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SUS pode adotar técnica pioneira do HAC

Terapia fotodinâmica foi tema de aula da dermatologista Ana Gabriela Salvio em congresso internacional, em março.

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08/04/2019 às 20h35

| Gustavo Quagliato

Ariane Urbanetto/Comunicação HAC

Referência em oncologia, o Hospital Amaral Carvalho (HAC) é pioneiro na utilização de tecnologia para tratamento de câncer de pele em fase inicial, o tipo mais frequente no Brasil e no mundo. Desde 2008, o serviço oferece a terapia fotodinâmica, que poderá ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS).
   A dermatologista responsável pelo departamento de Pele do HAC, Ana Gabriela Salvio, apresentou os resultados do uso da técnica, durante o Congresso Internacional da Escola de Ciências Avançadas de São Paulo, realizado em São Carlos, no mês passado. No encontro sobre tópicos modernos em biofotônica que reuniu centenas de profissionais para o compartilhamento de experiências em diversas frentes, a especialista falou sobre a aplicação do feixe de luz. “É uma terapia minimamente invasiva e altamente eficaz no tratamento dos carcinomas basocelulares iniciais. Em lesões pequenas, temos índice de cura entre 93% e 95 % em 30 dias, e o acompanhamento dessas lesões com manutenção de 80% a 90% livre de doença em dois anos”, destacou.
   As altas taxas de cura e sobrevida, de acordo com Ana Gabriela, são comparáveis às de uma cirurgia, com o benefício de ser um procedimento ambulatorial, onde o paciente é liberado minutos após a aplicação, sem complicações. “Nosso trabalho é reconhecido pelo bom desempenho. É sempre uma honra poder falar sobre os nossas conquistas”.
   Em parceria com o Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo, o Hospital Amaral Carvalho participou das pesquisas para desenvolvimento do dispositivo, que está em processo de avaliação para ser implementado no SUS. Em 2013, o HAC inaugurou o Centro de Terapia Fotônica: foram tratadas mais de 2 mil lesões e treinados 40 grupos de médicos para o uso da técnica. “Sempre nos empenhamos nesse projeto, pois acreditamos nele e sabemos da sua importância. É gratificante saber que poderá ser disponibilizado pelo SUS e beneficiar ainda mais pessoas”, comenta Ana Gabriela.

 

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