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Prefeitura atrasa repasse e pronto-socorro pode reduzir equipe

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04/09/2010 às 07h37
J.H. Teixeira

A Prefeitura de Jaú enfrenta dificuldade de caixa e tem atrasado pagamentos. Embora a prestação de contas do primeiro quadrimestre deste ano tenha apresentado uma arrecação 32% superior a igual período do ano passado, as finanças municipais vão mal. Os homens do Paço Municipal não admitem que não há caixa para quase nada, mas os fatos demonstram que a situação é crítica.

Os funcionários municipais já foram comunicados que o pagamento referente a agosto será feito no dia 9 de setembro para os que são concursados e, no dia 15, para os comissionados. Aguarda-se os créditos federal e estadual do Fundo de Participação dos Municípios e do ICMS.

Também está atrasado o repasse da subvenção para manter o pronto-socorro da Santa Casa, que ameaça reduzir o atendimento. Em julho, a Prefeitura repassou ao pronto-socorro apenas 25% do total de R$ 450 mil. Em agosto não houve nenhum repasse.

"Os médicos estão decepcionados", disse o diretor clínico do hospital, João Carlos Miranda de Almeida Prado. "Com o anúncio do repasse de R$ 450 mil foi montado todo um sistema de atendimento, incluindo várias especialidades no plantão à distância, além de médicos que deixaram parte do tempo de seus consultórios para ficar no pronto-socorro. Sem o repasse da Prefeitura não dá para manter esse esquema. Os médicos, que não recebem, podem deixar o serviço. Aí o prejuízo será para as pessoas que procuram esse atendimento. Quero ver quem vai administrar as reclamações", disse Almeida Prado.

O provedor da Santa Casa, Alcides Bernardi Junior, também se queixou do atraso no repasse. "Não dá para manter a mesma estrutura sem o repasse da Prefeitura. Os médicos podem parar. Como é que fica o atendimento à população? Nós vamos atender, como sempre fizemos, todas as urgências e emergências, mas os casos que não se enquadrarem nessas situações vão ter que esperar. O pronto-socorro é de responsabilidade do município", falou o provedor.

Também por falta de recursos, pararam os três cursos do Proip de formação de mão-de-obra para o setor calçadista. Está atrasado o pagamento do Bolsa Atleta, bem como há atraso no pagamento à Cooperativa de Médicos que atende no Pronto-Socorro Municipal. Até excursões de escolares ao zoológico em Bauru foram cortadas por falta de caixa.

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