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Jaú deve ter duas escolas civico militares

As novas escolas seriam construídas ao lado do Residencial Frei Galvão e dos demais bairros em construção pela Minha Casa, Minha Vida naquela região da cidade.

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26/05/2019 às 20h31

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Tenente Davi Lima   fala no simpósio

Tenente Davi Lima fala no simpósio

Jaú sediou no último sábado (25/05) o 2° Simpósio Brasileiro de Escolas Cívico Militares. O evento aconteceu no salão Lumare, onde autoridades municipais de Jaú e região, professores e outros representantes de escolas participaram de palestras, além de um café da manhã e almoço. Os palestrantes vieram de Brasília a convite do secretário de Habitação Giuliano Griso, depois de demonstrar interesse pelo projeto de Escolas Cívico Militares, que conheceu em contato com parlamentares na capital brasileira.

O 1° Simpósio aconteceu em Brasília e Jaú foi a segunda cidade do Brasil a receber o encontro, mais restrito a educadores, com objetivo de debater e refletir sobre a relevância do decreto 9.465, de 2 de janeiro deste ano, e sua importância para o fomento das escolas cívico militares no país. O tema foi amplamente abordado pelo 1° tenente do Exército Brasileiro da ECM, Davi Lima Sousa, pelo comandante da Escola Cívica Brasileira (ECB), Paulo Neves, também pela professora da Secretaria de Educação do Distrito Federal Anita Angélica e o diretor de Relações Exteriores, cabo José Gustavo Araujo.

De acordo com o tenente Davi, a Escola Cívico Militar traz mais segurança para alunos e professores e atende aos anseios dos pais e da sociedade sobre disciplina, respeito e civismo, tão ausentes nos dias de hoje. O tenente afirmou  que, ao final do simpósio, sentiu o entusiasmo dos presentes, inclusive da secretária de educação de Jaú, Daltira Piragine Tumolo, no sentido da implantação destas escolas na cidade. Ele explicou que as ECMs não são impositivas, segundo reza o decreto 9.465, sendo voluntárias para as cidades e estados, numa parceria que prioriza a relação entre escola e comunidade.

Davi Sousa esclareceu que a implantação de escolas cívico militares requerem um projeto de lei da cidade ou estado.  É facultativa a construção de um prédio, já que elas podem ser implantadas em unidades já existentes. Jaú já teria um projeto da secretaria de Habitação no papel para construção de duas escolas em novos conjuntos habitacionais e uma outra municipal já existente, que passaria a integrar o sistema. As  novas escolas seriam construídas ao lado do Residencial Frei Galvão e dos demais bairros em construção pela Minha Casa, Minha  Vida naquela região da cidade.

O Brasil conta hoje com 118 escolas cívico militares. Só no estado de Goiás são 70 unidades que, segundo o tenente, apresentam grandes filas de espera de pais que querem matricular seus filhos. Nas escolas municipais ou estaduais contempladas com essa parcerias os professores podem optar por ficar ou não, o mesmo acontecendo com os alunos onde os pais podem decidir sua permanência ou transferência.

O comandante da Escola Cívica Brasileira (ECB), Paulo Neves, disse que o modelo é simples e resgata princípios básicos como a família, o civismo e a hierarquia. Ele entende que trata-se de uma contribuição para o crescimento do ensino no país.

Presentes neste  2° Simpósio Brasileiro de Escolas Cívico Militares, além da secretária de educação de Jaú, o vice-prefeito Sigefredo Griso, o secretário de Habitação Giuliano Griso, 1° Sargento do 27° Batalhão da PM de Jaú Neveton Francisco Galli, vereadores, representantes de partidos, escolas e outras autoridades civis e militares.

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