vezes o custo da eliminação do lixo. Não há necessidade de aterro, ou uma utilização extramamente reduzida de aterro sanitário", explicou Fernando Corrêa.
Os únicos materiais que a máquina não degrada são o vidro, metais e minerais. "Nada impede que se coloque esses materiais na máquina. Eles saem por uma caçamba coletora na parte de baixo, intactos. Mas já que se fala em coleta, é importante a coleta seletiva do lixo e o aproveitamento desses materiais para reciclagem", observou Corrêa.
A MFSFlux tanto vende como loca os equipamentos para prefeituras, fornecendo inclusive a mão-de-obra para operá-los. Trata-se de um equipamento de origem japonesa que, conforme, Corrêa, "não tem similar no mercado nacional".
 

Mais sobre: meio ambiente, lixo, saneamento

Um comentário(Deixe o seu)

  • Andre J. Ferreira

    Há meses tento contato com Prefeituras e secretários de Meio Ambiente em vão!! Eu tenho em mãos uma real máquina do Lixo com escala industrial. Chamada de Gaseificador de Biomassa, ela consegue transformar o lixo em energia renovável.

    Quer saber mais? Entre em contato, pois temos laudo IPT e certificação CETESB para a área onde ela está em funcionamento. Só faltam os reais investimentos e sem a famosa "política" envolvida.

    Grato,

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