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MInistro do STF é o mais lembrado no Dia da Consciência Negra

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20/11/2012 às 18h45

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Texto:J. H. Teixeira
Fotos: Antonio L. Teixeira
 
A solenidade pelo Dia da Consciência Negra,feriado municipal em Jaú neste 20 de novembro, foi a que reuniu maior público desde que ela é realizada junto ao monumento a Zumbi dos Palmares.Na manhã desta terça-feira, representantes das comunidades negras da cidade, autoridades, estudantes, professores e o Tiro de Guerra estiveram reunidos para lembrar a data e prestar homenagem ao herói negro Zumbi dos Palmares.
 
Após a execução dos hinos Nacional e de Jaú a estudante Letícia Pires Gonzales recitou o poema “Banzo”, deEduardo de Oliveira, lembrado pelo mestre de cerimônias Dilermando da Silva Filho como um grande líder negro dos tempos atuais e o primeiro vereador negro da capital paulista, recentemente falecido.  Na sequência foi executado o Hino da Negritude, de autoria de Oliveira.
 
A ialorixá Lucia da Silva, da Associação Cultural Filhos de Ilunga, falou em seguida. “A cada ano cresce o nosso movimento e acredito que assim possamos deixar de lado que hoje é um dia qualquer. Hoje é um dia em que devemos parar e nos concentrar sobre a consciência negra”, disse. “A gente esperava que essa paralisação, essa reflexão, se estendesse a todos os segmentos, mas alguns não estão conosco”, completou.
 
Todos os que se pronunciaram citaram o ministro Joaquim Barbosa, agora presidente do Supremo Tribunal Federal, pela sua atuação destacada no julgamento dos condenados pelo mensalão praticado no governo do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.
 
A presidente do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Jaú, Vânia Soares, também lembrou que a data era para a reflexão sobre a história de luta, de resistência e pelo passado da população negra.
 
“O povo negro conseguiu e vem conseguindo vários avanços. Vamos comemorar essas avanços. Vamos comemorar as cotas que conquistamos. Vamos comemorar o grande feito do ministro Joaquim Barbosa no STF. Quando pensamos que poderíamos ter um negro presidindo a suprema corte federal? Jaú também vem avançando. Conseguimos o feriado, às duras penas, poque vocês sabem o quanto o coronelismo que impera aqui reluta em reconhecer a nossa história. Conseguimos também a criação do Conselho da Comunidade Negra, que é o mais alto órgão de representação da nossa comunidade. É o conselho que tem a responsabilidade de promover ações e políticas publicas para a população negra de Jaú. Isso é um feito que tem que ser creditado a atual administração”, disse Vânia Soares.
 
A presidente do Conselho disse esperar por mais avanços. “ Aguardamos mais avanços. Precisamos estar juntos comunidade negra,porque assim seremos mais fortes. Vamos insistir, persistir e jamais desistir..Não vamos nos curvar diante do empresariado, não vamos nos curvar diante dos racistas. Daqui a algum tempo poderemos ter outros Joaquim Barbosa”, destacou.
 
O advogado epresidente da Academia Jauense de Letras, Geraldo Jabur,  lembrou o ex-presidente sul-africano Nelson Madela, o presidente norte-americano Barack Obama, o ministro Joaquim Barbosa e o jauense Salvador Borges, que foi membro da Academia Jauense de Letras. Fez um discurso dos mais inflamados.
 
Falaram também o vereador Atilio Durval Gasparotto (DEM) representando a Câmara de Jaú e o secretáriod e Habitação, Cristiano Madela, representando o prefeito Osvaldo Franceschi Junior. Madela citou grandes personagens negros como Pelé, João do Pulo, Edu (Jonas Eduardo Américo, de Jaú, tricampeão mundial em 1970 com a Seleção Brasileira) “que em Jaú é pouco reconhecido”, e também o ministro Joaquim Barbosa.
 
Após os pronunciamento, atiradores do Tiro de Guerra 02-019 colocaram uma coroa de flores no monumento a Zumbi dos Palmares.
 
Da rotatória onde ocorreu a solenidade, as entidades representativas dos negros saíram em passeata e subiram a rua Major Prado. Foi um ato de protesto porque as lojas estavam abertas e não observaram o feriado municipal. A manifestação foi pacífica e eles cantaram sambas no trajeto. Depois se concentraram na Praça da República, o Jardim de Baixo. Teve uma loja que homenageou os participantes da manifestação.
 
 

 

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