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Enchente traz o caos para Jaú

As pessoas são unânimes em dizer que esta foi uma enchente maior do que aquela ocorrido em 15 de novembro de 2011.

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11/02/2020 às 18h53

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Rua General Galvão com a Tenente Lopes

Rua General Galvão com a Tenente Lopes

Uma chuva que em Jaú atingiu 111 milímetros, segundo dados da Fatec (Faculdade de Tecnologia), na noite de  segunda-feira e madrugada  desta terça-feira (11/2), e que chegou  a 140 milímetros em Dois Córregos,  cabeceira do rio Jau,  provocou alagamentos , carros submersos e muitos danos em Jaú, onde o rio corta a cidade. As pessoas são unânimes em dizer que esta   foi uma enchente maior do que aquela ocorrido em 15 de novembro de 2011. 

Vários  pontos  foram  atingidos no centro da cidade, principalmente o inicio da rua Quintino Bocaiúva, estendendo pela travessa, a rua  General  Galvão, chegado até a escada da agencia da Caixa Economica Federal, quefica  numa esquina desta rua com a Tenente  Lopes,  Ali, um  carro ficou no alagamento, quando fez  a conversão da rua General Galvão para a Tenente  Lopes, em frente a  Caixa.

As áreas mais atingidas foram as marginais do rio, começando pelo Jardim Sempre Verde, rua Quintino Bocaiuva, avenida Osorio Ribeiro de Barros Neves, região do Campo Municipal, avenida do Café (Córrego dos Pires) e o Jardim São Jose, além das pontes centrais como as das ruas General Izidoro e Floriano Peixoto,  juntamente com as casas  próximas, onde as  famílias ficaram desalojadas, mais  uma vez, como aconteceu em 2011.  Em muitas casas a  água  atingiu 1,5 metro de altura, danificando tudo.

O prefeito  Rafael Agostini destacou que  os dados técnicos  não configuravam , no mesmo do dia deste terça-feira, um decreto de emergência ou de calamidade pública.   Ele destacou a importância das obras executadas no Lago do Silvério. O lago do Silvério atingiu sua marca histórica, ficando totalmente cheio, represando a água do Córrego dos Pires, evitando um desastre ainda maior na região a jusante,  que compreende o córrego dos Pires,a  Vila Nethinho Prado e o rotatória da avenida do Café com a rua Comandante João Ribeiro de Barros, bem como a foz do córrego,  poucos metros abaixos, no rio Jaú.

O Estádio Municipal mais uma vez ficou completamente alagado, bem como todo o seu entorno, que compreende o Jardim Bela  Vista.  O trânsito nas ruas da Jaú   virou um caos principalmente no período da manhã.

Segundo  Valdir  Baltazar, coordenador da Defesa Civil em Jaú, e o secretário de Assistência Social, Alexandre  Pereira da Silva,  que trabalharam noite e  madrugada no socorro às  vítimas, cerca de 140 familias ficaram desalojadas.  Parte delas  foi levada para o  Ginásio de Esportes Dr. Neves e  parte se abrigou nas  casas de parentes.

A ONG 1%, formanda por jovens voluntários, desenvolveu  também  trabalho de auxílio às  vítimas, levando café da manhã, almoço e jantar aos que ficaram desalojados, principalmente para aqueles que foram para o Ginásio Dr. Neves. A ONG pediu a doação de produtos fitossanitários para a limpeza  e desinfecção das casas   atingidas

Além da Defesa Civil, Secretaria de Assistência Social,  Secretaria de Mobiliade Urbana, Departamento Municipal de Trânsito, também  a  Polícia Militar, o Corpo de Bomberos  e a  Guarda Patrimonial de Jaú  participaram das ações durante a noite e madrugada.

Nota da Defesa Civil

 

A Defesa Civil, por meio da Prefeitura de Jahu, realizou o monitoramento do rio e percebemos que o nível estava subindo bastante e fizemos um alerta. Posteriormente veio uma cabeça d'agua, um fenômeno natural que acabou gerando todo esse transtorno na nossa cidade.

Mesmo assim a gente passou a madrugada inteira trabalhando, tanto a estrutura da Prefeitura como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Fizemos um trabalho de resgate das pessoas e de assistência.

Por isso colocamos dois pontos: um para recebimento de doações e atendimentos emergencias no que se refere a ações de recuparação, no CEPROM, e outro para atender as pessoas desalojadas ou desabrigadas que devem procurar o Ginásio Dr. Neves, onde tem um plantão da Assistência Social para passar todas as informações necessárias no que se refere a questões de abrigo e principalmente, a questão de vulnerabilidade social que as pessoas estão passando.

O momento agora é de tranquilidade, o nível do rio baixou, estamos com 4 frentes de serviços fazendo a limpeza para que a cidade volte a normalidade”, informa o coordenador da Defeza Civil Valdir Baltazar.


 

 

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