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Atendimento de saúde desafia a administração de Jaú

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15/07/2010 às 16h47
J.H. Teixeira

A área de Saúde, exatamente aquela que em campanha se prometeu dar a maior atenção, vem sendo o calcanhar de Aquiles na administração do prefeito Osvado Franceschi Junior (PV) em Jaú. Já passado um ano e meio de governo e a situação é crítica nessa área. Todos os dias tem alguma reclamação da população. A principal delas é a falta de médico pediatra nas unidades de saúde do município.
O assunto ganhou tal dimensão que o vereador Paulo Gambarini (PSDB) apresentou requerimento na última sessão da Câmara questionando o atendimento de pediatria e cobrando solução. "Um pai que falou comigo estava disposto a fazer alguma besteira. Uma mãe disse que queria colocar uma bomba na unidade de saúde", falou o vereador.
O secretário municipal de Saúde, médico Jaime Spanghero, alega que os baixos salários pagos pelo município aos profissionais médicos, cerca de R$ 1.300,00 para jornada de duas horas diárias, não os estimula a fazer concurso e entrar no serviço público. "Não conseguimos contratar pediatras. A solução vai ser rever esses salários e abrir um novo concurso", falou.
Uma mãe que foi com o filho ao Pronto-Socorro Municipal na manhã desta quinta-feira (15) ficou indignada. "Meu filho estava com febre e queixando-se de dores no abdomen. Cheguei às 8h e só às 11h apareceu um médico e, ainda assim, clínico geral. Ele nem pôs as mãos no menino e disse que deveria ser problema de garganta. Falaram que se eu quisesse esperar o pediatra viria às 13h30, ou seja, cinco horas e meia depois que chegou ao local", queixou-se a mãe.
As pessoas não se conformam que sendo o prefeito médico, sua esposa médica, o presidente da Câmara é médico, tem vereador médico, e a saúde em Jaú está nessa situação.
Há alguns dias uma mulher queixou-se de ter sido agredida num posto de saúde porque reclamou que o banheiro estava sujo. A funcionária ainda disse que a Prefeitura não manda produtos de limpeza para aquela unidade.
O prefeito Franceschi até reconhece que a situação não é boa nessa área. Fala em melhorias, mas elas não acontecem. No posto da Olaria, no distrito de Potunduva, faltam profissionais para o atendimento à população. Para completar, dois postos estão em reforma (Jorge Atalla e Itamaraty) e só devem ficar prontos em setembro.
 

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