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Perlatti faz manifesto pela revisão da tabela SUS

Funcionários e familiares de pacientes atendidos pela Associação Hospitalar Thereza Perlatti fazem uma manifestação na praça Adolfo Bezerra de Menezes, em frente da instituição. É um protesto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não atender as reivindicações do hospital e elevar o valor da diária para o atendimento dos pacientes.

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02/04/2013 às 07h47

A partir das 14h de hoje, funcionários e familiares de pacientes atendidos pela Associação Hospitalar Thereza Perlatti fazem uma manifestação na praça Adolfo Bezerra de Menezes, em frente da instituição. É um protesto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não atender as reivindicações do hospital e elevar o valor da diária para o atendimento dos pacientes, o que tem levado a instituição a um déficit que no ano passado superou R$ 1,5 milhão.  O hospital recebe pela diária do SUS R$ 42,00 quando o custo para manter o paciente é de R$ 90,00. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve em Jaú no dia 23 passado e disse que o hospital precisava se adequar a novas normas de atendimento psiquiátrico para ter aumentada a sua diária. A direção do hospital alega que já atende a essas normas.

Conforme Vera Torello Martine, assistente social do Thereza Perlatti, a instituição atende a 350 pacientes, sendo 290 em programa de internação e outros 60 no programa aberto (Hospital Dia). Esses pacientes são de 68 municípios de todo o centro-oeste do Estado. O hospital mantem uma equipe multidisciplinar  formada por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, fisioterapeutas, farmacêuticos, nutricionistas, além de equipe de apoio , como pessoal de cozinha, de limpeza e administrativo.

“O Hospital está adequado às portarias ministeriais e contempla projeto terapêutico humanizado e singular.  O trabalho realizado pela equipe, além do acolhimento do paciente em crise, objetiva a alta hospitalar e a reinserção do paciente na rede de atenção psicossocial”, explica Eva Torello. “O Thereza Perlatti  aguarda a aprovação do projeto de Residência Terapêutica que foi encaminhado em 2005 para as autoridades competentes e até hoje não recebeu resposta. Deve-se garantir o atendimento destes pacientes para que a internação seja o último recurso para tratamento”, completa a assistente social.

Diante da crise gerada pelo déficit operacional  já que a diária paga pelo SUS não cobre nem a folha de pagamento do hospital,  o presidente da instituição, Antonio Ruiz Martinez Filho, ficou a data de 30 de abril para encerrar o atendimento aos pacientes do SUS caso os valores não sejam revistos.

“A Luta Antimanicomial visa a reinserção do paciente no convívio em sociedade. O fechamento do hospital vai resultar na transferência dos pacientes para outras instituições. Tal atitude vai solucionar o problema ou apenas protelar esta situação?”, diz o presidente. E prossegue Ruiz:  “Os pacientes em crise, segundo a lei da Reforma Psiquiátrica,  devem ser encaminhados para enfermarias especializadas em hospitais gerais. Existem estas vagas? Há rede ambulatorial estruturada para acolher pacientes em crise ou cronificados?”

A Secretaria do Estado de Saúde informou que não trabalha com a possibilidade de encerramento dos atendimentos via SUS no Thereza Perlatti. O hospital integra a rede do Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS-6). A pasta descarta ainda a transferência dos pacientes que estão em Jaú para os hospitais Manoel de Abreu, de Bauru, e Cantídio de Moura Campos, de Botucatu. Ambos também possuem leitos psiquiátricos.

Mais sobre: Saúde Mental

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